Connect with us

Regional

Pescadores dos Açores com reforço de 24 toneladas de quota de goraz, anuncia Vasco Cordeiro

GACS

Publicado

|

Foto: GACS

O Presidente do Governo anunciou hoje, na apresentação da requalificação do Entreposto Frigorífico da Horta, que os pescadores açorianos vão dispor de um aumento de 24 toneladas da quota de goraz até final deste ano, uma “boa notícia” para o reforço do rendimento proveniente desta espécie de grande valor comercial.

“Aproveito para anunciar que os Açores conseguiram um reforço da quota de goraz de mais 24 toneladas até ao final deste ano, uma boa notícia para os nossos pescadores, que vão poder obter, nos próximos meses, mais rendimento desta espécie com elevado valor comercial”, afirmou Vasco Cordeiro.

No segundo dia da visita de trabalho do Executivo açoriano ao Faial, o Presidente do Governo adiantou que este reforço de quota constitui uma evidência prática da gestão inteligente das capturas feita na Região e reconhecida pela Comissão Europeia.

“Este ano, a pesca de goraz já rendeu cerca de 5,5 milhões de euros em lota, constituindo-se como uma das pescarias mais rentáveis na nossa Região, e que, a partir desta altura, a poucos meses do Natal, costuma atingir valores muito elevados na primeira venda”, sublinhou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava na apresentação da obra de requalificação do Entreposto Frigorífico da Horta, um investimento de cerca de quatro milhões de euros que vai arrancar durante o próximo ano, uma vez que já está aprovada a autorização para o lançamento do concurso público desta empreitada.

Trata-se de uma obra que se “reveste de especial importância não só para os armadores que efetuam as suas descargas aqui, no porto da Horta, mas também para toda a frota atuneira, que poderá utilizar esta infraestrutura também para as descargas regulares de tunídeos”, destacou Vasco Cordeiro.

Para além das valências de congelação e armazenamento de pescado, será criada uma área para o processamento e transformação de pescado fresco para impulsionar também novas formas de tratar o atum na Região, promovendo a exploração de novos mercados que permitam acrescentar mais valor, contribuindo, deste modo, para o aumento do rendimento dos pescadores, e ainda um espaço destinado à Associação de Produtores de Atum e Similares do Açores (APASA).

“Este investimento insere-se, assim, numa estratégia mais vasta do Governo dos Açores de reforço e melhoria da rede de frio da Região, que pretende contribuir para a valorização dos produtos da pesca e para que este setor se afirme, cada vez mais, na criação de emprego e de riqueza no arquipélago”, disse.

Neste âmbito, o Presidente do Governo salientou que está também a decorrer a obra de melhoramento e ampliação do Entreposto Frigorífico das Velas, em São Jorge, uma empreitada que corresponde a um investimento de mais de um milhão de euros e que deverá estar concluída em agosto do próximo ano.

No mês de setembro foi aberto um concurso internacional para uma nova central de produção e armazenamento de gelo para o Porto de Pescas de Rabo de Peixe, em São Miguel, num investimento de quase 500 mil euros, estando prevista a sua instalação durante o segundo trimestre do próximo ano.

Até ao final deste ano serão lançados concursos para a requalificação e modernização dos entrepostos frigoríficos das Lajes das Flores e de Vila do Porto, em Santa Maria.

Estas duas obras, que devem arrancar durante o primeiro trimestre de 2019, correspondem a um investimento superior a um milhão de euros.

“Gostaria ainda de adiantar que a requalificação do Entreposto Frigorífico da Madalena, na ilha do Pico, deverá arrancar em 2020, após a conclusão da obra do Entreposto da Horta, num valor de investimento estimado de cinco milhões de euros, um calendário definido com a preocupação de não comprometer as descargas das safras de atum de 2019 e 2020”, frisou.

Na sua intervenção, o Presidente do Governo sublinhou ainda o bom ano que se verifica no setor, que até agora rendeu 33,3 milhões de euros na primeira venda em lota, mais cerca de 45% relativamente ao mesmo período do ano passado, e assegurou que o Executivo tem a consciência da sensibilidade da gestão dos recursos pesqueiros, alguns dos quais afetados por práticas de pesca pouco sustentáveis realizadas em certas partes do globo e que atingem as espécies migratórias, como é o caso do atum.

Vasco Cordeiro destacou, por outro lado, o “aspeto verdadeiramente estrutural” para o setor das pescas que resulta da assinatura da Convenção Coletiva do Trabalho entre a Federação das Pescas dos Açores, o Sindicato Livre dos Pescadores e o Sindicato dos Pescadores da Ilha Terceira, com o apoio e o trabalho de concertação do Governo.

“Esta convenção foi alargada a todos os armadores da Região, independentemente de estarem ou não integrados numa associação que pertença à Federação das Pescas dos Açores, e a todos trabalhadores do setor, independentemente de estarem ou não representados pelos sindicatos outorgantes do acordo”, destacou.

Anunciou ainda que, em 2019, vai ser dado seguimento aos cursos de escolarização dos ativos da pesca, que se realizaram pela primeira vez este ano, com enorme sucesso, e que correspondem a três níveis de escolaridade, assim como a formação de primeiros socorros e combate a incêndios a bordo, o que, na totalidade, corresponde a um investimento de cerca de 150 mil euros.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

Publicado

|

O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

Continuar a Ler

Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

Publicado

|

As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

Continuar a Ler

Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

Publicado

|

A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

Continuar a Ler

+ Populares