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Al-Qaida chega aos 30 anos a preparar regresso

Agência Lusa

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A rede terrorista Al-Qaida cumpre a 11 de agosto 30 anos, segundo alguns especialistas, preparando-se para reemergir como organização global depois de ter sido aparentemente suplantada pelo surgimento e ascensão do grupo extremista Estado Islâmico.

A data não é consensual entre peritos, mas a Al-Qaida terá nascido a 11 de agosto de 1988, numa reunião dirigida por Usama bin Laden em Peshawar, no Paquistão, segundo documentos apreendidos na Bósnia em 2002.

Na reunião, Bin Laden discute o estabelecimento de um grupo militarizado, cujo nome seria “Al-Qaida Al-Askariya” (“A base militar”).

Entre os presentes estavam o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, “número dois” da rede que subiu a líder depois da morte de Bin Laden, e um norte-americano, Mohamed Loay Bayazid, descrito como a pessoa que tomou notas durante a reunião, mas que negou sempre ter estado presente.

Os documentos, apreendidos nas buscas a uma organização de Sarajevo suspeita de financiar a Al-Qaida, nunca foram divulgados, mas o conteúdo foi descrito à imprensa durante o julgamento, em 2003 na Bósnia, do presidente daquela organização.

Segundo o FBI, foi só cinco anos depois, em 1993, que um informador referiu pela primeira vez a existência da Al-Qaida enquanto milícia multinacional de inspiração sunita, defensora de uma interpretação literal da lei islâmica.

Ali Mohamed, um agente duplo, disse ter falado com Bin Laden e que este estava a “construir um exército”, treinando militantes radicais no Sudão e no Afeganistão, para derrubar o governo saudita.

A maioria dos especialistas situa a criação da Al-Qaida entre 1988 e finais de 1989, durante a luta dos mujahidines afegãos contra a ocupação soviética do Afeganistão.

Para a opinião pública em geral, a Al-Qaida tornou-se conhecida depois dos atentados de 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos (2.996 mortos), apesar de já antes ter sido apontada como responsável pelos ataques de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quénia e na Tanzânia (220 mortos).

O 11 de setembro desencadeou uma ofensiva ocidental contra o Afeganistão, refúgio e campo de treino da Al-Qaida, obrigando os seus dirigentes a fugir.

Muitos ficaram pelo Paquistão, onde Bin Laden foi morto em 2011 e onde se pensa que al-Zawahiri permanece, apoiado pelos talibãs, afegãos e paquistaneses, ou o grupo Lashkar-e-Taiba, que colaborou nos atentados de 2008 em Bombaim (174 mortos).

No mesmo país estará também um dos filhos de Bin Laden, Hamza, que será o “número dois” de al-Zawahiri e prometeu publicamente vingar a morte do pai.

Em 2003, ano da invasão do Iraque, surgiu o primeiro “ramo” da rede terrorista, a Al-Qaida no Iraque (AQI), responsável por ataques contra as tropas estrangeiras e iraquianas e civis xiitas.

Em 23 de janeiro de 2012, já presente na guerra na vizinha Síria, o grupo anunciou a criação do ramo sírio da al-Qaida, a Frente al-Nosra, mais tarde rebatizada Fatah al-Sham.

Outro “ramo”, a Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI), nasceu em 2007, quando a organização armada argelina Grupo Salafista para a Prédica e o Combate (GSPC), sucessora do Grupo Islâmico Armado (GIA), jurou fidelidade a Bin Laden.

Empurrada para sul pelo exército argelino, a AQMI estabeleceu-se no Sahel e, em 2012, participou na ocupação do norte do Mali para criar um Estado islâmico.

Em 2009 surgiu a Al-Qaida na Península Arábica (AQPA), uma fusão entre dois grupos radicais da Arábia Saudita e do Iémen, considerada a mais perigosa “filial” da Al-Qaida.

A AQPA, atualmente um dos atores no conflito armado no Iémen, reivindicou o ataque à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, a 7 de janeiro de 2015 (12 mortos).

Além destes, numerosos grupos combatem pelos ideais da Al-Qaida, como as milícias al-Shabab da Somália, o Boko Haram da Nigéria, a Jemaah Islamiah da Indonésia – considerada responsável pelos atentados de Bali em 2002 (202 mortos) – ou o Abu Sayyaf, do sul das Filipinas.

Na Europa, a presença da rede terrorista tem-se baseado sobretudo em atos de indivíduos radicalizados, mas sem ligações diretas à Al-Qaida, responsáveis por ataques como os atentados de 2004 em Madrid (191 mortos), os de 2005 em Londres (52 mortos), os assassínios de Toulouse de 2012 ou o ataque em plena rua a um militar em Londres (2013).

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Justiça norte-americana investiga Igreja Católica por abusos sexuais de menores

Agência Lusa

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O Departamento de Justiça norte-americano abriu uma investigação por alegados abusos sexuais na Igreja Católica da Pensilvânia, dois meses depois de um relatório ter exposto crimes cometidos, há décadas, em dioceses daquele estado.

O relatório, publicado em agosto depois de uma investigação de 18 meses, dá conta de abusos sexuais perpetrados por cerca de 300 sacerdotes a mais de mil crianças, ao longo de várias décadas.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), procuradores de vários estados mobilizaram-se e convocaram as dioceses daquele estado para investigarem os arquivos e chegarem às testemunhas, apesar de todos os abusos citados no relatório já terem prescrito.

Das 11 dioceses intimadas pelo Departamento de Justiça norte-americana, cinco disseram estar dispostas a cooperar com os investigadores, segundo a imprensa local.

“Esta é a primeira vez que ouvimos falar de uma investigação sobre as dioceses católicas e isso é uma grande notícia para as vítimas”, disse Mike McDonnell, de 50 anos, que sofreu abusos sexuais por padres da região na sua paróquia na Pensilvânia, quando tinha entre 11 e 13 anos de idade.

A diocese de Greensburg, no oeste da Pensilvânia, considerou a intimação “não surpreendente”, dado o “horrível” relatório publicado sobre os abusos sexuais.

Se os casos forem confirmados, a justiça norte-americana pode não limitar as suas investigações à Pensilvânia e expandir a outros estados, segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP).

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Fortes chuvas põem em alerta 18 províncias espanholas

Agência Lusa

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A confluência de duas tempestades sobre a Península Ibérica, uma do Mediterrâneo e outra do Atlântico, colocou hoje em alerta 18 províncias por causa de chuvas fortes e persistentes, segundo a Agência de Meteorologia espanhola (Aemet).

A Comunidade Valenciana tem alerta vermelho (risco extremo) em Castellón para chuvas, cujo valor acumulado pode chegar aos 180 litros por metro quadrado em 12 horas e alerta laranja (risco significativo) para uma intempérie que afetará a costa do norte e sul da província.

Na província de Valência foi decretado o alerta laranja para chuva persistente que deverá fazer cair 40 litros de água em uma hora ou 150 litros por metro quadrado em 12 horas, enquanto em Alicante foi ativado o alerta amarelo para a precipitação de 20 litros em uma hora e tempestade nas áreas do litoral.

Toda a Andaluzia está em alerta, com exceção de Jaén, devido às fortes chuvas que na província de Granada e Málaga, em alerta laranja, farão cair 30 a 40 litros por metro quadrado em uma hora na costa de Granada e nas localidades de Axarquía, Sol e Guadalhorce.

As Ilhas Baleares mantêm o alerta laranja ativado em Ibiza, Formentera e Maiorca devido a chuvas de até 100 litros por metro quadrado em 12 horas. Na ilha de Menorca há alerta amarelo devido à chuva e à intempérie.

Na Catalunha, também estão previstas fortes chuvas e, por isso, a Aemet elevou o aviso para laranja (o segundo mais grave) em Gerona e Tarragona por chuvas de até 100 litros em 12 horas nas áreas dos Pirenéus, na Depressão Central e no litoral. Barcelona permanece em alerta amarelo por causa das chuvas e tempestades.

Na província de Teruel (Aragão) há alerta laranja para chuvas em Gúdar e Maestrazgo de 100 litros em 12 horas, enquanto em Badajoz (Extremadura) e em Cuenca e Guadalajara (Castilla-La Mancha) está ativo o alerta amarelo por causa da precipitação, que irá oscilar entre 15 e 20 litros por metro quadrado em uma hora.

A Aemet avisa que, com o alerta vermelho, o risco é extremo para fenómenos meteorológicos incomuns de excecional intensidade e com um alto nível de risco para a população e que, com o alerta laranja, há um risco significativo em fenómenos meteorológicos incomuns e com certos perigos para atividades usuais.

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Canadá torna-se no segundo país a legalizar ‘cannabis’ para fins recreativos

Agência Lusa

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O Canadá tornou-se hoje no segundo país a legalizar a ‘cannabis’ para fins recreativos, uma reforma histórica esperada em todo o país por consumidores que enfrentaram já o frio e horas nas filas para comprarem legalmente a droga.

Em Saint-Jean-de-Terre-Neuve, no leste do Canadá, a partir da meia-noite local (03:00 em Lisboa), dezenas de pessoas enfrentaram o frio durante várias horas para compraram os primeiros gramas de ‘cannabis’.

Uma das pessoas, Ian Power, chegou quatro horas antes da abertura simbólica das portas da loja para “entrar na história”.

“O meu sonho era tornar-me na primeira pessoa a comprar o primeiro grama legal de ‘cannabis’, disse aos jornalistas.

Três anos depois da sua eleição, o Governo liberal de Justin Trudeau está a cumprir um de seus compromissos de campanha mais simbólicos: tornar o Canadá no segundo Estado do mundo a permitir o ‘cannabis’ para fins recreativos, depois do Uruguai, em 2013.

O Governo quis permitir que cada província regulamentasse o comércio da ‘cannabis’. De Montreal a Vancouver, passando por Toronto e Winnipeg, cada região decidiu reter a sua própria receita para organizar um mercado que já foi avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros anuais.

A oposição conservadora no Parlamento de Ottawa endureceu os ataques nos últimos dias a esta medida que, também segundo muitos especialistas, foi precipitada e ignorou uma série de perigos à saúde pública e à segurança.

“Faz pelo menos dois anos que trabalhamos com os diferentes governos”, disse Justin Trudeau na terça-feira, reiterando que a legalização deverá restringir o acesso a drogas leves a menores e “tirar dinheiro dos bolsos das organizações criminosas”.

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