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Regional

Grupo de Trabalho para a substituição dos cabos submarinos deve apresentar resultados até ao final do ano

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Ana Cunha falava terça-feira, em Lisboa, no final da primeira reunião deste grupo de trabalho, que integra representantes dos governos da República, dos Açores e da Madeira e da ANACOM.

A Secretária Regional adiantou que foi apresentado pela ANACOM “um cronograma de trabalhos, ainda preliminar e sujeito a alterações, uma calendarização do próprio investimento”, sendo que a solução técnica “terá que ser apresentada e aprovada em dezembro”.

Nesse sentido, referiu que, “tendo em conta este calendário de decisão, a ANACOM já adiantou um cronograma para o investimento, que inclui a fase do concurso procedimental e depois todo o desenvolvimento do investimento”, incluindo a escolha do adjudicatário, “que terá inclusivamente que fabricar os cabos, averiguar os fundos, o local onde vão ser colocados os cabos, etc.”.

A titular da pasta das Comunicações salientou, assim, que “já há um cronograma inicial para o investimento e que aponta, ainda que de forma bastante otimista, para uma conclusão do investimento em 2023, o que dá alguma segurança ao nível de alguma contingência que, no decurso de todo o processo e da realização do investimento, possa ocorrer”.

Ana Cunha lembrou que o estudo, cuja execução foi promovida pelo Governo dos Açores e que foi apresentado em fevereiro ao Secretário de Estado das Infraestruturas, continua a servir de base “e suporta aquela que é a posição, as premissas que o Governo dos Açores defende para este investimento”.

“Pretende-se uma estrutura neutra, pretende-se uma estrutura com uma longevidade, com uma durabilidade, pelo menos, semelhante à atual, pretende-se que exista redundância no funcionamento desta infraestrutura, para que dê segurança a todas as comunicações”, afirmou.

A Secretária Regional acrescentou que se pretende que este investimento “seja potenciado noutras áreas, como, por exemplo, e conforme foi já salientado pelo presidente da ANACOM e também integrante do nosso estudo, as valências de previsão ou monitorização de alterações climáticas, mudanças de temperatura, sismos e outros eventos naturais, que estes cabos de fibra ótica poderão potenciar, através da instalação de outros sistemas”.

Para Ana Cunha, será também possível “potenciar a parte científica” através da sua componente de “potenciador de projetos científicos”.

Outra das formas para potenciar o uso dos cabos é a “constituição de uma espécie de ‘hub’ no meio do Atlântico para cabos transatlânticos e que atravessam o oceano, entre a América do Norte, a América do Sul e a Europa e até também chegando a África”, disse a Secretária Regional, acrescentando que “esta é uma ideia veiculada pelo Governo dos Açores e bem acolhida por todos os elementos do Grupo de Trabalho”.

Por outro lado, sublinhou que “terá que ser, ou é, no nosso entender, um investimento a cargo do Governo da República, porque os cabos de fibra ótica são um investimento estruturante, enquanto veículo de coesão territorial de todo o país”.

Para Ana Cunha, a realização desta primeira reunião do Grupo de Trabalho foi um passo importante, estando já agendada uma segunda reunião “ainda nesta primeira quinzena de julho”, o que dá nota da “celeridade” imprimida.

A Secretária Regional destacou ainda a boa condução do grupo por parte do presidente da ANACOM, considerando que “dá indicação de que vai impor um bom ritmo de trabalho, por forma a que, em dezembro, tenhamos o estudo concluído, conforme é proposto pelo Secretário Adjunto e das Comunicações”.

Fonte: GaCS/HB

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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