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Regional

Vasco Cordeiro inaugura obra de requalificação e ampliação que cria mais 80 vagas para crianças no Faial

GACS

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Foto: GACS

O Presidente do Governo inaugurou hoje as obras de ampliação e requalificação das instalações do Lar das Criancinhas da Horta, um investimento superior a 2,6 milhões de euros que permitiu disponibilizar 80 novas vagas nas valências de creche, jardim de infância e centro de atividades de tempos livres.

“Além de este ser o cumprimento de mais um compromisso do Governo, este tipo de investimento na área da infância e juventude simboliza bem uma aposta de futuro, não só no futuro de cada uma das crianças que o vão utilizar, mas também do nosso futuro coletivo, como Região e enquanto Povo”, salientou Vasco Cordeiro.

No segundo dia da visita de trabalho do Executivo açoriano ao Faial, o Presidente do Governo adiantou que este investimento resultou, no total, na criação de mais 80 novas vagas naquelas três valências, que permitem, assim, a esta instituição dispor de uma capacidade de acolhimento de quase 240 crianças.

“No caso particular da creche, resposta especialmente importante para nós, na medida em que a primeira infância ocupa um lugar central nas nossas políticas sociais, as 32 novas vagas da creche ‘O Castelinho’ somam-se às quase 700 criadas desde 2013 na Região, e que permitiram aos Açores ultrapassar a taxa de cobertura de 33%, valor que corresponde aos indicadores desejáveis definidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – OCDE”, salientou Vasco Cordeiro.

Segundo disse, no caso concreto do Faial e desde 2014, já foi duplicado o número de vagas disponíveis em creche, tendo sido criadas 116 novas vagas com a construção da creche dos Flamengos e agora também com este reforço, fixando a taxa de cobertura da ilha expressivamente acima dos valores fixados por entidades internacionais como a OCDE.

De acordo com o Presidente do Governo, este é um trabalho que tem sido também materializado por todos os concelhos e por todas as ilhas da Região, através de uma parceria fundamental com centenas de instituições que trabalham nesta área.

“Basta referir que, todos os anos, e apenas na área da infância, disponibilizamos mais de 30 milhões de euros especificamente para o apoio ao funcionamento das valências asseguradas em todas as ilhas por Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias da nossa Região”, destacou.

Na sua intervenção, Vasco Cordeiro adiantou ainda que estes resultados não se limitam, única e exclusivamente, à componente do investimento em infraestruturas, incluindo várias outras componentes “para que, atualmente, as nossas creches, jardins de infância e CATL não sejam apenas espaços de guarda das crianças”.

“Um esforço que, na prática, faz com que estas valências desempenhem hoje um papel fundamental no desenvolvimento das crianças que acolhem, proporcionando-lhes, para além de segurança, conforto e atividades de natureza socioeducativa, e quando isso é necessário, um acompanhamento de intervenção precoce, sempre em cooperação com as famílias”, disse o Presidente do Governo.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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