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Aníbal Pires

INVERSÃO DOS VALORES

Aníbal Pires

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ANÍBAL PIRES INVERSÃO DOS VALORES

 

Afinal tudo não passou de um mal-entendido. O PAN foi vítima de incúria jornalística por causa da PETA, não é peta é a PETA, ou seja, estou a utilizar o acrónimo de People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e não a expressão popular para mentira.

Afinal aquela questão dos animais e dos provérbios teve origem na emissão de uma opinião que o PAN deu sobre uma posição ou iniciativa da PETA e que a comunicação social nacional terá entendido mal e difundido ainda pior, mas na verdade a posição do PAN é de acordo à pretensão da PETA.

Pelo menos foi o que consegui apurar ao ler o esclarecimento feito pelo PAN e que pode ser consultado no seu site.
Feita esta introdução que mais não pretende do que deixar claro que o PAN não tem, para já, em agenda qualquer iniciativa política que proponha a criminalização pela utilização de expressões como, por exemplo, “A cavalo dado não se olha o dente”, ou “Vozes de burro não chegam ao céu”, ou ainda outras expressões do adágio popular que referenciem animais.

Mas se este não passou de um mal-entendido que, por sinal, motivou uma onda de humor por todo o país, isso não significa que o PAN não se constitua como uma organização política que tem uma agenda complexa e obscura e que deve ser escrutinada pelos cidadãos, desde logo, por aqueles que em nome da proteção dos animais e da natureza lhe têm dado apoio eleitoral.

No PAN nem tudo é tão linear com pode parecer à primeira vista pois, a sua inspiração política está, quer o PAN queira, quer não, profundamente ligada ao pensamento de Adolf Hitler e dos seus mais próximos acólitos como pode confirmar se procurar informar-se sobre a proteção animal e do meio ambiente na Alemanha nazi, logo em 1933.

Se costuma acompanhar estas crónicas lembra-se que não é a primeira vez que refiro esta temática, embora quando o fiz não tenha referido diretamente o PAN, nem as suas ligações ao IRA, ou seja, ao movimento Intervenção e Resgate Animal, que é assim como uma espécie de milícia do PAN.

Mas hoje não posso deixar de o fazer pois, o PAN é herdeiro de um pensamento que, em nome da proteção animal e da natureza, pretende impor um princípio que é, em si mesmo, antinatural. Os animais não são, de todo, iguais aos humanos. Não sou eu que o digo é a ciência e milhões de anos de evolução. Se esta diferença justifica maus tratos aos animais, Não. Mas vamos lá ter o bom senso de não impor, como já aconteceu, a criminalização dos humanos por atitudes que colocam em causa o bem-estar animal.

Ou seja, levado ao limite podemos ter humanos maltratados por referências e atos depreciativos sobre os animais. Ou assistir à inversão de valores como um conhecido caso em que uma ativista da proteção animal adotou um cão que matou uma criança. O animal não foi abatido pela morte da criança e como se isso não bastasse a sua adoção é apresentada como uma vitória da luta pela proteção animal.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 15 de Dezembro de 2018

Aníbal Pires

OS USOS DO TEMPO

Aníbal Pires

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ANÍBAL PIRES OS USOS DO TEMPO

 

Não é tanto a meteorologia que me interessa, embora o estado do tempo tenha, naturalmente, importância sobre a forma como utilizamos o nosso tempo.

Não tenho por objetivo deixar qualquer indicação sobre o uso que devemos dar ao tempo conforme o estado do tempo. Embora o tempo seja o tema sobre o qual mais tenho refletido e escrito.

O tempo esgota-se, mas não a vontade de falar sobre ele.

Não lhe consigo fugir, também não faço esforço para isso, e à medida que vou acumulando tempo esse interesse aumenta, desde logo, por que se trata de um acréscimo patrimonial com tudo o que isso representa de conhecimento, maturidade e, porque não, sabedoria, mas também pela valorização do tempo e dos usos que lhe dou.

O dia continua a ter 24 horas e as horas, 60 minutos, nem mais nem menos. É inexorável. Mas a perceção do tempo é variável. Há momentos na vida em que o tempo não sobra, há lugares que nos consomem o tempo e, até corremos atrás do tempo para ter o tempo que não temos. É um tempo sem tempo.

Outros momentos há em que o tempo se instala ao nosso lado e caminha connosco, e temos tempo até para falar do tempo perdido e do estado do tempo. É o tempo a dar tempo ao tempo.

Não sei, também não vou confirmar, se o direito ao tempo está consagrado na Carta dos Direitos Humanos, mas se não está deveria estar pois, o tempo é o nosso bem mais precioso.

Pode até parecer um exercício meio abstrato e pouco consistente, e não contesto. Mas preocupa-me a falta de tempo para refletir face à exigência de respostas e decisões céleres impostas pelas novas tecnologias de comunicação e informação.

Para tudo é necessário tempo, mas vivemos num tempo sem tempo.

O mediatismo e este imediatismo reinante é preocupante.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.

Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 12 de Janeiro de 2019

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Aníbal Pires

AO SABOR DOS TEMPOS E DAS VONTADES

Aníbal Pires

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ANÍBAL PIRES AO SABOR DOS TEMPOS E DAS VONTADES

 

O Estado falhou. Esta, ou outras expressões com o mesmo sentido têm vindo a ser proficuamente utilizadas nos últimos meses.

O Presidente da República utilizou esta ou uma expressão semelhante, várias vezes, durante o ano de 2018. Rui Rio, o atual líder do PSD, também se socorreu da expressão durante o ano que agora findou.

Mas não foram apenas as personalidades políticas mais mediáticas que, à falta de outros argumentos, se limitaram a constatar, o óbvio. Também os jornalistas, os analistas, os politólogos e comentadores, todos têm vindo a constatar, que o Estado falha.

E eu concordo. Concordo e não é de agora. Julgo que em 2018 não terei utilizado a expressão publicamente, mas aqui aos microfones da 105 FM, mais precisamente a 19 de Outubro de 2017, expressei a minha opinião numa crónica a que chamei a “Falência do Estado”.

Mas não me fiquei pela constatação do facto, procurei, não só as causas, mas também os responsáveis pelo estado a que o Estado chegou.

E os responsáveis identificam-se com relativa facilidade, basta recuar um pouco no tempo para ligar a promoção e a execução da ideia do modelo político do “menos Estado, melhor Estado” a algumas personalidades políticas e aos seus acólitos que têm assento permanente nas corporações mediáticas, ditas de referência.

E veja-se só, que estranha coincidência. Quem agora clama pelo Estado, não me refiro a personalidades, mas aos projetos políticos aos quais estão ligados, são os mesmos que até há bem pouco tempo consideravam que o Estado devia diminuir e deixar de intervir no mercado. E assim aconteceu. O Estado, pela mão do PS, do PSD e do CDS/PP, abriu mão das suas competências e entregou-as ao mercado e, veja-se, não é que o mercado falhou.

Para mim a questão é clara os falhanços devem-se à ausência do Estado, ou seja, o Estado, por opção e apoio de quem agora lhe atribui os fracassos, deixou de cumprir as funções que lhe estão constitucionalmente consagradas. O Estado português deixou de garantir dignidade, bem-estar e segurança ao seu povo. E deixou de o fazer pela deriva neoliberal que assolou e assola os representantes do Estado, isto é, os governos das últimas décadas.

Claro que as palavras, conforme os tempos e as vontades, têm significados políticos diferentes. A utilização pela direita política da expressão “O Estado falhou” tem, no atual contexto um objetivo e um destinatário. O objetivo é responsabilizar o atual governo por alguns eventos dramáticos que têm atingido o país e, naturalmente, o destinatário é o primeiro-ministro António Costa.

Mas porquê se o PS, no essencial, tem como projeto político o mesmo ideário que o PSD. Talvez por o PS ter um governo minoritário que foi formado e tem governado com base em acordos bilaterais com os partidos da esquerda parlamentar.

Não se trata do Estado, trata-se do Governo e, sobretudo, daqueles acordos bilaterais que foram feitos com a esquerda, e que tanto incomodam a direita.

Esse é um pecado que a direita não perdoa a António Costa, até porque a solução política encontrada em 2015 tem demonstrado que, outros caminhos que não o da austeridade são possíveis e desejáveis, mas também que não é necessária a existência de maiorias absolutas para que haja estabilidade política. O governo minoritário do PS, tudo leva a crer, chegará ao fim da legislatura. É a democracia e o diálogo político a funcionar.

Foi um prazer estar consigo.
Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 05 de Janeiro de 2019

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Aníbal Pires

NOVO ANO, NOVO TEMPO

Aníbal Pires

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ANÍBAL PIRES NOVO ANO, NOVO TEMPO

 

Estamos a fechar o ano. Mas não vou fazer balanços nem premonições deixo esse encargo para os especialistas, embora tenha uma visão própria do ciclo temporal que se encerra por estes dias e pelo que se avizinha. Posso até, sem meter a foice em seara alheia, deixar expresso um sentimento que traduz a forma como termino o ano e me preparo para entrar em 2019. Preocupação, uma grande inquietação sobre o futuro próximo. E mais não direi porque não quero deixar-lhe sentimentos negativos neste limiar do Ano Novo, onde todas as esperanças se renovam.

Hoje, porque é a última crónica de 2018 fica uma reflexão em forma de poema com que, em 31 de Dezembro de 2013, tentei sintetizar aquele momento mágico da passagem do ano e que tem como título, “Novo ano, novo tempo”

É o tempo
De louvar o velho
É o tempo
De renovar a esperança
E o tempo, esse tempo
É hoje
Presente, passado e futuro
Enleados
Com o olhar no tempo vindouro
Sem olvidar
O tempo passado

Agora
É o tempo
Onde o passado, o presente e o futuro
Num fátuo momento se enlaçam
Para logo se apartarem
Efémero abraço esse, o do tempo
Passado, presente e futuro

Nesta fronteira do pretérito e do porvir
Celebremos o futuro
Com o passado presente”

Que 2019 seja, para si, um ano de realizações pessoais. Lute pelos seus sonhos. Feliz Ano Novo.
Foi um prazer estar consigo.

Volto no próximo sábado e espero ter, de novo, a sua companhia.
Até lá, fique bem.

Aníbal C. Pires, Ponta Delgada, 29 de Dezembro de 2018

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