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Natércia Gaspar

EM DIA MUNDIAL DA PAZ, A IGREJA LEMBRA QUE “A BOA POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ”

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR EM DIA MUNDIAL DA PAZ, A IGREJA LEMBRA QUE 'A BOA POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ'

 

Começo por desejar a todos os nossos ouvintes, que 2019 venha com a energia positiva e boas vibrações! Que façam dos nossos corações e das nossas vidas, plenos de saúde, paz, amor, realizações e muito sucesso!

Desejo também que o nosso país e a nossa região sejam marcados pelo desenvolvimento sustentável e solidário, com crescimento económico, criação e redistribuição justa da riqueza, mais e melhores empregos, mais e melhor proteção social, com justiça e paz social!

Mais desejo, que nas eleições legislativas e europeias que terão lugar em 2019, a abstenção reduza significativamente, que as listas sejam feitas com paridade, sem clientelismos, sem cedências e tráfico de influências, com gente capaz e que realmente queira servir e não se servir…

Ontem dia 1 de janeiro, Dia Mundial da Paz, teve precisamente, como tema, “A boa política está ao serviço da paz”, reiterando que “a responsabilidade política pertence a cada cidadão”, mas sobretudo a “quem recebeu o mandato de proteger e governar”, salvaguarda o direito e incentiva “ao diálogo entre os atores da sociedade, entre gerações e culturas”.

Por cá, no nosso país, o desafio do Papa Francisco parece uma miragem! Vivemos um fim e um início de ano muito conturbados. Muitas reivindicações e reclamações pelos vários sectores e grupos profissionais e, quer estes, quer o governo sem grande capacidade de diálogo e, consequentemente, fragilizando a Paz Social.

De repente os grupos profissionais decidiram lutar para melhorar as suas condições de vida o que, por muito legítimo que seja, não deixa de revelar uma preocupante indiferença sobre o cada vez maior fosso entre os mais ricos e os mais pobres no nosso país. Claro que cada um sabe de si e é ao governo que cabe governar de forma justa e equitativa, mas onde fica a responsabilidade política de cada um de nós relativamente à comunidade, ao concidadão?

Será que não aprendemos nada com a recente crise económica? Em que muitos de nós não resistiu e passou para o outro lado da barricada, a dos mais pobres, sem casa, sem dinheiro para pagar as dividas, sem emprego, alguns, sem nada! E a desejar que alguém olhasse para eles e ajudasse.

Mas a verdade é que o Governo não é de todo alheio a esta indiferença de uns pelo estado dos outros, afinal iniciou a legislatura a escamotear a verdade e a proclamar o fim da crise económica e da austeridade, a gloriar-se pelo crescimento económico, a reposição de direitos e regalias, o aumento de prestações sociais, o regresso da tão desejada paz social pela redução do número de greves etc…

Enfim, valente tiro no pé que António Costa e Mário Centeno deram. Até poderíamos estar um nada melhor, mas não na dimensão do que propagandearam! Todos os dias se sentia, e sente-se, a falta de recursos nas escolas, nos hospitais, nos tribunais, nos organismos públicos; todos os anos se sentia o aumento ou criação de taxas de impostos, o sobre-endividamento voltou a aumentar, os bancos a facilitar crédito indiscriminadamente, as cativações sobre Orçamentos aprovados, Hospitais, Escolas Prisões em condições tal, que despromovem a dignidade humana, enfim, na verdade o fim da austeridade foi a maior mentira do Governo e da Geringonça no todo, porque em troca de pequenos nadas, para se afirmar junto do seu eleitorado, a Gerigonça foi conivente com o discurso do Governo.
Agora não se queixem, afinal se vivíamos, segundo eles, no melhor dos mundos, é legitimo que agora todos os grupos de profissionais reivindiquem mais e melhores condições de trabalho.

E, verdade seja dita, até deram dois anos ao governo para corrigir melhorar a redistribuição da riqueza a qual ficou muito aquém do necessário!

É por isso legitimo o nosso receio do governo para este ano, com eleições em outubro, que poderá ter como consequência o início da cedência a tudo e a todos e a desbaratar a parca consolidação orçamental até agora conseguida. A ver vamos!

Caros Ouvintes, mas reafirmo a minha convicção de que, se cada um de nós chamar a si as rédeas da exigência com a atuação do governo, e dos políticos em geral, através da participação cívica ou como disse D. Manuel Clemente, devemos estar “…atentos, sejamos ativos, façamos paz…” porque “a paz é fruto da Justiça, acontece quando damos a cada um o que lhe é devido, quer material, quer espiritualmente”.

Fique bem, fique com a 105 FM!

Natércia Reis Gaspar

Natércia Gaspar

PORTUGAL TRAPALHÃO E SEM FILTRO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR PORTUGAL TRAPALHÃO E SEM FILTRO

 

Por estes dias os países a que Portugal se quer equiparar na senda do desenvolvimento, devem ter dado, senão umas boas gargalhadas, pelo menos uns sorrisos rasgados pelos sucessivos episódios, que se não fossem tão tristes, até poderiam ser anedóticos, protagonizados por alguns dos nossos protagonistas de relevo e com grandes responsabilidades na formação, na informação, na governação e na representação de todos os portugueses e que nestes dias estiveram completamente sem filtro e algo trapalhões.

O mais recente foi o telefonema do Presidente da República a meio, segundo ele, do seu expediente, à Cristina Ferreira, apresentadora de um programa de entretenimento que se estreou na SIC, para lhe desejar felicidades.

Por si só este gesto, de Sua excelência o Presidente da República roça o ridículo, com certeza que ficará na história como um dos ou o momento mais infeliz do seu mandato. Depois, estamos a falar de um Programa e de uma apresentadora envolvidos numa guerra de audiências entre a TVI e a SIC e o telefonema em direto do Professor Marcelo não foi ao encontro do seu expectável dever de isenção e independência.

A confirmá-lo está o facto que o referido Programa a Casa da Cristina que teve na maior parte do tempo cerca de 600,000 telespetadores, depois do telefonema e da entrevista ao Presidente do Benfica, acabou com mais de um milhão, resultado que a SIC não conseguia há 17 anos naquele horário.

Outro incidente divulgado pelo Jornal Expresso é o alegado incómodo do governo por causa de um relatório periódico da OCDE que vai analisar entre outros o índice de corrupção no nosso país, levando a que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, viesse a terreiro defender a possibilidade de protesto junto da OCDE pelo teor do relatório. Consta ainda que o Governo português está a fazer pressão para que o mesmo não seja publicado.

Mas porquê? Afinal o mundo sabe que Portugal é o país mais corrupto que a média europeia.

Não era suposto o Governo alicerçar-se neste e noutros relatórios e encetar um verdadeiro combate à corrupção, não seria este o posicionamento de um governo de um país evoluído?

Mas o nosso governo sente-se desconfortável e neste contexto faz todo o sentido os motivos que apontam. Porque o Diretor da OCDE é Álvaro Santos Sousa, antigo ministro da economia da coligação PSD/CDS, ou porque Sócrates, Pinho e Vara, que integraram governos socialistas, estão a braços com a justiça, por suspeitas ou acusação formada de corrupção.

Seja o que for, o que verdadeiramente descredibiliza Portugal, são estas reações do Governo sem filtro que acaba por ser uma trapalhada arrogante e sem sentido.

Por falar em trapalhada desta vez da Justiça, Armando Vara ainda está em liberdade, quando a sua prisão já foi decretada no início de dezembro e para cúmulo, ele até veio a publico dizer que estava pronto para ser detido no dia 12 de dezembro. Enfim é o nosso país no seu melhor.

Quase a terminar, por estes dias também estiveram na baila os “Mários”, o Machado e o Centeno.

Este ultimo, porque foi eleito o melhor ministro das Finanças da Europa e distinguido pelo seu desempenho na presidência do Eurogrupo o que não é necessariamente um orgulho para nós portugueses, porque esta distinção acontece à custa de sacrifícios que nos continuam a ser infligidos para redução do déficit.

O primeiro, Mário Machado líder da Nova Ordem Social, movimento de extrema-direita, porque teve de bandeja o palco do programa mais visto da televisão portuguesa, o Você na TV da TVI, para defender a necessidade do regresso do Salazar e expressar as suas convicções nacionalistas e anti minorias. Convidar este personagem para um programa de entretenimento, é no mínimo insensato, revela total ausência de pudor e de filtro pela TVI, que depois de vir defender veemente a entrevista sob o pretexto da liberdade de expressão e da democracia, acabou por suspender a rubrica que enquadrava o convite a Mário Machado, por alegada quebra de confiança num jornalista que afinal nem carteira de Jornalista tem.

Enfim trapalhadas quantas queiramos!

Mas o que mais me impressiona é a letargia em que estamos, assistimos e comentamos tudo isto como se uma novela se tratasse para passar o tempo. Não nos interrogamos enquanto povo, não questionamos quem nos deve dar satisfações e consumimos tudo o que nos dão sem sentido critico.

O pior é que se não despertarmos desta letargia e continuarmos a ser umas “Marias vai com as outras” estamos a hipotecar o nosso presente e o nosso futuro civilizacional. E nós somos capazes de mais e melhor!

Fique bem! Fique com a 105 FM!

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

O NATAL DOS POBRES… É QUANDO UM HOMEM QUISER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR O NATAL DOS POBRES… É QUANDO UM HOMEM QUISER

 

Bem sei que há mais de um mês vivemos num espírito de Natal ilusório que não é mais do que um forte e irresistível apelo ao consumismo e hedonismo.

Enfim, dá-nos prazer comprar para nós e para os que nos são mais queridos.

Mas o Natal é mais do que isto! Também é um tempo em que estamos particularmente disponíveis para apoiar os que mais precisam, independente dos motivos e do valor ou o que damos.

Não interessa se é por vaidade, porque fica bem; se é para descargo de consciência e com uma esmola, atenuamos a nossa responsabilidade de tudo o que não nos demos o resto do ano; se é por pressão social, se apenas damos o que nos sobra e já não nos faz falta, ou se é pela consciência de que há quem precise mais que nós e do pouco que temos ainda há algo que podemos partilhar, num verdadeiro gesto de comunhão e de amor com e para com o próximo ou por outras palavras, numa atitude de corresponsabilidade e solidariedade para com os nossos concidadãos que têm menos possibilidades.

Que, segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento promovido anualmente pelo Observatório Nacional de Luta contra a Pobreza, 21,6% dos portugueses, que vivem em situação de risco de pobreza e exclusão social.

De acordo com os resultados do Inquérito, se considerarmos apenas pobreza monetária, os números situam-se nos 17,3% dos portugueses o valor mais baixo desde 1994, valores possíveis, naturalmente, graças ao crescimento económico à redução do desemprego, mesmo que, com salários ao nível do salário mínimo.

Outro fator que contribui fortemente para estes parcos resultados, são as Prestações Sociais como as Pensões, o Subsídio de desemprego, o Abono de família, o Rendimento Social de Inserção entre outras, porque se estas não existissem, 43,7% dos portugueses estavam em risco de pobreza.

Assustador, pensar que sem os mecanismos de proteção social, quase 5 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza permanente!

Por isso gostaria de vos convidar a colocarmo-nos no lugar daqueles homens e mulheres que trabalham, por vezes. em mais do que um emprego e cujos salários apenas são para pagar as contas do mês, sem nada sobrar para darem um mimo aos filhos, ou para comprar sequer um aquecedor para atenuar o rigor do Inverno; no lugar dos idosos que trabalharam toda uma vida e contribuíram para o mundo em que vivemos hoje, e agora têm que optar entre comer ou comprar medicamentos; no lugar das famílias numerosas em que comprar um uma roupa nova por ano é um luxo; no lugar dos trabalhadores de sol a sol, sem fins de semana ou feriados, em que acordar às 9 da manhã no Inverno é o mais parecido que têm com férias; no lugar das famílias em que uma fatalidade impediu que a pessoa que assegurava os rendimentos não pudesse trabalhar para o resto da sua vida, ou da mãe que teve que abandonar o emprego para cuidar do filho deficiente ou dos pais idosos acamados, reduzindo o rendimento familiar.

Conseguiu colocar-se no lugar destes nossos concidadãos?

Então imagine como será o seu Natal e das suas famílias, das suas crianças…. Imagine o Natal dos pobres, e reflita sobre a forma de lhes poder proporcionar um Natal melhor e mais digno!

Caros ouvintes o verdadeiro espírito do Natal é isto, é reconhecermos nos mais pobres, a sua humanidade e contribuir para a promoção da sua dignidade, no espaço e na capacidade de ação que temos, no Natal, e todos os dias que um Homem Quiser.

E é com o poema de José Carlos Ary dos Santos “Natal é quando um Homem Quiser que termino, desejando-vos um Santo e Feliz Natal e claro…
…. que fique bem, fique na companhia da 105 FM!

Musica “Quando um homem quiser”

 

Quando um Homem Quiser
Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in ‘As Palavras das Cantigas’

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O MOVIMENTO DOS COLETES AMARELOS (FRANÇA) E O CLIMA DE CONTESTAÇÃO QUE VIVEMOS (PORTUGAL)

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O MOVIMENTO DOS COLETES AMARELOS (FRANÇA) E O CLIMA DE CONTESTAÇÃO QUE VIVEMOS (PORTUGAL)

 

Bom dia caros ouvintes da 105 FM

O que tem em comum o Movimento dos Coletes Amarelos em França e o estado de contestação ao governo que vivemos em Portugal?

Para além de ambas as contestações serem contra as políticas publicas e os seus protagonistas, nada mais têm em comum, apesar de não ser necessário grande esforço para encontrar semelhanças no contexto e na dinâmica social.

Em França, o movimento dos coletes amarelos nasceu de forma espontânea nas redes sociais, é constituído por profissionais liberais, trabalhadores por conta de outrem que contam com o apoio da larga maioria da comunidade. Este traduz o descontentamento das classes média e baixa pelo crescente aumento do fosso entre as elites e aquelas.

Recusam qualquer enquadramento legal ou político e manifestam-se contra o aumento dos impostos, a perda das conquistas sociais; contra a ação ou inação dos sindicatos; e contra os partidos, que têm vindo a provocar a degradação do modelo social e são incapazes de estabelecer um novo compromisso político benéfico ás classes mais baixas.

Por cá não há batalhas na rua contra os corpos policiais ou atos de vandalismo contra o património público e privado (importa salvaguardar que no movimento dos coletes amarelos infiltraram-se grupos da extrema direita e extrema esquerda que fazem recurso à violência), mas as guerras instaladas contra o governo, com recurso à greve, resultam em danos colaterais que prejudicam gravemente os cidadãos.

Em Portugal é o movimento sindical que convoca as greves onde as classes profissionais, cujos trabalhadores fazem parte das classes média alta e alta, reclamam por estatutos, carreiras e aumentos salariais.

Caros ouvintes, é inquestionável o direito à greve, e a ambição de ter melhores condições de trabalho, contudo pede-se mais corresponsabilidade aos sindicatos, das ordens e das associações profissionais na promoção coesão e da justiça social, consequente, paz social. Porque lutar pelos direitos e regalias de alguns, pode pôr em causa a redistribuição da riqueza pela maioria.

Alguma vez vimos os Sindicatos a mobilizar a população para contestar o aumento de impostos, da corrupção, da austeridade e empobrecimentos das pessoas durante a governação do PSD/CDS, na incoerência dos partidos políticos que no poder dizem uma coisa e na oposição outra completamente diferente, nos abusos e aproveitamento de alguns políticos?

Claro que não, bem pelo contrário!

Os sindicatos, são uma espécie de braço armado trás partidos políticos, são compostos por pessoas provenientes de vários serviços, que continuam a receber o salário por inteiro, recebem uma percentagem do salário de cada trabalhador sindicalizado e obviamente que quanto maior o salário maior é o valor da comparticipação.

No sector público, foram os Médicos, os Professores, os Funcionários públicos, os Juízes, os Guardas Prisionais, os Técnicos de diagnóstico, os Enfermeiros esquecendo que são funcionários públicos (eu também sou) e pagos por todos nós inclusive pelos trabalhadores do sector privado que não tem qualquer defesa e têm que pagar mais impostos, receber menos e trabalhar mais horas que os funcionários públicos e ainda são prejudicados com as greves na administração pública.

Por exemplo, a greve dos enfermeiros aos Blocos Operatórios apesar, de ter como objetivo pressionar o Governo pelo impacto económico da mesma, na realidade está a ter impacto na população com o adiamento de cerca de 5000 cirurgias.

Como se não bastasse esta greve atentar contra a saúde das pessoas, a Bastonária da Ordem do Enfermeiros tem tido um discurso incendiário e alarmante afirmando que o país vive “uma catástrofe e uma calamidade sem precedentes” e já equacionam a continuidade da greve no início do próximo ano.

Caros ouvintes, os Enfermeiros estão a atuar com imprudência e com negligencia grosseira, ações que contrariam o código de ética e deontologia destes profissionais.

E não há quem acabe com este abuso e verdadeiro atentado contra a vida humana, nem o Governo que se tem limitado a não ceder.

Não estará na altura de deixarmos de ser o tal povo de brandos costumes e mobilizar-nos para manifestar a nossa indignação e descontentamento criando, o movimento dos coletes vermelhos para simbolizar o cartão vermelho que queremos dar a todos os grupos que não pensam no coletivo, apenas nos seus interesses.

Agradecida pela vossa paciência desejo que fique bem!
Fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

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