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Regional

Marta Guerreiro sublinha o contributo dos cidadãos na Estratégia Açoriana para a Energia

GACS

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Foto: GACS

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo enalteceu a “participação de todos” na discussão do documento base da Estratégia Açoriana para a Energia no Horizonte 2030 (EAE 2030), por ser um “percurso que é, e tem de ser, percorrido, não só pelos governos, mas também por todas as entidades e cidadãos”.

“Esta é a nossa visão política, aquela que prevê a interação com os mais diversos setores de atividade, colocando a energia em diálogo permanente”, onde cada pessoa tem a possibilidade de dar “o seu contributo para uma estratégia que é de todos os Açorianos”, frisou Marta Guerreiro, que falava quarta-feira, em Ponta Delgada, no encerramento do ‘Encontro-Diálogo com os Cidadãos’ sobre a EAE 2030.

O documento base da Estratégia Açoriana para a Energia no Horizonte 2030 encontra-se em consulta pública até 3 de dezembro, com destaque para a realização de duas sessões de esclarecimento com a população sobre esta matéria.

Segundo a governante, estes momentos permitem que “qualquer cidadão e entidade possa dar o seu contributo para fortalecer um instrumento que queremos que seja o mais robusto possível para enfrentar todos os desafios que os tempos atuais nos trazem, possibilitando, também, que possamos fazer a diferença num contexto mais vasto, no âmbito das Regiões Ultraperiféricas”.

“As matérias relacionadas com a energia têm de ser encaradas como estratégicas e prioritárias, por se constituir como um dos principais pilares para o desenvolvimento economicamente sustentável e descarbonizado da Região, tendo vindo a revelar-se um vetor de âmbito multissetorial, cuja evolução e definição de políticas públicas reproduz efeitos diretos na melhoria da qualidade de vida dos Açorianos”, frisou.

Para a titular da pasta da Energia, essa é a prorrogativa que se pretende “não só consolidar, mas também desafiar, através da abordagem concebida para a EAE 2030, que deverá levar à transição para uma economia de baixo carbono, com fortes contributos na construção de um modelo de desenvolvimento baseado nos princípios da economia circular, proporcionando novas oportunidades de negócio”.

“Encaramos esta transição como uma ocasião para o crescimento económico, com vastas oportunidades para o aparecimento de novos investimentos e novos postos de trabalho, através de uma política energética alinhada com as preocupações económicas, ambientais e sociais, com vista a um desenvolvimento verdadeiramente sustentável do Região”, salientou.

Na sua intervenção, a Secretária Regional lembrou que, a par da EAE 2030, o Governo dos Açores colocou também em consulta pública o Plano de Mobilidade Elétrica dos Açores (PMEA) até 20 de novembro, apresentando-se “como um documento base das políticas públicas a implementar nos Açores com vista à massificação do veículo elétrico, tendo como ponto de partida diagnósticos e simulações que viabilizem as opções consolidadas assumidas ao longo do plano”.

Marta Guerreiro referiu ainda a adjudicação de 16 dos 26 lotes para a concessão de Pontos de Carregamento Rápido para veículos elétricos em todos os concelhos da Região, sendo que, relativamente aos 10 que ficaram excluídos ou desertos no concurso, o Governo dos Açores irá contratualizar a sua exploração junto das Câmaras Municipais respetivas.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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