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Regional

Rui Luís desafia associações juvenis a serem parceiras na estratégia de combate às dependências

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O Secretário Regional da Saúde lançou hoje, em Angra do Heroísmo, um desafio às associações juvenis para serem parceiras na estratégia de prevenção e combate às dependências.

“Estas associações, pelo contacto privilegiado com os jovens, podem ser agentes cruciais da mensagem de prevenção e dissuasão de comportamentos de risco que se quer fazer chegar em idade cada vez mais precoce”, frisou Rui Luís, que falava à margem do Conselho de Juventude dos Açores.

O titular da pasta da Saúde sublinhou que a implementação no terreno da estratégia do Governo de combate às dependências tem o mérito de envolver estruturas exteriores ao Executivo e a comunidade em geral.

“O Fórum do Álcool é um exemplo claro dessas sinergias, em que 36 entidades já assinaram uma carta de compromisso para, através dos seus planos de atividades, concorrerem para redução dos consumos e dos problemas ligados ao álcool”, afirmou.

Nesta lógica de intervenção intersetorial existem outros acordos estabelecidos entre a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências e entidades como o Centro de Terapia Familiar e Sistémica, as associações Alternativa e Arrisca, a Casa do Povo de Santa Bárbara, a Pastoral Social e Juvenil e clubes desportivos, entre outras entidades.

Nesta reunião do Conselho de Juventude dos Açores, Rui Luís apresentou também as principais linhas da estratégia de combate as dependências e as medidas públicas em curso.

A política do Governo Regional de prevenção e redução dos comportamentos aditivos e dependências assenta na prevenção, dissuasão, redução de danos e tratamento.

No contexto da prevenção e dissuasão, o Executivo tem em curso mais de uma dezena de programas e projetos, que fazem parte do Plano de Ação para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool e do Plano de Ação de Combate ao Tabagismo.

“Estamos a intervir focados em diferentes públicos alvo, por exemplo, nas escolas, com o programa ‘Domicílios e Carros Sem Fumo’ e através da Saúde Escolar, na família, com os programas ‘Trajeto 0’ e ‘Prevenir em Família e na Comunidade’, e nos espaços juvenis e recreativos, com o ‘Programa Giros’ e também através do teatro e do desporto”, adiantou Rui Luís.

Na vertente do tratamento, a Secretaria Regional da Saúde está a levar a cabo programas livres de drogas em todas as ilhas e programas de substituição opiácea através das equipas de intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências.

Rui Luís salientou que, atualmente, o tratamento em unidades terapêuticas é realizado em comunidades no continente, adiantando que, no futuro, essa possibilidade será uma realidade nos Açores com a abertura do Solar da Glória, cujo concurso para a concessão e gestão está a decorrer.

O Secretário Regional destacou o trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos dois anos na formação de técnicos e no diagnóstico da problemática das dependências no arquipélago.

“Tivemos a determinação de ir mais além na caraterização dos comportamentos aditivos, alargando a amostra desse estudo a 12 mil alunos. O diagnóstico, da responsabilidade de um grupo de investigadores da Universidade dos Açores, está feito, aguardamos a segunda parte desse estudo, com propostas de medidas adicionais por território”, afirmou.

O Secretário Regional assumiu o compromisso de apresentar o estudo regional sobre dependências ao Conselho de Juventude dos Açores para ser analisado pelos conselheiros.

Rui Luís manifestou satisfação pelos indicadores do último relatório anual do SICAD sobre o inquérito realizado no Dia da Defesa Nacional de 2017, em que a Região apresenta sinais positivos da redução de consumos de substâncias nos jovens Açorianos com 18 anos.

Comparando as respostas dadas pelos jovens em 2016 e em 2017, verifica-se uma descida na prevalência do consumo de todas as substâncias psicoativas e de todas as substâncias ilícitas nos últimos 12 meses.

Fonte: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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