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Natércia Gaspar

“A POLÍTICA É DEMASIADO IMPORTANTE PARA SER DEIXADA À MERCÊ DOS POLÍTICOS”

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A POLÍTICA É DEMASIADO IMPORTANTE PARA SER DEIXADA À MERCÊ DOS POLÍTICOS

 

Criar momentos em que os cidadãos possam colocar os seus problemas diretamente aos membros do Governo dos Açores é a metodologia mais inovadora que o Presidente do Governo Regional implementou nas Visitas Estatutárias, durante este mandato.

A semana passada, foi a vez de os Micaelenses serem convidados para um encontro dos Membros do Governo e os cidadãos.

Para mim, esta boa prática, única no país, tem bastante significado, no contexto da responsabilidade que os políticos têm no desenvolvimento de medidas para se reaproximarem dos cidadãos e com humildade envolverem-se em ações que promovam o aumento da participação cívica e política dos cidadãos.

É um facto que os cidadãos cada vez mais, não confiam na elite política cujos comportamentos à margem e corruptos de alguns, o oportunismo de outros, a impreparação de outros tantos, cava, ainda mais, o fosso entre os políticos e os cidadãos.

É certo que não se pode imputar estes comportamentos a todos os políticos, mas de alguma forma, todos os políticos refugiam-se nos privilégios e regalias proporcionados pelas Assembleias Parlamentares, uma espécie de redoma que os torna imunes a tudo e a todos, permitindo ignorar, após eleitos, os seus eleitores voltando ao seu encontro apenas nas campanhas eleitorais seguintes.

Por estas razões os políticos têm sido parte do problema e não da solução.

Há um descrédito total por parte dos cidadãos na classe política, para isso contribui o facto daqueles não exercerem o mandato de forma a dignificar a condição de deputado, as dinâmicas de bastidores na constituição das listas, a facilidade com que abandonam um partido, ressabiados porque não lhes deram o espaço que ambicionavam, para ingressar naquele que está na mó de cima, o carreirismo na politica, a falta de pudor nos favorecimentos, os “Jobs for de Boys”, transversal a todos os partidos, os do governo e os minoritários, a banalização do incumprimento das promessas eleitorais, as demagogias, o faltar à verdade e muitos mais se podia dizer.

Os cidadãos sentem-se órfãos de políticos com carisma, com valores e princípios, que sirvam os cidadãos e não a si próprios, que mobilizem os cidadãos em torno de um projeto consistente e sustentável para a região ou para o país, que não se esgote em 4 anos.

Para começar, os senhores deputados deviam seguir o exemplo do Governo Regional, e também, promoverem momentos com a população para os ouvir, para prestar contas e talvez para agradecer o voto de confiança que os cidadãos lhes deram.

Aqui nos Açores seria só uma questão de vontade, afinal os senhores deputados já realizam visitas a todas as Ilhas era só acrescentar no programa uma Assembleia Plenária com os cidadãos, ou percorrer novamente as zonas geográficas onde fizeram campanha eleitoral desta feita para ouvir os seus problemas concretos ou apenas para agradecerem a esses cidadãos eleitores o seu voto.

Claro que tal implicaria sair da sua zona de conforto, mas concretizava o que frequentemente afirmam sobre o envolvimento e participação dos cidadãos na vida política ou a necessidade de combater a abstenção sentida no rescaldo das eleições e esquecida durante o mandato.

Tenho a convicção de que se aumentarmos a nossa participação cívica e política, juntos podemos mudar este estado de coisas.

Afinal, como dizia Thomas Stearns Elio “A política é demasiado importante para ser deixada à mercê dos políticos.”

Temos que passar o testemunho aos mais novos, uma cultura de responsabilização, participação e civismo, sob pena de falharmos como cidadãos e também fazermos parte do problema, e não da solução, seja pela nossa inação seja por falta de um sentido critico construtivo.

Acredito no efeito borboleta e que as nossas ações vão ter impacto nos outros, por isto tenho confiança que vamos mudar este estado de coisas. Ao contrário do que pensamos temos um poder imensurável através do nosso voto, no ingresso em partidos políticos, ou tão somente por formas alternativas de participação, como as manifestações, as marchas, as petições ou a constituição de listas independentes.

Pode ser utópico, mas temos que começar e já!

Políticos e cidadãos têm que ser parte da solução, é esse o lado certo da história.

Caros ouvintes, obrigada pela vossa companhia e fiquem bem.
Fiquem com a 105 FM

Natércia Conceição Reis Gaspar

Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

Fique bem, fique com a 105 Fm

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

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