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Regional

Produção da sala de pequena cirurgia do Hospital de Ponta Delgada aumentou 30%, revela Rui Luís

GACS

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Fotos: GaCS/SRSS

O Secretário Regional da Saúde reafirmou hoje que o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, tem todas as condições de eficiência para concentrar a realização de pequenas cirurgias.

 

 

“A centralização das pequenas cirurgias no Hospital do Divino Espírito Santo é uma medida que já foi tomada há vários anos, decorre desde 2012, e aquilo que temos vindo a verificar é que tem havido uma produção cada vez maior ao nível das pequenas cirurgias”, frisou Rui Luís, que falava no final de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa.

Nesse sentido, o titular da pasta da Saúde, que foi ouvido no âmbito de uma iniciativa do PSD que propõe a abertura das salas de pequena cirurgia nos centros de saúde de Ponta Delgada e da Ribeira Grande, avançou que os dados da produção em pequena cirurgia no Hospital do Divino Espírito Santo aumentaram 15% em 2017 e, no decorrer deste ano, 30%.

Rui Luís, questionado sobre o aumento do tempo de espera em pequena cirurgia, salientou que “a lista tem vindo a aumentar, mas aumenta porque há uma maior acessibilidade, ou seja, estão a ser feitas mais consultas de especialidade que denotam a necessidade de se fazerem pequenas cirurgias”.

O Secretário Regional afirmou que as salas dos centros de saúde da Ribeira Grande e de Ponta Delgada não têm o número de médicos, nem de enfermeiros suficiente com formação específica.

“Teria que haver um investimento significativo para tornar estas salas aptas, com os níveis de higiene e segurança necessários para haver essas pequenas cirurgias. É uma questão que foi ultrapassada em 2014, com a abertura de uma sala para pequenas cirurgias no Hospital do Divino Espírito Santo”, acrescentou.

Rui Luís defendeu a necessidade de se continuar a apostar na eficiência ao nível da produção, qualidade e reforço de recursos humanos no Serviço Regional de Saúde, adiantando, por exemplo, que, no ano passado, no Hospital de Ponta Delgada, foram contratados 28 enfermeiros e este ano foram contratados mais 26.

No sentido da maximização da sala de pequena cirurgia, o governante afirmou que “a gestão interna dos recursos humanos é uma responsabilidade do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada, juntamente com as Direções de Serviço”, sendo que os indicadores denotam um aumento da eficiência.

“Temos que centrar o nosso esforço na diminuição do tempo que as pessoas estão em lista de espera, e é isso que tem vindo a acontecer“, frisou Rui Luís.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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