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Natércia Gaspar

O ESTADO QUE DESRESPEITA E NÃO GARANTE A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS E LIBERDADES FUNDAMENTAIS

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR O ESTADO QUE DESRESPEITA E NÃO GARANTE A EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS E LIBERDADES FUNDAMENTAIS

 

Esta semana falo-vos com um sentimento de tristeza pelo país em que vivemos. Um país cujo Estado entrega os seus cidadãos à sua sorte, em várias áreas da sua competência em que tem a soberana responsabilidade em proteger os cidadãos.

O sentimento de insegurança, de que estamos totalmente desprotegidos, aumenta de dia para dia! É o nosso Fado!
Se não, vejamos:

As estradas do interior estão em mau estado, em risco de desabamento, e quando acontece uma fatalidade como foi o caso de Borba a Câmara diz que desconhecia o estado das estradas quando, não só conhecia, como desvalorizou os alertas. O Estado diz que não há evidências da sua culpa e os donos da pedreira, com a ganância de terem mais pedra de mármore, dão ordem para escavar sem margem de segurança, pondo em risco a estabilidades dos terrenos.

E afinal vai-se a ver e há uma imensidão de estradas no nosso país em perigo de desabamento.

Triste é verificar que o Estado nada aprendeu com a queda da ponte de Entre-os-Rios. E continuamos a ter pontes, estradas, barragens, muros sem fiscalização, sem manutenção, e, muito menos, com obras de reparação. Face a isto nós, cidadãos, temos que rezar para que não passemos num momento fatídico por qualquer uma destas infraestruturas em risco.

A ironia está no facto de que é o mesmo Estado que não cuida, nem do património edificado, nem do edificado mais antigo, deixando-o ao abandono. É este mesmo Estado que construiu quilómetros e quilómetros de estradas algumas onde passam, imaginem, 5 carros por dia…

Também podemos questionar, onde está o Estado protetor, quando continuamos a ouvir todos os dias notícias de mulheres maltratadas, violadas, algumas assassinadas…. Quando ano após ano, morte após morte, não se verifica melhorias nos procedimentos e estratégias para reduzir este flagelo que é a violência doméstica, assente numa cultura machista e possessiva, cujo dia foi assinalado no passado domingo, 25 de Novembro, como forma de sensibilizar as pessoas para este fenómeno que mata, mas parece que as mortes não tem rosto!

Às vezes penso, de que vale tanta sensibilização e ação de prevenção, quando há pessoas que quando as vítimas vão apresentar queixa, incentivam-nas a desvalorizar a atitude dos ou das agressores (as); quando temos uma legislação sem força suficiente para aplicar medidas ou penas de forma exemplar; quantas penas suspensas há pelo crime de violência que terminam porque entretanto assassinaram as suas companheiras ou ex-companheiras; quantos julgamentos há em que os Senhores Doutores Juízes legitimam a violência dos maridos e até as culpabilizam, recentemente tivemos alguns acórdãos que o evidenciam.

Sim, são os Senhores Doutores Juízes que decretaram 21 dias de greve, é certo que apenas é uma paralisação parcial e rotativa, mas… os senhores provedores da Justiça não entendem que esta greve não é justa, são das classes profissionais melhor remuneradas, o que se justifica pela exigência e complexidade do seu exercício. Afinal são tutelares de órgãos de soberania, não são funcionários de ninguém, são Estado, mas ainda assim fazem greve, que poderá ser legal mas é moralmente condenável e mais uma vez nós, comuns cidadãos, ficamos desprotegidos.

Sobre o nosso Estado que desrespeita e não garante a efetivação dos nossos direitos e liberdades fundamentais, muito mais haveria a dizer, mas imbuída do nosso tão característico nacional porreirismo, gostaria de lembrar algo que nos enche de orgulho. Dia 1 de Dezembro assinala-se o dia da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio Espanhol que teve o seu fim a 1640. Desde então e definitivamente apesar de tudo, somos um “nobre povo” de uma nação valente.

Valha-nos isso!

Bom resto de semana e fique bem! Fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

Fique bem, fique com a 105 Fm

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

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