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Regional

Governo dos Açores vai construir nova Escola Básica Integrada em Rabo de Peixe

GACS

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Foto: GACS

O Governo dos Açores vai lançar um concurso público para a construção da nova Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, num investimento de aproximadamente de 12 milhões de euros, adiantou hoje Berto Messias, em Santa Cruz das Flores.



O Secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares apresentava o comunicado do Conselho de Governo no final da visita estatutária do Executivo a esta ilha.

O governante frisou que, com esta empreitada, o Governo Regional prossegue “o caminho de investimento público na educação, um setor estratégico para o futuro da Região”.

Na área da agricultura, Berto Messias revelou que o Executivo irá “transferir cerca de 2,6 milhões de euros para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP)”, com o objetivo de “antecipar o suplemento da ajuda atribuída aos produtores de leite pelas entregas efetuadas em 2018, vulgarmente denominadas de ‘escudo e vinte cinco’, ação Prémio aos Produtores de Leite, medida Premio às Produções Animais, do subprograma POSEI-Açores 2018”.

O governante realçou que o “adiantamento desta ajuda permitirá aos cerca de 2.400 produtores de leite da Região, reforçar a capitalização das explorações agrícolas e agropecuárias num momento de particulares desafios para o setor”.

O Governo dos Açores decidiu, no âmbito do processo de concessão da exploração da Água das Lombadas, na ilha de São Miguel, declarar a “utilidade pública, com caráter de urgência, da expropriação de prédio rústico no Mato das Lombadas, na Ribeira Grande”, uma medida “necessária à realização dos trabalhos de exploração” daquela água mineral natural e água mineral gasocarbónica.

Relativamente à Calheta de Pero de Teive, o Governo dos Açores autorizou as operações urbanísticas que a sociedade ASTA Atlântida se propõe realizar, tendo em vista a “construção de um hotel de quatro estrelas, com uma capacidade prevista de 218 camas”.

Berto Messias salientou que este projeto “contempla a criação de uma praça de grandes dimensões para usufruto da população, composta por áreas verdes e zonas de permanência, para além do edifício do novo hotel, sendo uma infraestrutura de interesse regional, atendendo à sua implantação na cidade e proximidade ao terminal marítimo de passageiros, local de entrada de turistas na ilha”.

Na área da cultura, o Governo dos Açores decidiu lançar o concurso público para a empreitada do Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado pelo valor base de cerca de 3,1 milhões de euros.

“Este investimento visa adaptar a zona de reservas do Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado para fins de acesso público e criação de uma área expositiva de curta duração, no âmbito da salvaguarda do património cultural, no sentido de criar novos públicos”, afirmou Berto Messias, acrescentando que “esta estratégia visa valorizar o património cultural dos Açores e qualificar a oferta turística”.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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