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Regional

Documento base para Estratégia Açoriana para a Energia 2030 em consulta pública até 3 de dezembro

GACS

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Foto: GACS

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo salientou hoje que a Estratégia Açoriana para a Energia para o horizonte 2030 (EAE 2030) visa garantir “energia segura e acessível” a todos os Açorianos, projetando “um futuro económico e social robusto, com empresas cada vez mais dinâmicas e inovadoras, geradoras de emprego qualificado”, estando o documento em consulta pública até 3 de dezembro.

Marta Guerreiro, que falava no Museu Hidroelétrico da Praia, em Vila Franca do Campo, na apresentação do documento para discussão pública sobre a EAE 2030, adiantou que este documento “servirá de base ao debate estruturante que se pretende desenvolver neste âmbito, de forma a balizar os termos em que a Estratégia se irá desenvolver”.

“O desenvolvimento deste documento, elaborado por uma equipa multidisciplinar, resulta de trabalho no terreno, mediante visitas a diversos empreendimentos que promoveram a auscultação com os setores de atividade regionais”, acrescentou.

Marta Guerreiro salientou que a EAE 2030 pretende “dotar os Açores de políticas públicas com capacidade de resposta às necessidades de uma região insular, arquipelágica e ultraperiférica, explorando as potencialidades oferecidas pelos recursos naturais e pelas tecnologias emergentes no setor da energia”.

A Secretária Regional frisou que, através das políticas definidas por esta Estratégia, “o setor energético irá impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono”, que implica a “descarbonização prioritária” da produção de energia elétrica e do setor dos transportes terrestres, o que permitirá melhorar “a qualidade ambiental da Região, indo ao encontro dos compromissos internacionais de Portugal nesta matéria”.

“Esta Estratégia tem por base os princípios da suficiência e eficiência energética, da descarbonização da produção de eletricidade, bem como da eletrificação de diversos setores consumidores de combustíveis fósseis”, afirmou.

“Com o objetivo de fomentar a massificação da mobilidade suave, elétrica e partilhada na Região, estamos a conduzir os nossos esforços e a impulsionar a integração de fontes de energia renováveis e endógenas no sistema electroprodutor dos Açores, cuja representatividade registada no primeiro semestre de 2018 foi superior a 41%, valor que reflete o sucesso das opções políticas que estão a ser tomadas e que contribui para o nosso posicionamento além-fronteiras na matéria”, sublinhou.

A titular da pasta da Energia salientou que a EAE 2030 está a ser construída “mediante constantes abordagens inovadoras, encarando a energia de forma integrada e inclusiva” e, neste sentido, para efeitos da sua materialização, a energia é colocada em diálogo permanente com os demais setores, com as famílias e empresas açorianas, com investigadores e investidores, descentralizando, assim, a definição das políticas públicas e descurando uma abordagem tecnocrata em salvaguarda das reais necessidades de energia dos Açorianos”.

A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, através da Direção Regional da Energia, disponibiliza para consulta pública o documento sobre a Estratégia Açoriana para a Energia 2030, em http://www.azores.gov.pt/Gra/sreat-dre/conteudos/destaques/2018/Outubro/EAE2030.htm.

O Governo dos Açores vai realizar sessões de esclarecimento sobre esta matéria, de forma a promover o envolvimento de todos os Açorianos na definição das políticas públicas no setor energético.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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