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Regional

Vasco Cordeiro quer UE a valorizar mais o trabalho das regiões no desenvolvimento sustentável e no combate às alterações climáticas

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O Presidente do Governo apresentou hoje, em Bucareste, os Açores como um bom exemplo na Europa na adopção de políticas e medidas para garantir a sustentabilidade em várias áreas, defendendo que a União Europeia deve valorizar mais o papel das regiões na concretização deste objectivo comum.

“É impressionante o trabalho que muitas regiões da Europa estão a desenvolver em áreas relacionadas com o desenvolvimento sustentável e com as alterações climáticas. Esse trabalho deve ser promovido e valorizado, porque pode servir de exemplo e ajudar a UE a alcançar os objetivos” definidos nesta matéria, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava na 8.ª Cimeira Europeia das Regiões e Cidades, que está a decorrer na Roménia com a participação de centenas de líderes regionais e locais que vão debater e adotar, no final dos trabalhos, uma Declaração sobre o futuro da União Europeia.

Vasco Cordeiro, enquanto Presidente do Governo e da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa (CRPM), participou no debate sobre o papel das regiões e das cidades na construção de um futuro sustentável, num painel que integrou ainda a Vice-Presidente do Comité das Regiões, Markku Markkula, o Presidente da Assembleia das Regiões da Europa, Magnus Berntsson, e a Presidente da Câmara de Sibiu, Roménia, Astrid Fodor.

Segundo preconizou, a questão do desenvolvimento sustentável tem de estar associada, também, à sustentabilidade económica e social, no sentido de assegurar que os cidadãos sintam estes objetivos como seus e que as soluções a adoptar permitam também resolver as questões do seu quotidiano.

“A liderança é importante para mostrar o caminho, para criar os instrumentos e os incentivos, mas não podemos ganhar esta batalha se o cidadão não sentir essa como uma batalha sua”, sublinhou Vasco Cordeiro, para quem a União Europeia tem definido os objetivos políticos e alocado os respetivos recursos, mas tem ainda de valorizar, cada vez mais, o papel e o contributo das regiões.

No caso concreto dos Açores, recorde-se que o Governo já aprovou o Programa Regional para as Alterações Climáticas, que estipula 76 medidas de adaptação e de mitigação, prevendo que seja possível, até 2030, reduzir as emissões de gases de efeitos de estufa de forma significativa, entre outras metas.

Além disso, a Região já atingiu, no final de 2018, cerca de 40 por cento de utilização de energias renováveis e endógenas, salientou Vasco Cordeiro, um valor acima da meta do Pacote de Energia e Clima da UE para 2030, sendo expectável que, até 2023, se possa alcançar o patamar de 56 por cento de produção de energia eléctrica com base em recursos renováveis.

No âmbito da proteção e valorização ambiental, os Açores já iniciaram o processo de certificação como Destino Turístico Sustentável, de acordo com os critérios da Global Sustainable Tourism Council, com a chancela das Nações Unidos, uma certificação que apenas nove regiões e quatro países têm em todo o mundo.

A Cimeira ‘(Re)New EUrope’ é promovida pelo Comité das Regiões e pela Presidência Romena do Conselho da UE.

Este evento realiza-se de dois em dois anos, juntando membros de governos e de assembleias de regiões e cidades da União Europeia, altos representantes de Estados-membros e das instituições europeias, bem como de diversos outros organismos.

Nesta Cimeira participaram o Presidente do Comité das Regiões, Karl-Heinz Lambertz, a Primeira-Ministra da Roménia, Vasilica Viorica Dăncilă, a Comissária Europeia para a Política Regional, Corina Crețu, o negociador-chefe da Comissão Europeia para a saída do Reino Unido da União, Michel Barnier, e vários deputados europeus, entre outros.

Na sessão de encerramento, que contará com a presença do Presidente da Roménia, Klaus Iohannis, será adotada a Declaração de Bucareste com a visão das regiões e das cidades para uma União Europeia renovada.

À margem desta Cimeira, o Presidente do Governo reuniu-se com o Presidente da Assembleia das Regiões da Europa, Magnus Berntsson, um encontro que serviu, entre outros assuntos, para analisar o ‘Eurodisseia’, um programa de intercâmbio entre regiões europeias que oferece estágios a jovens no estrangeiro, e do qual já beneficiaram cerca de 150 jovens Açorianos.

FONTE: GACS

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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