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Nacional

Grupo violento assaltou pelo menos 30 casas de idosos no Grande Porto – PSP

Agência Lusa

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Pelo menos 30 assaltos violentos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, foram consumados em residências de idosos do Grande Porto por um grupo desmantelado pela PSP, disse hoje fonte envolvida na operação.

“Os roubos terão começado em fevereiro e indiciámos já este grupo pela prática de pelo menos 30 assaltos, mas admitimos que possam ser mais. E o valor global dos roubos será de uns 500 mil euros, entre dinheiro e bens”, afirmou à agência Lusa o comissário Afonso Sousa, da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

Os roubos ocorreram na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia, sendo imputados pela polícia a três pessoas, dois irmãos e um sobrinho destes, com idades entre 25 e 35 anos, que foram detidos em flagrante delito durante uma ação desenvolvida na terça-feira pela Divisão de Investigação Criminal da PSP, em Baguim do Monte, concelho de Gondomar, distrito do Porto.

Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre 65 e 95 anos, segundo a fonte.

“Atuavam sempre com grande violência. Às vezes agrediam as vítimas, ao ponto de algumas necessitarem de hospitalização, outras vezes punham sacos na cabeça dos assaltados, outras ainda intimidavam as pessoas com armas de fogo”, disse o comissário.

Um dos irmãos foi condenado há uma década a nove anos de prisão por roubos agravados, que não chegou a cumprir, pelo que tinha pendente um mandado de detenção europeu, que “acaba por ser cumprido nesta operação”.

O outro irmão foi condenado recentemente a cinco anos de prisão, pena suspensa, por roubos agravados.

Fora de flagrante delito, foram ainda detidos um homem de 64 anos (que receberia o ouro e prata roubados e que derretia estes metais nobres no forno apreendido pela polícia) e uma mulher de 22 anos, que prestaria algum tipo de apoio aos operacionais, nomeadamente no fornecimento de ferramentas.

A investigação do caso, afirmou o comissário Afonso Sousa, “foi muito difícil”.

“Começámos em fevereiro e só agora é que conseguimos fazer a operação. Neste tipo de roubos, procurámos de imediato cessá-los porque causam muito alarme social, mas neste caso foi difícil. Cometiam os roubos, de cara tapada e luvas, e foi muito difícil para as pessoas darem-nos uma pista”, disse.

Na operação foram apreendidos 32 mil euros em dinheiro, milhares de artigos em ouro e prata e um forno para os derreter, reagentes para testar metal e diamantes, três armas de fogo, munições, gorros, luvas, mochilas, balanças digitais, 250 maços de tabaco contrafeitos e telemóveis.

Esta manhã, em comunicado, o Comando Metropolitano da PSP do Porto tinha anunciado a detenção de cinco pessoas que de forma organizava se dedicavam à prática dos crimes de roubo e furto qualificado em residências, sendo as vítimas maioritariamente idosos no Grande Porto, referindo que, no âmbito desta operação de “grande envergadura”, tinham sido apreendidas “milhares de peças em ouro e prata”.

Nacional

Catarina Martins lamenta que Governo não tenha ido mais longe no salário mínimo

Agência Lusa

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A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, lamentou hoje que o Governo não tenha ido mais longe no salário mínimo nacional, ficando nos 600 euros, o “mínimo a que foi obrigado”.

Num debate em Leiria para apresentar as propostas do Bloco e debater o Orçamento do Estado para 2019, Catarina Martins recordou que quando fizeram o “acordo com o PS em 2015” obrigaram “a que fosse inscrito no acordo que o salário mínimo nacional tinha de chegar aos 600 euros nesta legislatura”.

“Na altura diziam-nos que subir o salário mínimo ia destruir emprego. Há uma coisa que já se percebeu: se tivéssemos ficado no que a Concertação Social permitisse, não tínhamos aumentado até agora. O PS nunca utilizou o crescimento económico para ir mais longe na defesa das pessoas. Tudo o que fez foi sempre os mínimos a que foi obrigado pelos acordos que assinámos em 2015”, sublinhou.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, disse hoje que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, “cumpriu o seu programa” ao elevar o salário mínimo para 600 euros em 2019, justificando que não foi mais longe por falta de consenso entre as confederações patronais e sindicais

Respondendo à pergunta onde se vai buscar dinheiro para aumentar salários, pensões e para os serviços públicos, Catarina Martins explicou que “o que é importante que se perceba é que o crescimento da economia em Portugal deve muito à procura interna”.

“O que mais se fez nestes anos foi dar procura interna, ou seja, se melhorarmos os rendimentos de quem ganha menos, ainda que ligeiramente – as pessoas não foram pôr o dinheiro nas ‘offshores’, foram comprar as coisas de que precisavam – isso faz crescer a economia”, acrescentou, reforçando que o “crescimento da economia assenta na procura interna”.

Sobre o OE2019, declarou que o documento “mantém a recuperação de rendimentos, mas é um Orçamento que mantém também as limitações”.

“Não deixa de ser estranho ver a direita a defender que precisa de mais investimento nos serviços públicos, mas, ao mesmo tempo, estar na Europa com quem quer sanções ao nosso país se os limites do défice não forem cumpridos. É muito estranho ver a direita dizer que os salários não estão a recuperar como devem, mas ao mesmo tempo a impedir a alteração da legislação laboral que verdadeiramente melhore a vida das pessoas”, disse ainda.

Para Catarina Martins, “a visão que fica depois deste tempo é que, verdadeiramente, se a esquerda impôs alterações para melhorar a vida das pessoas, a direita foi sempre a muleta do Governo do PS, quando o Governo do PS não quer alterar a legislação laboral” ou “quando não tem coragem para ir contra as rendas de privilégio das elétricas ou quando não quer fazer investimento público”.

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Trabalhadores dos hospitais EPE iniciam greve a trabalho extraordinário

Agência Lusa

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Os trabalhadores dos hospitais considerados Entidade Pública Empresarial (EPE) começam hoje uma greve ao trabalho extraordinário por considerarem que não estão a ser cumpridos os limites legais para o trabalho suplementar.

Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Da Administração Pública (Sintap), que integra a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), a greve abrange todos os assistentes técnicos, assistentes operacionais, técnicos superiores, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde e de farmácia destes hospitais.

A paralisação está marcada até 30 de abril de 2019.

De acordo com o sindicato, passaram quase seis meses desde que foram assinados os Acordos Coletivos de Trabalho para equiparar o regime laboral dos trabalhadores com contrato individual dos hospitais EPE ao dos que têm contrato em funções públicas.

Acordo que, segundo o Sintap, ainda não foi cumprido, sobretudo por falta de pessoal em todos os serviços do setor da saúde.

O sindicato refere considerar “especialmente graves e preocupantes” os casos de trabalhadores que sofreram redução salarial quando passaram a ter horários de 35 horas semanais, mas a quem não foi atualizado o salário como se tivessem sido contratados inicialmente como funcionários públicos.

Além disso, refere o Sintap, há trabalhadores “com centenas de horas de crédito por trabalho prestado, não pago, sem que se vislumbre a hipótese de lhes ser dada qualquer compensação”.

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Nacional

Maioria dos portugueses que emigraram entre 2010 e 2015 regressou a Portugal

Agência Lusa

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Dos 500 mil portugueses que emigraram durante a crise, entre 2010 e 2015, 350 mil terão regressado a Portugal e outros querem regressar, estimou hoje, na Lourinhã, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Olhando para os números das saídas e dos regressos de 2016 e 2017, dos cerca de 500 mil portugueses que saíram entre 2010 e 2015, poderíamos apontar para um regresso ao país de 350 mil”, afirmou à agência Lusa José Luís Carneiro.

Acrescentou que 60% dos portugueses que saíram do país “voltaram em períodos inferiores a um ano”, adiantou, defendendo que “são cada vez mais os portugueses que querem regressar à sua terra de origem”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas falava à margem da cerimónia de assinatura de um acordo para a criação de um Gabinete de Apoio ao Emigrante, entre a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e o Município da Lourinhã, no distrito de Lisboa.

Por comparação aos 80 mil que saíam todos os anos em média, o governante estimou uma quebra nas saídas de 20 mil portugueses, de acordo com estatísticas divulgadas este ano, e de 10 mil em 2017, por comparação a 2016.

Tendo em conta o regresso regular dos emigrantes aos países de origem, o Governo tem vindo a adotar medidas nesse sentido, como a criação dos Gabinetes de Apoio ao Emigrante, o ensino do português à distância, o registo do viajante para dar proteção consular aos cidadãos que estão em mobilidade e a modernização dos serviços consulares preparando-os para sociedade da digitalização.

No orçamento de Estado para 2019, o Governo tem previsto medidas fiscais e está a preparar um “plano mais vasto” para apoiar os emigrantes portugueses que queiram regressar”.

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