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Regional

“Turismo prova a sua atratividade através dos investimentos no setor”, afirma Marta Guerreiro

GACS

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Foto: GACS

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou que “o turismo tem provado a sua atratividade através dos investimentos no setor”, destacando o crescimento da oferta “por via da qualificação, bem patente em projetos com abordagens inovadoras e de qualidade”.

Marta Guerreiro, que falava no final de uma visita ao empreendimento turístico ‘Azul Singular’, referiu que se trata de “uma realidade que evidencia que a estratégia plasmada no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores tem sido incorporada nas decisões dos agentes privados, concretamente através da criação de unidades de pequena dimensão, qualificadoras e diferenciadoras da oferta do destino Açores”.

Segundo a governante, estas abordagens “estão intimamente ligadas a outro fenómeno muito positivo, que é o da reabilitação urbana e do património”.

“As unidades hoteleiras valorizam, cada vez mais, a experiência oferecida, resultando em projetos turísticos inovadores, com clara vocação para o turismo de lazer, de saúde e bem-estar ou que fomentem o contacto com a natureza, através de extensas áreas verdes para fruição dos hóspedes”, frisou.

A titular da pasta do Turismo salientou ainda a existência de projetos assentes no conceito de ‘hotel boutique’, isto é, de “empreendimentos onde se pressupõe a oferta de um ambiente íntimo e acolhedor, com nível de conforto elevado e design de caraterização cuidada, oferecendo assim um serviço personalizado, que possibilite a integração em recuperação de um legado relacionado com o passado histórico e cultural dos Açores”.

Relativamente ao empreendimento ‘Azul Singular’, que dispõe de uma capacidade total para 28 campistas, a Secretária Regional destacou a sua abordagem inovadora, dando primazia ao contacto com o meio envolvente, pela especificidade das suas unidades, uma vez que é composto por oito unidades de construção leve, sendo duas em formato de tenda de origem Mongol e circular e as restantes seis de estrutura mista, em madeira e telas impermeáveis, designadas de ‘ata-desata’.

“Este é um estabelecimento que se destaca no contexto regional por ser o primeiro, no arquipélago, a explorar o conceito de ‘glamping’, internacionalmente conhecido, ostentando instalações de boa qualidade e com um excelente nível de conforto das instalações de alojamento, bem como das zonas de utilização comum”, referiu.

Marta Guerreiro realçou que o ‘glamping’, que surge da junção de ‘glamour’ com ‘camping’, congrega a inovação, a ecologia e o bem-estar, “numa integração plena com o meio envolvente, oferecendo experiências únicas e diversas de contacto com a biodiversidade do espaço, da história, da cultura, e dos costumes das suas gentes, numa estadia de elevada qualidade num ambiente confortável e sofisticado”.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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