Connect with us

Natércia Gaspar

PORTUGAL TRAPALHÃO E SEM FILTRO

Natércia Gaspar

Publicado

|

NATÉRCIA REIS GASPAR PORTUGAL TRAPALHÃO E SEM FILTRO

 

Por estes dias os países a que Portugal se quer equiparar na senda do desenvolvimento, devem ter dado, senão umas boas gargalhadas, pelo menos uns sorrisos rasgados pelos sucessivos episódios, que se não fossem tão tristes, até poderiam ser anedóticos, protagonizados por alguns dos nossos protagonistas de relevo e com grandes responsabilidades na formação, na informação, na governação e na representação de todos os portugueses e que nestes dias estiveram completamente sem filtro e algo trapalhões.

O mais recente foi o telefonema do Presidente da República a meio, segundo ele, do seu expediente, à Cristina Ferreira, apresentadora de um programa de entretenimento que se estreou na SIC, para lhe desejar felicidades.

Por si só este gesto, de Sua excelência o Presidente da República roça o ridículo, com certeza que ficará na história como um dos ou o momento mais infeliz do seu mandato. Depois, estamos a falar de um Programa e de uma apresentadora envolvidos numa guerra de audiências entre a TVI e a SIC e o telefonema em direto do Professor Marcelo não foi ao encontro do seu expectável dever de isenção e independência.

A confirmá-lo está o facto que o referido Programa a Casa da Cristina que teve na maior parte do tempo cerca de 600,000 telespetadores, depois do telefonema e da entrevista ao Presidente do Benfica, acabou com mais de um milhão, resultado que a SIC não conseguia há 17 anos naquele horário.

Outro incidente divulgado pelo Jornal Expresso é o alegado incómodo do governo por causa de um relatório periódico da OCDE que vai analisar entre outros o índice de corrupção no nosso país, levando a que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, viesse a terreiro defender a possibilidade de protesto junto da OCDE pelo teor do relatório. Consta ainda que o Governo português está a fazer pressão para que o mesmo não seja publicado.

Mas porquê? Afinal o mundo sabe que Portugal é o país mais corrupto que a média europeia.

Não era suposto o Governo alicerçar-se neste e noutros relatórios e encetar um verdadeiro combate à corrupção, não seria este o posicionamento de um governo de um país evoluído?

Mas o nosso governo sente-se desconfortável e neste contexto faz todo o sentido os motivos que apontam. Porque o Diretor da OCDE é Álvaro Santos Sousa, antigo ministro da economia da coligação PSD/CDS, ou porque Sócrates, Pinho e Vara, que integraram governos socialistas, estão a braços com a justiça, por suspeitas ou acusação formada de corrupção.

Seja o que for, o que verdadeiramente descredibiliza Portugal, são estas reações do Governo sem filtro que acaba por ser uma trapalhada arrogante e sem sentido.

Por falar em trapalhada desta vez da Justiça, Armando Vara ainda está em liberdade, quando a sua prisão já foi decretada no início de dezembro e para cúmulo, ele até veio a publico dizer que estava pronto para ser detido no dia 12 de dezembro. Enfim é o nosso país no seu melhor.

Quase a terminar, por estes dias também estiveram na baila os “Mários”, o Machado e o Centeno.

Este ultimo, porque foi eleito o melhor ministro das Finanças da Europa e distinguido pelo seu desempenho na presidência do Eurogrupo o que não é necessariamente um orgulho para nós portugueses, porque esta distinção acontece à custa de sacrifícios que nos continuam a ser infligidos para redução do déficit.

O primeiro, Mário Machado líder da Nova Ordem Social, movimento de extrema-direita, porque teve de bandeja o palco do programa mais visto da televisão portuguesa, o Você na TV da TVI, para defender a necessidade do regresso do Salazar e expressar as suas convicções nacionalistas e anti minorias. Convidar este personagem para um programa de entretenimento, é no mínimo insensato, revela total ausência de pudor e de filtro pela TVI, que depois de vir defender veemente a entrevista sob o pretexto da liberdade de expressão e da democracia, acabou por suspender a rubrica que enquadrava o convite a Mário Machado, por alegada quebra de confiança num jornalista que afinal nem carteira de Jornalista tem.

Enfim trapalhadas quantas queiramos!

Mas o que mais me impressiona é a letargia em que estamos, assistimos e comentamos tudo isto como se uma novela se tratasse para passar o tempo. Não nos interrogamos enquanto povo, não questionamos quem nos deve dar satisfações e consumimos tudo o que nos dão sem sentido critico.

O pior é que se não despertarmos desta letargia e continuarmos a ser umas “Marias vai com as outras” estamos a hipotecar o nosso presente e o nosso futuro civilizacional. E nós somos capazes de mais e melhor!

Fique bem! Fique com a 105 FM!

Natércia Reis Gaspar

Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

Publicado

|

NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

Continuar a Ler

Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

Publicado

|

NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

Fique bem, fique com a 105 Fm

Natércia Gaspar

Continuar a Ler

Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

Publicado

|

NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

Continuar a Ler

+ Populares