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Regional

Diretor Regional das Comunidades destaca importância da plena integração dos migrantes nas sociedades de acolhimento

GACS

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Fotos: GaCS

O Diretor Regional das Comunidades salientou, na Austrália, o compromisso do Governo dos Açores no desenvolvimento de iniciativas que “promovam a plena integração dos migrantes, na dupla vertente da emigração e imigração”.

Paulo Teves, que falava, em Sydney, na reunião do International Steering Committe, apontou as diversas iniciativas que o Governo dos Açores promove e apoia junto da diáspora e das comunidades imigradas no arquipélago, tendo os membros deste órgão destacado a atenção dada à integração destes públicos alvo.

“O nosso compromisso é trabalhar sempre junto dos que partiram e dos que chegam aos Açores na sua plena integração nas diversas sociedades, através do acompanhamento dos seus processos migratórios e apoiando as diversas associações representativas na Região e nas comunidades que partilham do mesmo objetivo”, sublinhou o Diretor Regional.

Paulo Teves frisou que “uma comunidade bem integrada, para além dos benefícios e oportunidades que oferece, constitui um reforço da presença da terra de origem na sociedade de acolhimento”.

Nesta reunião, que contou com mais de três dezenas de participantes de 25 países, foi também discutido o programa da próxima conferência internacional, que decorrerá nas cidades de Otava e Gatineau, em junho de 2019, organizada pelo Governo do Canadá.

Composto por instituições de mais de três dezenas de países da Europa, América, Ásia e Oceânia, o International Steering Committe é o principal órgão de decisão da organização Metropolis, uma rede internacional de investigação, de desenvolvimento e de sugestão de políticas sobre migrações, diversidade e integração.

O Açores integram esta rede desde 2011, após a organização da conferência internacional desse ano, com o propósito de contribuir para a promoção de boas práticas de integração, bem como a forma como é estimulada a relação com a diáspora açoriana, área que é realçada pelos membros da Rede Metrópolis.

Durante a semana, o Diretor Regional das Comunidades participou na conferência anual, este ano subordinada ao tema ‘Migração Global em Tempos Turbulentos’, que contou com mais de 800 delegados de 38 países, naquela que é considerada a maior conferência do mundo sobre migrações que junta académicos, representantes governamentais e sociedade civil.

Nas várias sessões em que esteve presente, Paulo Teves teve a oportunidade de dar a conhecer as comunidades açorianas presentes em diversos países, destacando que “defendem, preservam e divulgam” a identidade açoriana, mas são também “fundamentais no desenvolvimento das sociedades onde se encontram estabelecidas”.

Nesta deslocação, o Diretor Regional das Comunidades visitou também o Museu Etnográfico Português da Austrália, onde esteve reunido com a direção e tomou conhecimento das iniciativas que desenvolve em prol da promoção da cultura e da língua portuguesa neste país.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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