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Regional

João Ponte anuncia novo concurso do VITIS este ano no valor de quatro milhões de euros

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou ontem, na Horta, que vai ser aberto, ainda este ano, um novo concurso no âmbito do Programa de Apoio à Reconversão e Reestruturação da Vinha no valor de quatro milhões, para continuar a aprofundar o desenvolvimento deste setor, que tem contribuído para gerar riqueza, postos de trabalho e para o progresso dos Açores.

“Para responder ao desafio de vários parceiros do setor, será iniciado um processo de auscultação do programa VITIS em relação ao nível dos apoios, critérios de ponderação das candidaturas e das obrigações dos beneficiários, por forma a melhorar o regime de apoios, numa perspetiva de assegurar a sustentabilidade da atividade vitivinícola no futuro”, afirmou João Ponte.

O governante falava na abertura da sessão plenária da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas (AREV), que decorre pela primeira vez nos Açores, reunindo representações de várias regiões europeias produtoras de vinho.

Na sua intervenção, salientou que a realização do evento nos Açores é “uma boa oportunidade” para dar a conhecer as potencialidade e especificidades açorianas, mas também para “partilhar experiências e refletir sobre os desafios comuns no que à vinha e ao vinho diz respeito”.

João Ponte destacou que o VITIS já permitiu reconverter nos Açores cerca de 800 hectares de vinha, através de um investimento de 21 milhões de euros.

“Deste investimento, a sua quase totalidade foi concretizada na ilha do Pico, fazendo com que esta atividade venha a ter, dentro de poucos anos, um peso relevante ao nível da economia local, essencial para gerar riqueza, postos de trabalho e contribuir para o progresso da Região”, referiu.

O Secretário Regional salientou que os números ilustram bem a trajetória de sucesso, já que, em 2018, a produção de vinho apto a ser certificado atingiu 450 mil litros, representando a maior produção de vinho a ser certificado de sempre, e estima-se que, em dois anos, a quantidade de vinho apto a ser certificado ultrapasse um milhão de litros.

Para João Ponte, o potencial económico deste setor não se esgota nas receitas provenientes da venda de vinho, lembrando que, no caso particular da ilha do Pico, o Enoturismo é um fator imprescindível de atração turística.

O Secretário Regional apelou aos participantes neste evento da AREV para uma união de esforços, frisando que o sucesso da vinha e do vinho vai continuar a exigir de quem produz, de quem transforma e de quem define o rumo do setor muita dedicação, inovação e empreendedorismo.

“Individualmente somos pequenos para enfrentar o que temos pela frente, mas, se trabalharmos juntos, ganhamos outro peso e capacidade de influenciar as decisões, por isso a união é fundamental”, afirmou João Ponte.

O governante identificou vários desafios importantes pela frente, desde logo a futura Política Agrícola Comum (PAC) 2021 – 2027, com implicações diretas no setor da vitivinicultura, tendo o Governo dos Açores anunciado que será necessário garantir apoios para novas plantações de vinha, algo muito importante uma vez que se trata de áreas que não são abrangidas para o apoio do VITIS, bem como a defesa das Denominações de Origem e Identificação Geográfica, de forma a garantir a autenticidade dos vinhos açorianos, e a utilização de rotulagem como instrumento de defesa dos vinhos e dos ‘terroir’ são outras preocupações manifestadas.

O programa da AREV será quinta-feira integralmente dedicado à ilha do Pico, começando com uma visita às curraletas na zona da Criação Velha, na Madalena, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, seguindo-se uma passagem pelo Museu do Vinho, Adega A Buraca, Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico e Centro Interpretativo da Vinha, onde terá lugar uma degustação de vinhos dos Açores com a presença de produtores de vinho certificado do Pico e entidades locais.

Fonte: GaCS/RM

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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