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Regional

Certificação dos matadouros é mais um contributo para valorizar a carne dos Açores, afirma Diretor Regional da Agricultura

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O Diretor Regional da Agricultura afirmou hoje, na ilha Terceira, que a certificação dos matadouros dos Açores pela norma ISO 22.000, relativa à qualidade e à segurança alimentar, é mais um contributo para valorizar a carne e continuar a alavancar a competitividade desta fileira.

“Em causa está uma certificação que fará com que os matadouros da Região fiquem normalizados relativamente às práticas de segurança alimentar, higiene, bem como boas práticas de laboração”, referiu José Élio Ventura, acrescentando que, desse modo, “será possível responder às exigências dos clientes, bem como possibilitar a abertura de novos mercados para um produto de excelência, como é a carne dos Açores”.

O Diretor Regional da Agricultura falava na cerimónia de entrega da certificação do Matadouro da Ilha Terceira pela norma ISO 22.000, um processo voluntário que visa a obtenção de reconhecimento externo e que importa liderar para fazer face às exigências dos novos tempos.

Para José Élio Ventura, esta certificação acarreta um grande simbolismo, pelo facto de o Matadouro da Ilha Terceira ser o primeiro na Região a receber este tipo de certificação.

O Diretor Regional reafirmou que o Executivo pretende concluir o processo de certificação de todos os matadouros dos Açores ao nível da segurança e da qualidade alimentar até ao final da presente legislatura, sendo que, em breve, também os matadouros de Santa Maria e do Pico irão receber igual certificação.

José Élio Ventura considerou que a fileira da carne nos Açores deve explorar e apostar mais nos nichos de mercado, como seja a produção de carne biológica ou com o selo de Reserva da Biosfera, no caso das Flores, Corvo, Graciosa e São Jorge, porque se pode traduzir numa maior valorização do produto e mais rendimento para os produtores.

“O futuro do setor da carne passa, ainda, por reforçar a desmancha da carne nos matadouros dos Açores, para aumentar a expedição de carne já em peças, sendo que o grande objetivo deverá ser expedir carne já em formato final de consumo”, frisou, acrescentando que cabe à produção apostar na melhoria da conformação das carcaças e garantir um regular fornecimento de carne aos mercados.

Relativamente à Terceira, salientou que a ilha cresceu mais do que o total do arquipélago em termos de carne de bovino expedida para fora da Região, ou seja, entre 2018 e 2017 registou-se um aumento de 19,3%, enquanto o total dos Açores atingiu cerca de 15%.

Em 2018, foram abatidos nos matadouros dos Açores e aprovadas para consumo quase 73 mil carcaças de bovinos, o que corresponde a um aumento superior a 30% nos últimos cinco anos.

Fonte: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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