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Regional

Açores são a região do país com maior investimento aprovado na área do Mar

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou hoje, nas Lajes das Flores, que, de acordo com o relatório recente da comissão nacional que monitoriza a utilização dos fundos europeus estruturais e de investimento na área do Mar (Investimento Territorial Integrado Mar, ITI Mar), um grupo de trabalho que acompanha os investimentos dos diversos programas operacionais, “os Açores são a região do país com maior investimento aprovado” nesta área.

Segundo aquele relatório, o investimento total elegível aprovado nas áreas do Mar nos diversos programas operacionais nacionais totaliza 1,1 mil milhões de euros, sendo que os Açores concentram 21% do total do investimento aprovado, o que corresponde a cerca de 240 milhões de euros.

“Temos vindo a realizar um esforço de infraestruturação no arquipélago, através de uma utilização inteligente dos fundos comunitários”, disse Gui Menezes, frisando que este “é um trabalho que está a dar frutos”.

O Secretário Regional falava na apresentação do projeto de requalificação e modernização do Entreposto Frigorífico das Lajes das Flores, cerimónia que contou com a presença do Presidente do Governo, Vasco Cordeiro.

Gui Menezes frisou que a requalificação e modernização daquela infraestrutura “é um compromisso do Governo com os pescadores florentinos e pretende melhorar as condições de trabalho dos pescadores e dos comerciantes de pescado” da ilha das Flores.

A empreitada de requalificação do Entreposto Frigorífico das Lajes das Flores representa um investimento de 472 mil euros, sendo que o concurso será lançado ainda durante esta semana, estimando-se que a sua execução arranque durante o último trimestre deste ano.

No âmbito do reforço da rede de frio na Região, Gui Menezes salientou que está a decorrer a obra de melhoramento e ampliação do Entreposto Frigorífico das Velas, em São Jorge, num investimento de mais de um milhão de euros, que deverá estar concluída em agosto.

Relativamente ao Entreposto Frigorífico da Horta, o governante adiantou que “o concurso será lançado durante os próximos dias, com execução durante 2020, num investimento superior a três milhões de euros”.

O Secretário Regional referiu ainda que foi adjudicada este mês uma nova central de produção e armazenamento de gelo para o Porto de Pescas de Rabo de Peixe, em São Miguel, num investimento de cerca de 350 mil euros, estando prevista a sua instalação durante o segundo trimestre deste ano.

Na sua intervenção, Gui Menezes destacou a importância de apostar na fileira do atum, que “tem ainda um grande potencial para crescer no arquipélago em valor”, estando, nesse sentido, a ser desenvolvido um trabalho com os parceiros do setor para a criação de um plano para a valorização desta espécie.

“Na prática, temos de avançar para um novo patamar que impulsione novas formas de tratar o nosso atum selvagem de elevada qualidade, através da formação dos nossos armadores e pescadores, para que o atum possa ser vendido em mercados de valor acrescentado, contribuindo para o aumento do rendimento do setor”, disse.

Gui Menezes anunciou ainda que “os atuneiros dos Açores, pela primeira vez, vão poder fazer pesca dirigida ao rabilho, a espécie de atum com mais valor no mercado”.

Neste sentido, afirmou que a partir de quinta-feira, 28 de março, e até meados de julho, “os pescadores açorianos dispõem de uma quota de 55 toneladas de rabilho, podendo ainda atingir mais 100 toneladas para esta espécie em capturas acessórias”.

“Este é o resultado do trabalho que o Governo dos Açores tem feito junto da Comissão Europeia e da ICCAT – Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico na defesa da pesca sustentável de salto e vara que se pratica na Região”, frisou Gui Menezes.

Fonte: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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