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Natércia Gaspar

TEMOS OS POLÍTICOS QUE A NOSSA CIDADANIA MERECE!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR TEMOS OS POLÍTICOS QUE A NOSSA CIDADANIA MERECE!

 

A semana passada, se bem se lembram, falámos da leviandade com que “os políticos”, se apropriam dos recursos de todos nós, e da forma como, apesar de toda a indignação e revolta, vamos tolerando estas práticas de forma quase que alienada.

Descubra as diferenças!

Por cá, voltamos a eleger um Presidente de Câmara, que quando já o havia sido, amealhou mais de 1,32 milhões de euros provenientes do abuso de poder e fuga ao fisco.

Recordo a este propósito, aquando da sua eleição, uma noticia do jornal espanhol, El PAÍS. cujo título era “Os munícipes voltam a votar no presidente que os roubou”.

Na Suécia, onde “os políticos não têm mordomias nem excelências “foi um escândalo, um deputado usar, em benefício próprio, as milhas acumuladas, no cartão que o Estado fornece aos parlamentares para uso gratuito de transportes públicos no país, no valor de 10.865 coroas suecas, cerca de 1060,00€, sendo por isso investigado e correr o risco de perder o lugar como parlamentar.

Por cá com certeza que relativizávamos. Oh, 1000,00€, tão pouco, diríamos. Na Suécia, a Agência Nacional Anticorrupção, não faz distinção entre pequena e grande corrupção.

Nos países com baixo índice de corrupção, onde se destacam a Nova Zelândia e os países da Escandinávia, a população exige que os seus representantes políticos tomem decisões em nome dos interesses dos contribuintes, exigem transparência nos atos oficiais, aos titulares dos cargos públicos, são vigilantes relativamente ao interesse publico e em última análise à democracia. Enfim, têm consciência dos seus direitos, mas também dos seus deveres como cidadãos, designadamente enquanto contribuintes para um estado que deve promover o bem-estar comum.
Em Portugal há uma inquietante tolerância da sociedade portuguesa face aos atos de corrupção, nada faz para além de chamar uns nomes bem feios à mesa do café com os amigos àqueles, os outros que são corruptos. E seguimos em frente olhando para o nosso umbigo e continuando com as nossas práticas que já estão tão enraizadas nos hábitos quotidianos e na vida em sociedade… Porque só os outros é que são corruptos!

Entende-se por corrupção comportamentos desonestos que ferem a lei ou os deveres de alguém que no cumprimento das suas funções aceita receber uma vantagem indevida, em troca da prestação de um serviço em benefício próprio ou de outrem.

Perdoem, mas neste contexto quem não foi ou é corrupto, que atire a primeira pedra!

Vejamos!

Porque nos perguntam sempre se queremos fatura com número de contribuinte, se é obrigatório passar?

Porque no mecânico, e outros prestadores de serviços, pedreiros, canalizadores, etc., nos apresentam sempre dois preços com IVA, e sem IVA? E nós, nunca quisemos sem IVA por ser mais barato?

Quantas vezes não andámos de autocarro, ou comboio sem pagar bilhete?

Quantos trabalhadores a recibo verde já deixaram de passar recibo para não declarar às finanças?

Quantos senhorios alugam casas sem recibo?

Quantos empresários e profissionais liberais declaram que ganham apenas o salário mínimo?

Quantas vezes já pedimos a funcionários públicos para contornar a lei, amigos ou então oferecemos por baixo da mesa “o bacalhau e o champanhe”?

Quantas vezes já não estacionámos onde não devíamos, ou aproveitámos um amigo na fila do supermercado para ultrapassar a fila toda?

Todos estes exemplos, e outros tantos que se podiam ser acrescentar, com maior ou menor gravidade são atos corruptos! São contra a lei, desrespeitam os nossos concidadãos, prejudicam gravemente os cofres do Estado, prejudicam toda a sociedade. E não nos prendamos ao argumento que nós só ficamos com tostões e os outros com milhões. O que está em causa verdadeiramente, é a honestidade de todos e de cada um de nós na vida em sociedade, na relação com os outros.

Temos os políticos que a nossa cidadania merece!

Urge estabelecer, em Portugal, um compromisso alargado de combate à corrupção!

Se aos políticos cabe elaborar as leis, promover a dissuasão e a prevenção, ainda assim, não será suficiente, impõe-se uma mudança de mentalidade e de atitude individual para mudar a dinâmica coletiva.

As leis não serão suficientes para a mudança radical deste estado de coisas, mas cada um de nós pode fazer que a moral e a ética do bem-estar coletivo sejam lei.

Pode levar gerações, mas tem que começar já.

Fiquem bem! Fiquem com a 105 FM
Natércia Reis Gaspar

Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

Fique bem, fique com a 105 Fm

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

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