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Natércia Gaspar

PRECISAMOS DAS INTÉRPRETES. A LUTA PRECISA DE CONTINUAR! O GOVERNO TEM DE MOSTRAR SENSIBILIDADE

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR PRECISAMOS DAS INTÉRPRETES. A LUTA PRECISA DE CONTINUAR! O GOVERNO TEM DE MOSTRAR SENSIBILIDADE

 

O título desta crónica é a citação de um menino de 16 anos, surdo, que frequenta a Escola Básica Integrada dos Arrifes, Escola de referência para Surdos.

Citação tirada de uma publicação sua no Facebook que transcrevo: “Olá. Eu sou o José, a 15 de março acaba o contrato das intérpretes. Por favor! Todos lutar! As intérpretes não podem sair. Precisamos das intérpretes. A luta precisa de continuar! O governo tem de mostrar sensibilidade. Nós temos direito de ter intérpretes. Por favor, ajudem!!!!”

Este pedido de ajuda surge, porque as Intérpretes de Língua Gestual da referida Escola terminaram os seus contratos a prazo no passado dia 15 de março, data a partir da qual os alunos surdos ficaram sem intérpretes, figura fundamental para a educação daqueles alunos, pois traduzem os conteúdos das diferentes disciplinas e asseguram a comunicação com professores e colegas de turma.

Daqui resulta que os alunos surdos, alguns no nono ano, com exames nacionais à porta, para prosseguirem para o secundário, vão ter no mínimo, o resto do ano sem a facilidade de apreender os conteúdos, esclarecer dúvidas e pura e simplesmente de comunicar que é o meio de excelência para estar em relação com o outro.

É no mínimo revoltante!

Antes de qualquer consideração sobre o assunto, importa em abono da verdade, dizer, que a Escola propôs às intérpretes continuarem em regime de avença até o concurso que está a decorrer, para admissão destas técnicas, terminar.

Solução esta que as intérpretes recusaram reclamando a realização de contratos por tempo indeterminado, o que violaria a lei dos concursos de admissão para a administração pública e como alternativa, para diminuir o impacto da decisão das intérpretes na aprendizagem dos alunos, a Escola assegurou que pelo menos as disciplinas mais importantes, como História, Português e Matemática, tivessem intérprete.

Ora, desde logo temos a intransigência, por parte das intérpretes que estão a usar os alunos como arma de arremesso contra a tutela, o que não é bonito, quando também passa por elas o dever da promoção da inclusão das pessoas surdas. Por outro lado, a sua posição até é humanamente compreensível se tivermos em conta que todos os agentes com responsabilidade no processo tinham, ou deviam ter, a consciência que o dia 15 de março chegaria e, sem um plano B previamente planeado, quem iria sofrer eram seguramente os alunos. E foi o que aconteceu!

Porque é que só agora, às pressas; abriu concurso? Porque não foi aberto o ano passado? A esta altura o dito estava fechado e a transição seria muito natural e sem perturbação dos alunos.

Diria mais, porque é que nestes nove anos, em que a Escola de referência para surdos está em funcionamento, nunca foi aberto concurso e sempre tiveram as intérpretes em situação de precariedade?

Afinal, nos Açores há quem fique para trás!

É com profunda tristeza que o afirmo. Mas estou chocada porque um governo que tem como máxima “não deixar ninguém para trás”, deixou para trás uma população, já por si descriminada e com muitas barreiras para ultrapassar, como é a comunidades surda.

A gestão deste processo é tão cheia, não sei se de incompetência, se de ignorância, ou apenas sensibilidade de elefante do Conselho Executivo, do Diretor Regional, do Sr. Secretario Regional da Educação ou do Vice-Presidente que é quem dota os organismos de orçamento para as suas necessidades.

Seja como for, o Rodrigo está pleno de razão, “O governo tem de mostrar sensibilidade.” para estes casos, para que realmente os Açores sejam inclusivos, como gostamos de apregoar.

Há outro aspeto em que o Governo falhou, promover e proteger os direitos das crianças e jovens surdas, pela inabilidade da resolução atempada do problema e porque não assegurou o superior interesse nem defendeu os alunos surdos que são depositados na escola e não têm qualquer apoio e interesse por parte dos pais.

Sim os pais destes jovens que foram prejudicados, não foram vistos nem ouvidos a lutar pelos direitos dos filhos, mas porque toda a regra tem uma exceção, a família do José esteve presente e luta por ele e pelos outros meninos ao ponto de se voluntariarem para irem fazer a intermediação.

Que aprendamos todos com esta situação!

Fique bem, fique com a 105 FM

Natércia Gaspar

Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

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Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

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