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Regional

Câmara da Lagoa associa-se à campanha SOS Cagarro 2018

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A Câmara Municipal de Lagoa, através do CEFAL (Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa) e em colaboração com o Parque Natural de Ilha de S. Miguel, realizou no dia 30 uma vigília noturna, no âmbito da Campanha SOS Cagarro 2018. Na manhã seguinte, as aves marinhas resgatadas foram libertadas junto ao mar.

A brigada noturna teve como ponto de encontro o edifício dos Paços do Concelho, onde decorreu um pequeno briefing, ministrado pelos técnicos do Parque Natural de Ilha, Paulo Garcia e Manuel Silva, sobre como lidar com um cagarro, servindo de orientação aos participantes que se associaram à iniciativa.

Marcaram presença, cerca de 25 pessoas, entre técnicos do Parque Natural de Ilha, colaboradores do CEFAL, executivo da autarquia da Lagoa, Agrupamento de Escuteiros do Cabouco, Junta de Freguesia de Santa Cruz e outras entidades. A brigada seguiu percurso até ao Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa, percorreu a zona do Porto dos Carneiros e regressou aos Paços do Concelho.

Os cagarros resgatados pela brigada foram libertados, na manhã seguinte, junto ao Portinho de São Pedro, para realizarem o seu voo oceânico. A autarquia lagoense associa-se também a esta causa na medida em que, por esta altura, reduz a iluminação da zona do Aquafit e Piscinas Municipais, assim como a Paróquia de Santa Cruz desliga as luzes da sua igreja junto ao mar.

Uma vez que estas aves marinhas se guiam pelas estrelas, ao sair do ninho, deparam-se com vários perigos e são encandeados pela iluminação pública e automóvel. É importante, portanto, apelar a população para prevenir atropelamentos e sensibilizar para a sua recolha e salvamento. Se possível, libertar os cagarros, durante o dia, numa zona junto à costa, ou comunicar as autoridades competentes. Existe uma Linha SOS Ambiente (800 292 800) para o efeito.

Recorde-se que a Campanha SOS Cagarro é um programa do Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, com o apoio da Direção Regional do Ambiente, e encontra-se associada ao Projeto LuMinAves. Decorre durante os meses de outubro e novembro, período que coincide com a saída dos cagarros dos ninhos.

Note-se que, alguns dos cagarros juvenis salvos nos Açores, há mais de 7 anos, já regressaram ao arquipélago para acasalar e ter as suas crias. Estas campanhas anuais são, assim, de extrema importância, de modo a promover melhores condições de vida e reprodução a esta espécie.

Fonte/Texto: CML

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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