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Natércia Gaspar

CATEDRAL DE NOTRE-DAME DE PARIS – FRANÇA E O MUNDO ESTÃO DE LUTO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR CATEDRAL DE NOTRE-DAME DE PARIS – FRANÇA E O MUNDO ESTÃO DE LUTO

 

O incêndio que deflagrou na Notre-Dame de Paris, esta segunda feira, entristeceu a Humanidade.

Não foi só a França que perdeu parte deste “majestoso e sublime edifício”, e cito o romancista do séc. XIX, Vítor Hugo, foi também, o mundo.

Chamada de coração de Paris, a Catedral de Notre-Dame, cuja construção teve início em 1163 sendo dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo, está localizada na praça de Paris, na pequena Île de la Cité, rodeada pelas águas do Rio Sena.

Construída em estilo gótico, a sua edificação demorou cerca de 200 anos entre 1163, durante o reinado de Luis VII, e 1345. Tem mais de 850 anos.

O curioso é que o local onde é hoje a catedral, tem uma história de culto religioso que remonta aos Celtas, reza história que já faziam as suas cerimónias, depois os romanos, que ergueram o templo de devoção ao deus Júpiter e posteriormente, também foi ali, que se edificou em 528 dc, a Basílica de Saint Étienne ligada ao cristianismo, seguida de uma igreja românica que permanece até ao início da construção da catedral Nossa Senhora de Paris.

A Catedral de Notre-Dame de Paris é um símbolo histórico para a França com um acervo grandioso de pinturas, gravuras, estátuas de bronze e um órgão musical do século XVII que ainda toca e já acolheu inúmeros eventos bastante significativos para a França e para a humanidade, como a coroação de Henrique VI da Inglaterra, em 1431, durante a Guerra dos 100 anos; a coroação de Napoleão como imperador em 1804, a Beatificação da Santa Joana Dark em 1909, pelo papa Pio X., ou as Missas dos funerais de Charles de Gaulle (presidente da França), Georges Pompidou (ministro francês) e François Mitterrand (presidente da França).

O incêndio de anteontem, não foi o único acidente a provocar danos e a pôr em risco o monumento.

De facto nos seus mais de 850 anos, já foram inúmeras as flagelações que a Catedral sofreu:

• em 1871, Notre Dame correu o risco de ser gravemente destruída por um incêndio, mas a construção resistiu;

• durante o período da Revolução Francesa de 1789;

• em 1804 a coroação de Bonaparte como imperador salva a catedral que chegou a ficar em ruínas e quase foi demolida;

• em 1831 a Catedral foi salva da ruína pelo romance de 1831 de Victor Hugo, “Notre-Dame de Paris”, onde descrevia a precária condição do prédio na altura, o que acabou por impulsionar grandes reformas devolvendo a imponência e a beleza à Catedral;

• no início do século XX, mais uma ameaça rondou a construção, em plena Segunda Guerra Mundial, havia rumores de que os soldados alemães poderiam destruir os vitrais recém-instalados por isso foram retirados e reinstalados após o fim do conflito.

Ao longo da sua história a imponente catedral Notre-Dame de Paris, tem sobrevivido e pela sua importância e simbolismo, objeto do investimento necessário à sua reabilitação, uns dirão que é a mão de Nossa Senhora de Paris, outros que é a vontade da humanidade de não perder a sua história.

A Catedral tinha 127 metros de comprimento, 48 metros de largura e 35 metros de altura, a tem capacidade para receber nove mil fiéis na Igreja, constitui um dos principais postais da Europa, recebendo mais de 13 milhões de turistas por ano, mais que qualquer outro monumento na Europa e está na memória de vivencia dos Franceses e na memória coletiva do Mundo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, mostrou-se ao mundo profundamente consternado, referindo-se ao acidente como a “dor de toda uma nação”.

Ele não disse, mas a verdade é que é também um motivo aglutinador dos Franceses que seguramente vão esquecer por uns tempos a Contestação a Macron.

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Natércia da Conceição Reis Gaspar

Natércia Gaspar

SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

 

Hoje tenho a benção de vos falar a partir da Ilha de Santiago, em Cabo Verde, uma antiga colónia portuguesa cuja independência consegue a 5 de julho de 1975.

Um processo que por cá não deixou os traumas que deixou noutras ex colónias.

É uma benção porque viver de perto o dia a dia deste povo é uma lição de vida, de simplicidade, de genuinidade de alegria!

Para esta gente é preciso muito pouco para serem felizes.

Pouco planeiam as suas vidas, vivem à base do acontece e se acontece acolhem com alegria.

As suas vidas deslizam, com maior ou menor dificuldade, como os seus corpos que em cada movimento parece que respondem a uma nota musical.

Sim, os seus corpos têm musicalidade tal como o mar, a natureza, a cultura, enfim as suas vidas!

Não é tudo fácil! Diria não é nada fácil! Em Santiago a terra é árida e inospita, não há muita água. Não chove há 2 anos por cá. Já imaginaram estarmos 2 anos sem chuva nos Açores.

Por cá, praticamente tudo é importado, o que encarece o custo de vida num país cujo salário minimo é de 150,00€.

Faz-nos pensar como conseguem viver, pois o custo de vida é praticamente igual ao nosso. Mas o facto é que conseguem com muito trabalho. É frequente ver nas ruas as mulheres a venderem fruta, peixe, milho, biscoitos etc para comporem o orçamento familiar.

Mas, o sorriso, o brilho dos olhos, a boa disposição o afeto não desaparecem e contagiam!

Está efetivamente a ser uma experiência fantástica, mas também me interpela. Põe-me em confronto com o pior que temos na nossa suposta civilização. Sim, porque ser civilizado não é de certeza viver para o trabalho, com stress para ganhar o dinheiro para conseguir dinheiro e ceder ao apelo constante ao consumismo e não estar presente na vida dos filhos, da familia.

Ser civilizado não é seguramente morar uma vida inteira no mesmo sitio sem dizer bom dia ou perguntar como vão?

Ou criar uma redoma à nossa volta para nos proteger, não deixamos as nossa crianças brincar na terra, sujarem-se e cada vez mais a nossa imunidade está fragilizada expondo-nos a outras tantas doenças.

Sim vou partir daqui a questionar de que vale tudo o que temos, alegadamente num país desenvolvido, mas, no que toca às almas humanas, perdemos algures no tempo os afectos e o cuidado pelos outros…

Fique bem, fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

 

Recuar para não cair a pique, foi o que fizeram PSD e CDS na questão da aprovação da recuperação integral do tempo de serviço congelado, da carreira dos professores, como resposta à ameaça da demissão por parte do governo, caso a medida fosse aprovada.

Um episódio de crise política que parece um trecho da Conversa da Treta do saudoso António Feio e José Pedro Gomes.

Em síntese foi assim…

Era uma vez, uma classe profissional que, não contente com a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias do congelamento da sua carreira, continua a exigir a recuperação de 9 anos, 4 meses e 2 dias, sempre com o apoio da oposição do Governo, apesar do apoio dos restantes partidos da Geringonça BE e PCP.

Esta história remonta ao início desta legislatura, ganhando força maior na negociação do Orçamento de Estado de 2019, que ainda assim inscreveu no OE a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias.

Ora, no debate quinzenal da semana passada, estavam os doutos deputados da Nação a votar o Decreto-Lei para dar força de Lei aos descongelamentos previstos e eis que na votação na Especialidade, PSD, CDS, PCP e BE chegaram a acordo para a devolução integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Eis que surge aqui o primeiro motivo para gargalhar.

BE e PCP estão fora da equação pois sempre defenderam a recuperação total do tempo de serviço dos congelamentos aos professores. Todavia, o PSD e o CDS foram aqueles que congelaram tudo, retiraram tudo, aumentaram tudo, empobreceram tudo e agora aprovam uma medida que nunca executariam caso fossem governo, medida esta que custará ao estado 635 milhões de euros ano. Ou seja os dois maiores partidos da oposição colocavam em causa, e com consciência plena, a sustentabilidade financeira do país.

E a gargalhada continua.

Ambos os partidos da troika dizem que Mário Centeno, quando chamou “de irresponsáveis” às propostas da Direita e da Esquerda por serem “o maior aumento de despesa desta legislatura” estão a inventar um Papão.

A realidade está longe de ser um papão, a cedência a este anseio dos professores coloca mesmo em risco o equilíbrio das finanças e quer PSD quer o CDS estão cansados de o saber, mas, como sempre, como não estão no Governo vai de dar um mimo aos professores em época de eleições europeias, podia ser que o rebuçado durasse até às regionais.

Pelo lado do PS, entre um misto de responsabilidade política e uma tirada melodramática, ou não fosse Costa um homem cheio de habilidade política, vem a terreiro ameaçar de demissão do Governo o que obrigaria à convocação de eleições antecipadas.

E agora sim, as consequências são de rir e rolar no chão a segurar a barriga.

O que fazem o PSD, CDS?

Ambos vêm rapidamente dizer que se não ficarem asseguradas as condições de sustentabilidade das finanças não aprovam a recuperação da totalidade do tempo de serviço.

Assunção Cristas e Rui Rio, quem vos disse que os portugueses têm um O de otários na testa enganou-vos. Vão por mim!

Moral da história…

Não tivéssemos todos a pagar esta brincadeira de miúdos… até tinha mesmo piada.

Fique bem, fique com a 105 FM.

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

 

Este dia tem origem na primeira manifestação de meio milhão de trabalhadores e numa greve geral nos Estados Unidos em 1886, sendo que 3 anos depois em 1891, é convocada em França uma manifestação anual homenageando aquela a luta sindical nos EUA.

Em Portugal, este dia é assinalado desde 1890, ano em que a celebração do dia do trabalhador a 1 de maio, passa a ser internacional.

Se nos primeiros anos esta data servia para confraternização, com a evolução qualitativa do sindicalismo português ao longo da 1º Republica, em que se tornou mais reivindicativo, o 1.º de Maio tornou-se uma de luta das massas operárias que reivindicavam o que apenas em 1919 conquistaram, a limitação de um dia de trabalho em 8 horas, foi consagrada na lei.

Nem no Estado Novo, apesar da repressão e da restrição da liberdade as manifestações não pararam, a mais simbólica foi em 1962 em que quase todo o país parou. Mas o 1º de Maio com mais impacto no país, foi naturalmente o celebrado 8 dias depois do 25 de Abril de 1974, no qual os portugueses saíram às ruas para

Claro que o 1.º de maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974, reza a história de que demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril.

O dia 1º de Maio é feriado, esteve em discussão a sua anulação, aquando da decisão do Governo da Passos Coelho decretar a anulação de 4 feriados, para a alegadamente aumentar a produtividade, mas não se concretizou.

Passos Coelho aliás vai ficar na história como aquele que provocou o maior atentado aos direitos dos trabalhadores e a um retrocesso social sem precedentes.

Não se anulou o feriado do 1º de maio, nem aumentou a produtividade das empresas, como já era expetável.

Dizem as más línguas que esta medida avançou para calar a Sra. Merkel da Alemanha, porque por essa altura disse a barbaridade de que os portugueses trabalhavam pouco. O que faz sentido pois é consensual que em vez de anular feriados, o melhor seria colá-los aos fins de semana. Para evitar o absentismo para fazer pontes. Isto sim está provado em toda a Europa, que a produtividade pode aumentar.

Mas na verdade o que aumenta efetivamente e sem margem de duvidas a produtividade é o valor dos salários que se praticam na Europa, que estão a anos luz dos praticados em Portugal.

Aliás, as empresas estrangeiras que operam em Portugal e pagam salários acima da média, têm maior produtividade.
Mas a triste realidade é que no dia que mais uma vez assinalamos o 1º de maio, assistimos, cada vez mais à deterioração dos direitos e proteção social dos trabalhadores e pior ainda o aumento do desemprego e consequentemente o empobrecimento das suas famílias, ou seja mais um dia do Trabalhador em que se justifica cada vez mais lutar e reivindicar.

Disse o Papa Francisco, que o trabalho dá dignidade às pessoas e “A sociedade não é justa se não oferece a todos um trabalho ou explora os trabalhadores”

Mas infelizmente a vida não é justa !

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Natércia Reis Gaspar

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