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Canadá torna-se no segundo país a legalizar ‘cannabis’ para fins recreativos

Agência Lusa

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O Canadá tornou-se hoje no segundo país a legalizar a ‘cannabis’ para fins recreativos, uma reforma histórica esperada em todo o país por consumidores que enfrentaram já o frio e horas nas filas para comprarem legalmente a droga.

Em Saint-Jean-de-Terre-Neuve, no leste do Canadá, a partir da meia-noite local (03:00 em Lisboa), dezenas de pessoas enfrentaram o frio durante várias horas para compraram os primeiros gramas de ‘cannabis’.

Uma das pessoas, Ian Power, chegou quatro horas antes da abertura simbólica das portas da loja para “entrar na história”.

“O meu sonho era tornar-me na primeira pessoa a comprar o primeiro grama legal de ‘cannabis’, disse aos jornalistas.

Três anos depois da sua eleição, o Governo liberal de Justin Trudeau está a cumprir um de seus compromissos de campanha mais simbólicos: tornar o Canadá no segundo Estado do mundo a permitir o ‘cannabis’ para fins recreativos, depois do Uruguai, em 2013.

O Governo quis permitir que cada província regulamentasse o comércio da ‘cannabis’. De Montreal a Vancouver, passando por Toronto e Winnipeg, cada região decidiu reter a sua própria receita para organizar um mercado que já foi avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros anuais.

A oposição conservadora no Parlamento de Ottawa endureceu os ataques nos últimos dias a esta medida que, também segundo muitos especialistas, foi precipitada e ignorou uma série de perigos à saúde pública e à segurança.

“Faz pelo menos dois anos que trabalhamos com os diferentes governos”, disse Justin Trudeau na terça-feira, reiterando que a legalização deverá restringir o acesso a drogas leves a menores e “tirar dinheiro dos bolsos das organizações criminosas”.

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Morreu William Goldman, argumentista de filmes como “Os Homens do Presidente”

Agência Lusa

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O escritor e argumentista norte-americano William Goldman, que escreveu para vários filmes de grande sucesso como “Os Homens do Presidente” ou “O Homem da Maratona”, morreu na sexta-feira com 87 anos, anunciou a sua família.

Natural de Highland Park, no estado de Illinois, William Goldman começou como romancista e publicou seu primeiro romance aos 26 anos, “O Templo de Ouro”, bem recebido pelos críticos. Contudo, foi como argumentista que alcançou sucesso mundial, escrevendo uma impressionante série de produções de Hollywood.

“Dois Homens e Um Destino” (1969), protagonizado por Paul Newman e Robert Redford, foi o filme com o qual ganhou o primeiro Óscar para Melhor Argumento, seguindo-se “Os Homens do Presidente” (1976), que lhe assegurou uma segunda estatueta. “O Homem da Maratona” (1976), “Uma Ponte Longe Demais” (1977), “A Princesa Prometida” (1987) e “Misery – O Capítulo Final” (1990) foram outros filmes que marcaram a carreira de Goldman.

Numa entrevista à cadeia norte-americana PBS em 2000 explicou que temeu durante toda a sua vida irritar o espetador e que usou sistematicamente uma série de “truques” para o entreter.

“O que eu tenho é o que eu tinha quando comecei: um sentido de diálogo e de história”, afirmou, modestamente, admitindo que não tinha capacidade para a encenação.

Goldman assegurou que não tinha uma receita para escrever o argumento para um filme, mas que “gostaria que houvesse uma”, brincou na entrevista.

William Goldman escolheu residir em Nova Iorque, longe da indústria cinematográfica de Hollywood, que sempre abominou.

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Pelo menos 71 mortos em incêndio na Califórnia – Novo balanço

Agência Lusa

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As autoridades norte-americanas elevaram na sexta-feira para 71 o número de mortos devido a um incêndio no norte do estado da Califórnia que devastou a vila de Paradise, onde arderam quase dez mil habitações.

O xerife do condado de Butte, Korey Honea, informou ainda que as autoridades têm uma lista de mil pessoas desaparecidas.

O anterior balanço dava conta de 63 mortos e de 631 desaparecidos.

O incêndio praticamente devastou Paradise, vila de 27 mil habitantes, e destruiu parcialmente as localidades vizinhas de Magalia e Concow.

As chamas daquele que é o incêndio mais mortífero da história da Califórnia consumiram já 572 quilómetros quadrados.

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China afirma que acusações de espionagem industrial dos EUA “são invenções”

Agência Lusa

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O Governo chinês afirmou hoje que as acusações dos Estados Unidos contra dez agentes dos serviços de informações chineses, por espionagem industrial no setor aeronáutico, “são invenções”.

“As acusações não têm fundamento, são invenções”, garantiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, ao ser questionado em conferência de imprensa.

Segundo um comunicado do Departamento de Justiça norte-americano divulgado na terça-feira, os acusados acederam a dados privados de empresas do setor da aviação, visando usurpar propriedade intelectual, informação confidencial ou sobre motores utilizados em voos comerciais, entre janeiro de 2010 e maio de 2015.

Entre os suspeitos identificados constam Zha Rong e Chai Meng, que trabalham para a filial do Ministério de Segurança do Estado chinês, na província de Jiangsu, leste da China.

Aquele organismo está encarregue da espionagem e contraespionagem da China.

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