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Nacional

Portugal Fashion: Trinta e cinco desfiles de moda no Porto de quinta-feira a sábado

Agência Lusa

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A 43.ª edição do Portugal Fashion regressa esta quinta-feira à Alfândega do Porto e ao longo de três dias estão agendados 35 desfiles no evento de moda que encerra sábado com a coleção “30” de Júlio Torcato.

Entre os 35 desfiles, uns de moda de autor – 18 criadores individuais e duas duplas criativas -, outros com linhas de pronto a vestir – sete marcas de vestuário -, e coleções de calçado e acessórios (oito marcas), o programa da 43.ª edição do Portugal Fashion fecha no sábado com a celebração dos 30 anos de carreira do ‘designer’ Júlio Torcato.

Júlio Torcato convidou 30 pessoas que marcaram um determinado momento da sua carreira a intervir numa peça de vestuário da coleção “30” que vai ser apresentada no edifício da Alfândega do Porto a partir das 23:00 de sábado.

Ana Deus (cantora), Pedro Guedes (modelo), Miguel Viana (cabeleireiro), Antónia Rosa (maquilhadora), Inês Torcato (‘designer’ e filha de Júlio), Miguel Flor (‘designer’ e ex-coordenador do espaço Bloom do Portugal Fashion), Frederico Martins (fotógrafo), Nelson Vieira (produtor de moda), Rúben Rua (modelo) ou Zé Manel (vocalista dos Fingertips) são apenas alguns dos 30 convidados.

“Trinta pessoas que marcaram momentos nestes 30 anos foram convidadas. Trinta peças retiradas daquilo que restou destes 30 anos foram escolhidas. Cada convidado intervém numa peça com liberdade total, transforma-a, reinterpreta-a, sem regras. A coleção é pensada de forma a complementar estas 30 peças surpresa”, conta Júlio Torcato, assumindo que a data é uma partilha com amigos, mas também “marca um momento de reflexão, de procura de novas linguagens, de evolução e de mudança”.

Outra das novidades da 43.ª edição do Portugal Fashion é o regresso da ‘designer’ Maria Gambina, que esteve afastada cinco anos das passarelas para se dedicar ao ensino, bem como as estreias no evento de moda do Porto da dupla Marques’Almeida (que esteve recentemente na semana da moda de Paris), de Sophia Kah (presente na semana da moda de Londres), Rita Sá (‘bloomer’) e ainda de Cristina Ferreira, apresentadora de televisão que vai mostrar a sua marca de calçado e de acessórios CF Cristina.

“É um cartaz que reflete a vitalidade da moda portuguesa e do Portugal Fashion”, conta Mónica Neto, porta-voz do Portugal Fashion, evento que é organizado pela Associação de Jovens Empresários de Portugal (ANJE).

Nesta edição, o Portugal Fashion (PF) volta também a vender presentes solidários da Fundação Infantil Ronald McDonald, e desta vez o ‘designer’ que vestiu os dois bonecos solidários – a Maria e o Pedro – foi Nuno Baltazar.

A venda dos dois bonecos solidários, construídos com retalhos de tecido 100% português, a 35 euros cada um, vai reverter a favor da Fundação Ronald McDonald, entidade que apoia atualmente mais de 2.500 famílias em Portugal.

Quem adquirir o casal de bonecos Maria e o Pedro vai poder assistir na primeira fila a um qualquer desfile à escolha incluído no alinhamento da 43.ª edição do Portugal Fashion, indica a organização.

O Portugal Fashion arranca ao final da manhã de quinta-feira, no edifício da Alfândega do Porto, com os primeiros desfiles a decorrerem no âmbito do espaço Bloom, uma plataforma do evento destinada à divulgação de jovens criadores e escolas de moda.

O dia prossegue em Vila do Conde, onde pelas 19:00 nas instalações da têxtil Cães de Pedra a marca Decenio apresenta a sua coleção primavera/verão 2019, logo seguida da marca Lion of Porches, cujo desfile está agendado para as 20:00.

Para fechar o primeiro dia, o Portugal Fashion regressa à Alfândega do Porto onde são apresentadas as coleções primavera/verão 2019 das ‘designers’ Carla Pontes (21:30), Susana Bettencourt (22:00) e TM Teresa Martins (23:00).

Nomes como a dupla Alves/Gonçalves, Carlos Gil, Diogo Miranda, Fly London, Hugo Costa, Luís Buchinho, Luís Onofre, Nuno Baltasar, Diogo Miranda ou Miguel Vieira, Katty Xiomara, Storytailors, entre outros, também vão passar nos próximos três dias pelo edifício da Alfândega do Porto.

O Portugal Fashion é cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Compete 2020 – Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, com fundos provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Para o período 2017-2018 o valor aprovado de financiamento foi de “aproximadamente de quatro milhões de euros”, adiantou à Lusa Mónica Neto.

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Catarina Martins lamenta que Governo não tenha ido mais longe no salário mínimo

Agência Lusa

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A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, lamentou hoje que o Governo não tenha ido mais longe no salário mínimo nacional, ficando nos 600 euros, o “mínimo a que foi obrigado”.

Num debate em Leiria para apresentar as propostas do Bloco e debater o Orçamento do Estado para 2019, Catarina Martins recordou que quando fizeram o “acordo com o PS em 2015” obrigaram “a que fosse inscrito no acordo que o salário mínimo nacional tinha de chegar aos 600 euros nesta legislatura”.

“Na altura diziam-nos que subir o salário mínimo ia destruir emprego. Há uma coisa que já se percebeu: se tivéssemos ficado no que a Concertação Social permitisse, não tínhamos aumentado até agora. O PS nunca utilizou o crescimento económico para ir mais longe na defesa das pessoas. Tudo o que fez foi sempre os mínimos a que foi obrigado pelos acordos que assinámos em 2015”, sublinhou.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, disse hoje que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, “cumpriu o seu programa” ao elevar o salário mínimo para 600 euros em 2019, justificando que não foi mais longe por falta de consenso entre as confederações patronais e sindicais

Respondendo à pergunta onde se vai buscar dinheiro para aumentar salários, pensões e para os serviços públicos, Catarina Martins explicou que “o que é importante que se perceba é que o crescimento da economia em Portugal deve muito à procura interna”.

“O que mais se fez nestes anos foi dar procura interna, ou seja, se melhorarmos os rendimentos de quem ganha menos, ainda que ligeiramente – as pessoas não foram pôr o dinheiro nas ‘offshores’, foram comprar as coisas de que precisavam – isso faz crescer a economia”, acrescentou, reforçando que o “crescimento da economia assenta na procura interna”.

Sobre o OE2019, declarou que o documento “mantém a recuperação de rendimentos, mas é um Orçamento que mantém também as limitações”.

“Não deixa de ser estranho ver a direita a defender que precisa de mais investimento nos serviços públicos, mas, ao mesmo tempo, estar na Europa com quem quer sanções ao nosso país se os limites do défice não forem cumpridos. É muito estranho ver a direita dizer que os salários não estão a recuperar como devem, mas ao mesmo tempo a impedir a alteração da legislação laboral que verdadeiramente melhore a vida das pessoas”, disse ainda.

Para Catarina Martins, “a visão que fica depois deste tempo é que, verdadeiramente, se a esquerda impôs alterações para melhorar a vida das pessoas, a direita foi sempre a muleta do Governo do PS, quando o Governo do PS não quer alterar a legislação laboral” ou “quando não tem coragem para ir contra as rendas de privilégio das elétricas ou quando não quer fazer investimento público”.

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Trabalhadores dos hospitais EPE iniciam greve a trabalho extraordinário

Agência Lusa

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Os trabalhadores dos hospitais considerados Entidade Pública Empresarial (EPE) começam hoje uma greve ao trabalho extraordinário por considerarem que não estão a ser cumpridos os limites legais para o trabalho suplementar.

Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Da Administração Pública (Sintap), que integra a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), a greve abrange todos os assistentes técnicos, assistentes operacionais, técnicos superiores, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde e de farmácia destes hospitais.

A paralisação está marcada até 30 de abril de 2019.

De acordo com o sindicato, passaram quase seis meses desde que foram assinados os Acordos Coletivos de Trabalho para equiparar o regime laboral dos trabalhadores com contrato individual dos hospitais EPE ao dos que têm contrato em funções públicas.

Acordo que, segundo o Sintap, ainda não foi cumprido, sobretudo por falta de pessoal em todos os serviços do setor da saúde.

O sindicato refere considerar “especialmente graves e preocupantes” os casos de trabalhadores que sofreram redução salarial quando passaram a ter horários de 35 horas semanais, mas a quem não foi atualizado o salário como se tivessem sido contratados inicialmente como funcionários públicos.

Além disso, refere o Sintap, há trabalhadores “com centenas de horas de crédito por trabalho prestado, não pago, sem que se vislumbre a hipótese de lhes ser dada qualquer compensação”.

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Maioria dos portugueses que emigraram entre 2010 e 2015 regressou a Portugal

Agência Lusa

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Dos 500 mil portugueses que emigraram durante a crise, entre 2010 e 2015, 350 mil terão regressado a Portugal e outros querem regressar, estimou hoje, na Lourinhã, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Olhando para os números das saídas e dos regressos de 2016 e 2017, dos cerca de 500 mil portugueses que saíram entre 2010 e 2015, poderíamos apontar para um regresso ao país de 350 mil”, afirmou à agência Lusa José Luís Carneiro.

Acrescentou que 60% dos portugueses que saíram do país “voltaram em períodos inferiores a um ano”, adiantou, defendendo que “são cada vez mais os portugueses que querem regressar à sua terra de origem”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas falava à margem da cerimónia de assinatura de um acordo para a criação de um Gabinete de Apoio ao Emigrante, entre a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas e o Município da Lourinhã, no distrito de Lisboa.

Por comparação aos 80 mil que saíam todos os anos em média, o governante estimou uma quebra nas saídas de 20 mil portugueses, de acordo com estatísticas divulgadas este ano, e de 10 mil em 2017, por comparação a 2016.

Tendo em conta o regresso regular dos emigrantes aos países de origem, o Governo tem vindo a adotar medidas nesse sentido, como a criação dos Gabinetes de Apoio ao Emigrante, o ensino do português à distância, o registo do viajante para dar proteção consular aos cidadãos que estão em mobilidade e a modernização dos serviços consulares preparando-os para sociedade da digitalização.

No orçamento de Estado para 2019, o Governo tem previsto medidas fiscais e está a preparar um “plano mais vasto” para apoiar os emigrantes portugueses que queiram regressar”.

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