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Regional

Gui Menezes desafia jovens a interessarem-se pelas ciências

GACS

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou hoje, em Ponta Delgada, a abertura de um novo concurso, durante este mês, para apoiar o desenvolvimento de atividades de ensino experimental das ciências.

Este concurso é, segundo Gui Menezes, “muito dirigido às escolas” e vai permitir apoiar as instituições de ensino da Região “no desenvolvimento de metodologias e na aquisição de equipamentos que promovam o ensino experimental das ciências”.

“Vamos precisar de pessoas que gostem de ciência”, afirmou, referindo que as engenharias e matemáticas são disciplinas, entre outras, que contribuem para o desenvolvimento da sociedade.

O Secretário Regional falava perante alunos da Escola Secundária Domingos Rebelo, no âmbito de uma palestra sobre ‘O Fascínio do Espaço’, integrada na Quinzena da Ciência e Tecnologia, em que também participou o Secretário Regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses.

Gui Menezes salientou que, nas ciências, “não há nada como pôr a mão na massa”, considerando “importante que os alunos que gostam das áreas científicas façam experiências, porque a experiência é a base do método científico”.

O Secretário Regional, citando o físico Richard Feynman, afirmou que “a ciência é a cultura da dúvida”, acrescentando que “a ciência surge pela curiosidade dos homens e pela vontade de conhecermos cada vez mais aquilo que nos rodeia”.

Gui Menezes destacou o papel da ciência no “avanço da Humanidade, nas tomadas de decisões dos governantes” e na busca de “respostas aos desafios” que temos pela frente.

Por seu lado, o Secretário Regional da Educação e Cultura referiu que foi a ciência e os cientistas que, ao longo dos tempos, mais contribuíram para “a melhoria das condições de vida dos seres humanos”.

“É por influência dos avanços científicos que hoje, ao nascermos, contamos com uma esperança de vida de cerca de 80 anos, quando há poucos séculos nem todos atingiam os 40 anos”, adiantou.

Avelino Meneses realçou ainda o alcance da Quinzena da Ciência e da Tecnologia, que pretende sensibilizar os mais jovens, aqueles que “até poderão vir a ser cientistas”, para a “importância da ciência no presente e no futuro”.

Este evento, promovido pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia, em parceria com os Centros de Ciência da Região, decorre até 30 de novembro e realiza-se no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Cultura Científica, assinalado a 24 de novembro.

A Quinzena da Ciência e da Tecnologia, que está a promover atividades em todas as ilhas do arquipélago, conta com iniciativas que se destinam maioritariamente a um público em idade escolar, incluindo exposições, palestras e a exibição de uma peça de teatro.

Relativamente ao novo concurso para apoiar o desenvolvimento de atividades de ensino experimental das ciências, insere-se no Plano de Ação para a Cultura Científica e Tecnológica (PACCTO Açores) e corresponde a um investimento de 50 mil euros.

Na sua intervenção, Gui Menezes apontou como alguns dos objetivos a promoção da literacia científica, nomeadamente na comunidade escolar, o fomento de pedagogias inovadores para as ciências e a promoção do gosto pelas áreas científicas junto dos mais novos.

No âmbito deste concurso, o Secretário Regional fez ainda referência há possibilidade de “interação entre escolas do arquipélago e entidades de investigação e outras entidades que queiram colaborar nesta iniciativa”.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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