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Regional

Marta Guerreiro destaca empenho dos agentes turísticos na divulgação do destino Açores

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo destacou hoje o empenho dos agentes turísticos na divulgação do destino Açores, com um papel ativo na consolidação de uma região turística que, de ano para ano, tem apresentado grandes crescimentos a nível nacional.

“Não temos dúvidas de que têm sido dias proveitosos de trabalho e de troca de contactos assentes nos produtos que cada um destes agentes aqui apresenta, com benefícios para as suas atividades, mas também ações de fortalecimento da oferta do destino como um todo”, frisou Marta Guerreiro, em declarações à margem da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), onde manteve contactos com inúmeras entidades, públicas e privadas, que participam no evento.

Segundo a governante, a qualificação do destino e o combate à sazonalidade são prioridades do Executivo partilhadas pelos agentes do setor, onde “são já muitos e claros os passos de acentuada melhoria ao longo dos últimos anos”.

Nesse sentido, referiu, como exemplo, que, em 2013, o índice de sazonalidade na hotelaria tradicional situava-se nos 58%, estando em 2018 na ordem do 49%, o que representa uma redução assinalável.

Marta Guerreiro afirmou que, de facto, “em 2001, este indicador era praticamente idêntico ao registado na atualidade”, mas frisou que “se tratava de um contexto completamente diferente”.

A Secretária Regional lembrou que, “no início deste século, com uma aposta nos voos da Escandinávia no inverno, numa fase em que o turismo de verão era muito fraco comparado com os níveis atuais, obtiveram-se índices de sazonalidade ligeiramente mais baixos que o atual, no período 2000-2004”.

“Hoje temos um número de dormidas praticamente quatro vezes superior, numa base bem sustentada e, claro, com níveis de rentabilidade da hotelaria que traduzem motivos de satisfação para qualquer empresário do ramo”, acrescentou.

Para a titular da pasta do Turismo, esta consolidação “é bem exemplificada pelas receitas totais da hotelaria tradicional, que eram, em 2001, menos de sete milhões de euros, tendo alcançado, em 2018, os 95 milhões de euros”.

“Em 2018 voltámos a ter um novo recorde de sempre de hóspedes e dormidas nos Açores, com um crescimento superior ao crescimento médio mundial do turismo, facto que tem acontecido todos os anos desde 2015, para além de termos ultrapassado pela primeira vez a fasquia dos 2,5 milhões de dormidas na Região, representando um crescimento de 7,5% face ao ano anterior”, salientou.

Marta Guerreiro frisou ainda que, de acordo com as estatísticas de turismo publicadas hoje, relativas ao mês de janeiro, “à semelhança do sucedido em janeiro do ano passado, neste primeiro mês do ano volta a verificar-se um crescimento nas dormidas muito significativo, de 17,7%, atestando, mais uma vez, a capacidade de se obterem resultados positivos neste desafio de crescer mais nos meses de inverno”.

“Reconhecendo que existem muitas formas de se olhar para o turismo, não nos revemos nas referências que, por vezes, são feitas sobre uma agudização da sazonalidade, num contexto da sua redução extraordinária nos últimos anos e de satisfação geral pela dinâmica comercial empresarial em torno do turismo”, sublinhou.

A Secretária Regional evidenciou a “necessidade de continuar este percurso de melhoria do índice de sazonalidade, assegurando, por um lado, maior conectividade aérea e, por outro, mais promoção e fluxos turísticos que se identifiquem com a nossa atratividade durante todo o ano”.

Fonte: Gacs

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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