Connect with us

Regional

Açores já têm uma centena de profissionais de saúde com formação na área da violência doméstica

GACS

Publicado

|

FOTO: GACS

O Governo dos Açores já formou cerca de uma centena de profissionais de saúde sobre violência doméstica, violência contra grupos vulneráveis e outras formas de violência, por forma a garantir uma resposta mais eficaz às vítimas que não conseguem pedir apoio.



A Secretária Regional da Solidariedade Social, que falava, na Horta, no encerramento da última de quatro formações ministradas nas ilhas Terceira e Faial, frisou que o objetivo é reforçar o papel dos profissionais das unidades de saúde no apoio adequado a vítimas de violência doméstica.

A articulação entre as secretarias regionais da Solidariedade Social e da Saúde, e respetivos serviços dependentes, permite assegurar uma resposta mais eficaz às vítimas de violência que não conseguem pedir ajuda, salientou Andreia Cardoso.

“Estando os profissionais sensibilizados e formados para este efeito, quando as vítimas se dirigem às unidades de saúde, a resposta, de facto, dá outra segurança à vítima e evita um aspeto que é essencial ou minimiza, pelo menos, a revitimização”, afirmou.

A iniciativa desenvolve-se no âmbito do II Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género e é promovida pela Direção Regional da Solidariedade Social em parceria com a Novo Dia – Associação para a Inclusão Social, seguindo um referencial formativo da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.

A Secretária Regional revelou ainda que está projetado para 2019 o alargamento deste ciclo formativo à ilha de São Miguel.

Resultante de uma parceria entre as direções regionais da Solidariedade Social e da Saúde, hospitais e unidades de saúde, redes de Apoio Integrado à Mulher em Situação de Risco e polos locais de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, Andreia Cardoso lembrou que está também em curso a constituição nas unidades de saúde dos Núcleos de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica.

Em 2017, iniciou-se o projeto-piloto no Hospital de Espírito Santo da Ilha Terceira e na Unidade de Saúde da Ilha Terceira, estando em curso o seu alargamento às estruturas de saúde do Faial, nomeadamente o Hospital da Horta e a Unidade de Saúde de Ilha, onde o projeto começa já no corrente mês, salientou a Secretária Regional.

Está prevista a implementação na ilha de São Miguel no próximo ano e o alargamento faseado às restantes ilhas do arquipélago no decurso de 2020.

De acordo com a governante, este projeto pretende não só estruturar todo um trabalho que já vem sendo feito na Região, mas também criar e reforçar circuitos e procedimentos de rastreamento e de encaminhamento de situações de violência doméstica para as estruturas de apoio a vítimas existentes em todas as ilhas.

Com a implementação destes núcleos, Andreia Cardoso defendeu que “não se pretende a criação de novas estruturas”, mas a estruturação de uma equipa multidisciplinar, constituída por profissionais clínicos, um profissional de serviço social e um psicólogo, em cada estrutura de saúde, com instrumentos e circuitos de atuação definidos, que permitam uma maior articulação entre serviços em matéria de violência doméstica.

Recorde-se que o Governo Regional anunciou, em maio, a realização de um estudo sobre a violência doméstica e de género nos Açores.

“O Governo entendeu que era importante replicarmos um estudo que foi feito em 2009, termos informação com a mesma base, os mesmos critérios científicos, que nos permitisse avaliar o que é que decorreu neste período e como é que nos encontramos agora”, frisou Andreia Cardoso.

Assim, e à semelhança do que aconteceu em 2009, este estudo será desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sob coordenação de Manuel Lisboa, estando previsto um período de aproximadamente um ano para a sua realização e contando com uma amostra estatisticamente significativa e comparável com o estudo original, de mulheres e de homens com 18 ou mais anos residentes na Região.

Andreia Cardoso adiantou que o estudo “com certeza trará dados que nos vão permitir estruturar ainda melhor as nossas respostas e que será muito útil para o desenvolvimento do III Plano de Combate à Violência Doméstica, que está em preparação e cujo início se prevê, naturalmente, em 2019”.

Regional

Mau tempo: PSD/Angra alerta para a necessidade de medidas preventivas urgentes

Publicado

|

O PSD de Angra do Heroísmo alertou hoje para o facto de a chuva que se abateu no passado domingo sobre a Terceira, “poucos meses depois das também fortes chuvadas de 24 de novembro e de 24 de fevereiro, ter demonstrado que a excecionalidade das mesmas se está, muito provavelmente, a transformar em normalidade”, adiantam.

Assim, a comissão política presidida por João Ormonde sublinha que, “em pleno rescaldo e durante os trabalhos de limpeza que se seguiram às chuvas, é bem patente um denominador comum a quase todas as situações de transbordo das ribeiras”.

“Quase todas ocorreram junto de pontes. E qualquer leigo dá facilmente conta de que elas proliferam em muitas ribeiras, com características construtivas e de desenho que não correspondem minimamente ao caudal expectável em situações mais extremas. Aliás, algumas delas não passam de meros buracos, que funcionam como autênticos garrotes às torrentes de água, levando inevitavelmente ao seu transbordo”, explica o responsável pela CPI angrense.

“Além disso, continuamos a verificar a presença de detritos vegetais de porte considerável, construções ilegais junto ao leito das ribeiras e falta de limpeza, contribuindo também esses fatores para o extravasamento das águas”, acrescenta.

O PSD/Angra defende que é preciso encarar estes fenómenos “como ocorrências cada vez mais frequentes e normais, educando as populações para um maior cuidado com o depósito de detritos nas ribeiras, e visando a sua limpeza pelas entidades competentes. E, sobretudo, procurando tomar medidas corretivas em relação às construções efetuadas, de forma a permitir a livre passagem das águas”.

“Isso é responsabilidade das entidades governamentais, a quem compete criar e executar um plano de investimento e intervenção preventiva para debelar tais situações. Urgentemente”, alerta João Ormonde.

“Num espaço de sete meses, registaram-se episódios de chuvadas, que em todos os casos resultaram em graves estragos nas pontes, vias públicas, inundações de moradias. Tudo com avultados prejuízos para o erário público e populações em geral”, lembra.

“Já não podemos evocar a excecionalidade destes fenómenos para justificar as consequências nefastas que têm. Mesmo se serão fenómenos algo extremos, há esses outros fatores que lhes estão associados, e que são bem evidentes”.

A comissão política liderada por João Ormonde expressou ainda a sua solidariedade “com todas as famílias atingidas pelo mau tempo de domingo”, esperando “todos os prejuízos e contingências do mesmo sejam reparados em pouco tempo”.

O dirigente do PSD lembrou ainda que, “do referido plano de investimento devem também constar os prometidos radares meteorológicos, que nestas situações, permitiriam alguma antecipação de fenómenos geograficamente localizados, agilizando e adequando os meios de socorro de forma bem mais eficaz”.

“Tratam-se de medidas de prevenção das populações, como bem referiu o professor catedrático Jorge Miranda, na sua intervenção no âmbito do Congresso Internacional de Proteção Civil, recentemente ocorrido na Terceira”, disse.

“Os técnicos descomprometidos sabem bem o que deve ser feito. Que o poder público os oiça”, concluiu João Ormonde.

Fonte: PSD/Açores – Gabinete de Imprensa

Continuar a Ler

Regional

GNR Açores – Atividade operacional semanal

Publicado

|

O Comando Territorial dos Açores levou a efeito um conjunto de operações, na semana de 11 a 16 de junho, que visaram a prevenção, fiscalização e investigação de infrações tributárias e aduaneiras, a vigilância da costa e do mar territorial, a fiscalização das pescas e a proteção da natureza e do ambiente, entre outras. Neste período, foram registados os seguintes dados operacionais:

1. Apreensões:

· 478 iogurtes com prazo de validade expirado;

· 235 quilos de pescado.

2. Fiscalização geral: 64 autos de contraordenação, destacando-se:

· 16 no âmbito da legislação da proteção da natureza e ambiente;

· 13 no âmbito do regime de bens em circulação.

3. Trânsito: 24 autos de contraordenação, destacando-se seis no âmbito da legislação sobre aluguer de veículos sem condutor.

Continuar a Ler

Regional

Açores acolhem 25 jovens de vários países ao abrigo do programa Eurodisseia

Publicado

|

A Diretora Regional do Emprego e Qualificação Profissional recebeu ontem, em Ponta Delgada, um grupo de 25 jovens estagiários do programa Eurodisseia, tendo salientado a importância desta iniciativa, que visa proporcionar aos jovens “mais experiência profissional em contexto real de trabalho” e, simultaneamente, dar-lhes a oportunidade de “aprenderem uma língua estrangeira e melhorarem o seu conhecimento dela, neste caso, a língua portuguesa”.

Paula Andrade salientou as mais-valias que resultam do contacto com outras realidades profissionais e socioculturais, adiantando que, desde 2011, mais de 400 jovens de outros países da Europa, “escolheram os Açores para o seu estágio”.

Na receção aos 25 novos estagiários, a Diretora Regional afirmou também que o programa Eurodisseia já permitiu “a realização de um estágio em diversas regiões europeias a cerca de 260 jovens Açorianos”.

Nos próximos meses, o Governo dos Açores, através da Vice-Presidência, vai proporcionar a estes 25 jovens uma bolsa de estágio mensal, integralmente financiada pela Região, um curso de Língua e Cultura Portuguesa, bem como a realização de um estágio prático numa entidade regional.

Os jovens são oriundos das regiões espanholas de Múrcia, Comunidade Valenciana e Catalunha, bem como de Bruxelas e Valónia, na Bélgica, e de Ístria, na Croácia.

Estes jovens, com média de idades de 26 anos, vão desenvolver o seu estágio nas ilhas do Faial, Terceira e São Miguel, em empresas, associações ou em entidades públicas, como a Universidade dos Açores.

O Eurodisseia é um programa de intercâmbios bilaterais da Assembleia das Regiões da Europa (ARE), a que os Açores aderiram há mais de 30 anos e que oferece estágios, de três a sete meses, no estrangeiro a jovens que estejam à procura de emprego e que tenham entre 18 e 30 anos.

Fonte: GaCS/DREQP

Continuar a Ler

+ Populares