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Regional

Vila Franca do Campo assinalou Dia Municipal para a Igualdade

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Foto: CMVFC

A Câmara Municipal, em colaboração com a Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo assinalou, na quarta-feira, 24 de outubro, o Dia Municipal para a Igualdade, com uma sessão sobre a referida temática, no auditório daquele estabelecimento de ensino.

Na abertura do evento, a Vereadora com o pelouro da Educação, Nélia Alves-Guimarães explicou que a data é celebrada pela primeira vez no Município de Vila Franca do Campo e partilhou com alunos presentes algumas reflexões sobre o que se pretende com o assinalar do Dia Municipal para a Igualdade.

Nélia Alves-Guimarães referiu que promover a igualdade é sinónimo de criar uma cultura e práticas que reconheçam, respeitem e valorizem as diferenças em benefício de todas as pessoas.

A Vereadora informou que será levado a aprovação em reunião de Câmara o Plano para a Igualdade de Género, que vai privilegiar a realização de vários eventos e iniciativas, “com vista a dar mais visibilidade a estas questões, pois consideramos que as Autarquias têm um papel crucial no desenvolvimento de políticas locais que promovam a coesão e um desenvolvimento social sustentável”.

“Acredito que os órgãos de administração local, pela proximidade com a população, podem combater de forma mais eficaz a reprodução de desigualdades que existem ainda, em funções do género e de outros aspetos”, reiterou.

Por sua vez, a Coordenadora da Equipa Técnica do Comissariado dos Açores para a Infância, Nélia Amaral, afirmou que uma abordagem relativa à Igualdade, em sociedade e em termos de direitos, não passa por distribuir os mesmos recursos a todas as pessoas, mas sim os recursos que cada um, individualmente, necessita, respeitado as diferenças existentes.

“As diferenças não são boas, nem más, são apenas caraterísticas com as quais nascemos ou que nos aconteceram ao longo da vida e com as quais temos de aprender a viver e que a sociedade tem de aceitar e respeitar”, frisou.
Nélia Amaral referiu que, na maior parte das vezes os “direitos especiais”, atribuídos às mulheres, “são deveres disfarçados de direitos, não há que haver direitos especiais para determinado género, mas sim direitos iguais, o acesso em igualdade de circunstâncias a empregos, cargos, etc”.

“Igualdade é intervir, nos nossos diferentes papeis sociais, para remover as barreiras que limitam a igualdade de oportunidades e de acesso” necessários para a concretização de cada pessoa, observou.

Entretanto, a professora Paula Vieira, que esteve no Brasil nas primeiras duas semanas de outubro, a convite da Universidade Estadual do Rio de Janeiro para falar sobre o projeto “Filosofia para Crianças” nos Açores, implementado na E.B.S. de Vila Franca do Campo, deu exemplos da realidade vivida naquele país, no que respeita à igualdade de direitos e aos Direitos Humanos.

Paula Vieira recordou o assassinato, no ano passado, da deputada Marielle Franco, que lutava pelos direitos das minorias, e observou que os apoiantes de Jair Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil, preferem correr o risco de ceder direitos humanos, em troca da segurança que sentem não ter atualmente.

Fonte: GCCMVFC

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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