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Regional

Plataforma online de exames de Imagiologia do Serviço Regional de Saúde em fase de implementação é mais valia para os utentes, afirma Rui Luís

GACS

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O Secretário Regional da Saúde afirmou hoje, na Horta, que o Sistema de Informação de Imagiologia que está a ser implementado nos hospitais e centros de saúde da Região e no Centro de Oncologia dos Açores será uma mais valia para os utentes.

“A implementação desta plataforma única online reveste-se de primordial importância, na medida em que vai permitir uma maior acessibilidade dos profissionais de saúde e dos utentes aos exames realizados em qualquer unidade de saúde ou convencionados, uma maior eficácia e poupança, traduzida na redução de deslocações de doentes e no número de exames”, adiantou Rui Luís.

O titular da pasta da Saúde, que falava na abertura do quinto Workshop de Boas Práticas em Saúde, salientou que esta ferramenta salvaguarda a interoperabilidade entre os diferentes sistemas de informação existentes na Região.

O Sistema de Informação de Imagiologia, que envolve um investimento de cerca 1,4 milhões de euros, contempla uma solução centralizada que permite a partilha de informação relacionada com exames de radiologia realizados nos hospitais e unidades de saúde de ilha.

A este sistema está associado uma plataforma web a que os profissionais de saúde podem aceder, a partir de qualquer unidade de saúde do arquipélago, para consultar o historial do utente e realizar telediagnósticos, sendo que os utentes terão os diagnósticos com maior celeridade.

“A comunicação entre sistemas é uma das áreas em que o Governo tem trabalhado afincadamente e do qual não abdica, com a certeza de que esta plataforma contribuirá decididamente para as boas práticas em saúde”, sustentou Rui Luís.

O Secretário Regional salientou que, nos últimos cinco anos, foram realizados cerca de 1,4 milhões de exames, desde raio-x, ressonâncias magnéticas e tomografias axiais computorizadas (TAC), sendo este dado demonstrativo do alcance desta plataforma.

Este é um dos 13 projetos de cariz inovador apresentados no Workshop de Boas Práticas em Saúde, os quais demonstram a preocupação constante com áreas sensíveis como a parentalidade, a saúde mental, as cirurgias de ambulatório, a gestão organizacional e a segurança dos doentes, cuidadores e profissionais.

“São áreas que estão alinhadas com os princípios orientadores do Governo Regional na resposta às necessidades emergentes ao nível da saúde materno infantil, da promoção da saúde e na otimização dos recursos existentes em prol de uma melhor resposta de cuidados”, salientou o Secretário Regional.

Rui Luís considerou que a quinta edição deste workshop demonstra a quantidade de projetos regionais de boas práticas, o que é corroborado no exterior através de alguns prémios e financiamento de projetos de excelência.

“Trata-se de um excelente momento para que os profissionais e as instituições de saúde da Região possam fazer ‘benchmarking’ destes projetos, disseminando-os, adaptando-os, rentabilizando o conhecimento e a experiência daqueles que os implementaram em tipologia piloto”, afirmou Rui Luís.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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