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Regional

Capacitação das organizações de produtores é fundamental para valorização de produtos da pesca, afirma Diretor Regional

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A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional das Pescas, está a implementar um conjunto de medidas com vista a capacitar as organizações de produtores do setor da pesca, tendo como um dos principais objetivos a valorização do atum dos Açores.

Neste sentido, o Diretor Regional das Pescas e as direções da Federação das Pescas dos Açores e da Associação de Produtores de Atum e Similares dos Açores – APASA realizaram vários encontros de trabalho com organizações de produtores (OP) nacionais de grande projeção, nomeadamente com a Vianapesca e a ArtesanalPesca.

O Diretor Regional das Pescas salientou que “foram apresentados projetos e discutidas formas” daquelas organizações de produtores “colaborarem com os Açores, particularmente no desenvolvimento e na projeção da APASA enquanto organização de produtores”.

“A capacitação das organizações de produtores regionais é fundamental para valorização de produtos da pesca”, afirmou Luís Rodrigues.

“Depois do sucesso dos planos de gestão para a valorização do goraz e dos ‘beryx’ (imperadores e alfonsins), o Governo dos Açores considera que é importante investir na valorização do atum”, frisou.

O Diretor Regional lembrou que “75% da frota açoriana está licenciada para a pesca de salto e vara, arte utilizada na pesca dos tunídeos” nos Açores, pelo que “a aposta na valorização do atum vai contribuir para aumentar os rendimentos do setor”.

Luís Rodrigues afirmou que a pesca de tunídeos nos Açores “é responsável pela transação em lota de mais de 15 milhões de euros, que representa cerca de 40% do volume de pescado total transacionado em lota em 2018”.

Para o Diretor Regional, as organizações de produtores “desempenham um papel essencial na execução da política comum das pescas e na organização comum dos mercados”, acrescentando, neste sentido, que foram criados instrumentos de apoio para os planos de produção e comercialização destas entidades e que deveriam ser aproveitados.

“A preparação e a execução de planos de produção e de comercialização das organizações de produtores recebem apoios do FEAMP, através de uma contribuição que pode representar até 3% do valor dos produtos colocados anualmente no mercado”, referiu.

O Diretor Regional salientou ainda que “as organizações de produtores podem tomar medidas para promover os produtos da pesca através de sistemas de certificação, de selos de qualidade ou de denominações geográficas, entre outros”.

A Vianapesca, sediada em Viana do Castelo e uma das maiores cooperativas de pesca em Portugal, desenvolve atividade comercial no apoio à colocação no mercado do pescado da sua frota e na transformação de algum desse pescado para a indústria conserveira, enquanto a ArtesanalPesca fornece várias marcas, grandes superfícies e exporta os seus produtos para mais de uma dezena de países e pretende valorizar os produtos capturados por pescadores artesanais de Sesimbra.

Fonte: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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