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Regional

“Açores Recebe Bem” envolve profissionais de turismo em todas as ilhas e concelhos dos Açores

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou que o programa ‘Açores Recebe Bem’ tem chegado a vários setores, nomeadamente atividades turísticas, restauração, hotelaria e guias turísticos, com o envolvimento de profissionais de turismo em todas as ilhas e concelhos dos Açores.

“Este envolvimento de todo o setor neste projeto, em todas as ilhas e em todos os concelhos, tem sido preponderante para fazer jus a esta ação estruturada e fundamental para o futuro da atividade na Região, através de um caminho que se pretende cooperante, ágil, mas, sobretudo, sustentável e em harmonia com a Natureza”, frisou Marta Guerreiro, na abertura do workshop que decorre hoje em Santa Cruz das Flores, depois de também se ter realizado na ilha do Corvo no início desta semana.

Para a titular da pasta do Turismo, “uma cultura de serviço e bem receber nos Açores tem sido o mote do trabalho desenvolvido nos últimos meses”, fruto de uma estratégia “atenta aos novos desafios de mercado, numa era de constante mudança”.

Marta Guerreiro salientou ainda que o programa pretende “dotar as instituições e os profissionais do setor de mais e melhores ferramentas e recursos, para que possam proporcionar verdadeiras experiências inesquecíveis a todos aqueles que escolhem os Açores como destino de férias”.

“É para e pela qualidade que trabalhamos e continuaremos a trabalhar”, em conjunto com todos os agentes do setor, uma vez que o aumento da procura, “claramente positivo”, trouxe consigo novos desafios, sendo “o principal deles” a qualificação do destino, “quer seja por via dos serviços ou das infraestruturas, mas, sobretudo, por via dos recursos humanos”, afirmou.

O programa ‘Açores Recebe Bem’ é uma formação de capacitação no atendimento para ativos, que constitui uma mais-valia para ajudar a consolidar uma cultura de serviço e de bem receber na Região, através do qual será elaborado um Manual ‘Açores Recebe Bem’, que será divulgado junto do setor, enquanto instrumento de elevada importância para fazer face às novas exigências e contribuir para reforçar a notoriedade do arquipélago.

Para além deste programa, Marta Guerreiro salientou que estão a ser realizadas outras ações no que diz respeito à qualificação dos recursos humanos, sublinhando a formação, em curso, numa parceria com a Escola de Formação Turística e Hoteleira e o Turismo de Portugal, por via de um plano de qualificação e valorização com disponibilidade para 1.200 vagas, dirigidas a ativos na área do turismo ou de outras áreas de atividade que queiram iniciar, ou tenham iniciado, uma carreira profissional nas empresas de alojamento turístico ou de restauração.

Na sua intervenção, a Secretária Regional destacou ainda alguns dados estatísticos relativos à ilha das Flores, que registam um extraordinário crescimento de 68% nas dormidas entre 2015 e 2018, destacando-se, neste âmbito, as dinâmicas dos mercados suíço, espanhol, norte-americano e português.

Fonte: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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