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Regional

Presidente do Governo dos Açores renova equipa de diretores regionais

Agência Lusa

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O presidente do Governo dos Açores decidiu proceder a uma renovação na equipa de diretores regionais nas áreas da Solidariedade Social, da Educação, da Cultura, da Saúde, do Turismo e do Desenvolvimento Rural, foi hoje anunciado.



Numa nota, o executivo açoriano liderado pelo socialista Vasco Cordeiro acrescenta que “além das alterações nestas direções regionais, este processo de renovação inclui ainda a nomeação de novos presidentes dos Conselhos de Administração da Portos dos Açores, do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa e do Instituto da Segurança Social dos Açores”.

Assim, para a direção regional da Solidariedade Social será nomeado Paulo Vitorino Fontes, coordenador da Novo Dia – Associação para a Inclusão Social, responsável pelo Centro de Acolhimento Temporário e de Emergência para Homens, pela Unidade Móvel de Apoio às Pessoas Sem-Abrigo, do Centro de Acolhimento Temporário para Mulheres e Centro Ocupacional.

O novo diretor regional da Educação será Rodrigo Augusto Morais dos Reis, que desempenhou funções de presidente da Comissão de Acompanhamento do Regime de Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente nos Açores e foi ainda presidente do Conselho Executivo da Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, em São Miguel.

Para diretora regional da Cultura foi escolhida Susana Goulart Costa, professora de História e Património Cultural na Universidade dos Açores, autora de diversas obras e ainda deputada à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

À frente da direção regional da Saúde ficará Tiago Alexandre dos Santos Lopes, antigo presidente do Conselho Diretivo da Secção da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros.

A nova diretora regional do Turismo será Cíntia de Lacerda Ferreira dos Santos Martins, que exercia funções no Conselho de Administração da Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitações e Infraestruturas, S.A.

Já para novo titular da direção regional do Desenvolvimento Rural foi escolhido Valter Miguel de Sousa Braga, que já desempenhou funções de técnico superior nas direções regionais dos Assuntos Comunitários da Agricultura e da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

O Governo açoriano acrescenta que as alterações incluem ainda o cargo de presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores, que será assumido por Miguel António Moniz da Costa, que desempenhou, entre outras, funções de diretor regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres e de deputado regional e presidente da Comissão Parlamentar de Economia.

Para presidente do conselho de administração do Hospital de Santo Espírito da Terceira será nomeada Luísa Melo Alves, substituindo a atual responsável, “que deixa o cargo a seu pedido”.

Luísa Alves era presidente do Conselho de Administração da Saudaçor – Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, segundo o executivo dos Açores.

“Ao abrigo da legislação em vigor, a escolha dos novos presidentes dos conselhos de administração da Portos dos Açores e da Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira será comunicada à Assembleia Legislativa para efeitos de audição parlamentar”, refere a nota.

Quanto ao conselho de administração da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa, será presidido por Cláudia Raquel Lourenço Vieira da Silva, que desempenha funções de técnica superior, na área da Economia, no município de Santa Cruz da Graciosa.

Para presidente do conselho diretivo do Instituto da Segurança Social dos Açores foi escolhida Paula Cristina Pereira de Azevedo Pamplona Ramos, que já foi diretora regional da Solidariedade e Segurança Social e que assumia funções como vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com competências delegadas nas áreas da solidariedade social, habitação, urbanismo e recursos naturais.

O chefe do executivo açoriano manifesta “o seu público reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelas personalidades que agora cessam funções”, sublinha ainda a nota enviada às redações.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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