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Nacional

Empresas constituídas em Portugal aumentam em 11,3% até julho

Agência Lusa

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As novas empresas constituídas em Portugal aumentaram 11,3% nos primeiros sete meses do ano, para 27.809, face ao período homólogo, com destaque para a hotelaria e restauração, segundo um estudo da Crédito y Caución hoje divulgado.

“Em julho foram constituídas 3.171 novas empresas, mais 112 em termos homólogos, o que representou um crescimento de 3,7% e no acumulado observa-se um aumento de 11,3%, para 27.809, face a igual período do ano passado”, refere o Iberyform Crédito y Caución, esclarecendo que os setores com maior peso nas novas constituições foram os outros serviços (47,7% do total), hotelaria/restauração (11,9%) e construção e obras públicas (9,5%).

Já as ações de insolvência registaram um aumento de 6,9% até julho, para 4.042, face a igual período do ano anterior, enquanto no mês de julho se observou um aumento de 28% do total das insolvências, para 499 empresas insolventes, mais 109 do que em idêntico período do ano passado.

O estudo refere também que até julho o número mais significativo de constituições de empresa em Portugal verificou-se no distrito de Lisboa, com 9.647 novas empresas (+18,2%).

O Porto ocupou o segundo lugar, com 4.981 novas constituições (+14,6%), seguido pelo distrito de Setúbal com 2.059 novas empresas (+20,8%), de Braga com 2.014 empresas (+7,5%), Faro com 1.596 empresas (+11,7%), Aveiro com 1.236 empresas (+1,5%), Leiria com 1.026 empresas (+6,2%), Coimbra com 740 empresas (+6,6%) e da Madeira com 653 empresas (+6%).

Já as descidas “mais significativas” registam-se nos distritos da Horta (-28,2%), Portalegre (-24,8%), Bragança (-17,2%), Beja (-14,6%), Santarém (-6,3%) e Castelo Branco (-1,1%).

O estudo destaca ainda que, até julho, as declarações de insolvência requeridas diminuíram 6,1% face ao ano anterior, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas registaram uma diminuição de 4,4% e os encerramentos com plano de insolvência uma diminuição de 34,2% em relação ao ano passado.

Nos primeiros sete meses deste ano, prossegue o trabalho, apenas as declarações de insolvência (encerramento de processos) registaram um crescimento de 19,4%, na comparação com igual período do ano passado.

Por distritos, Lisboa e Porto são aqueles que apresentam um acumulado de insolvências mais elevado, de 1.113 e 901, respetivamente.

Em relação a 2017, estes valores traduzem aumentos de 1,8% para Lisboa e 21,4% para o Porto, sendo que estes dois distritos representam 49,8% do total nacional.

Segundo o estudo, os aumentos “mais notórios” até julho verificaram-se nos distritos de Beja (130,8%), Angra do Heroísmo (116,7%), Guarda (67,7%), Castelo Branco (51,2%), Vila Real (40,5%) e Faro (40,4%).

Já as diminuições face ao mesmo período de 2017 verificaram-se em seis distritos: Madeira (-18%), Évora (-16%), Setúbal (-13,9%), Leiria (-11,5%), Viseu (-11,6%) e, por último, Viana do Castelo (-4,5%).

Por setores, até final de julho, só três apresentam um decréscimo de insolvências: telecomunicações (-33,3%), transportes (-7,2%) e hotelaria e restauração (-0,9%).

Os setores com aumentos mais significativos são a indústria extrativa (+140%), eletricidade, gás, água (+38,5%), agricultura, caça e pesca (+19,6%), comércio a retalho e por grosso (+9,3% e +12,9%, respetivamente) e o comércio de veículos (+9,2%).

Nacional

Hotelaria aumenta 9% em junho o preço médio por quarto

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A hotelaria portuguesa registou em junho um aumento de 9% do preço médio por quarto ocupado, para 101 euros, mas um recuo de 0,7 pontos percentuais da taxa de ocupação quarto, para 81%, divulgou hoje a associação setorial.

Segundo o indicador mensal ‘Tourism Monitors’ da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em junho, Lisboa foi o destino que registou uma melhor performance no preço médio por quarto ocupado (ARR), que se fixou nos 124 euros, seguido do Algarve e Estoril/Sintra (108 euros).

No mês em análise, o preço médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 9%, para os 82 euros, destacando-se, em termos relativos, o crescimento de 24% da Costa Azul, seguida do Alentejo e das Beiras, com 18%.

Por destinos turísticos, Lisboa (91%), Madeira (89%) e Grande Porto (85%) registaram as taxas de ocupação quarto mais elevadas, tendo as categorias quatro e três estrelas voltado a registar, pelo segundo mês consecutivo, uma quebra de 1,1 e de 2,6 pontos percentuais.

No entanto, a categoria três estrelas foi a que registou um maior crescimento no ARR e RevPAR, de 17% e 13%, respetivamente.

“Tivemos um junho atípico, bastante chuvoso e frio, o que pode justificar a quebra da taxa de ocupação na maioria dos destinos. Dos 14 destinos analisados pelo ‘Hotel Monitor’, apenas as Beiras, Costa Azul, Alentejo e Lisboa apresentaram variações positivas no mês de junho”, refere a presidente executiva da AHP, citada num comunicado.

Apesar deste decréscimo, Cristina Siza Vieira destaca que o setor fechou o mês “muito bons indicadores”, tendo-se mantido “a rota ascendente no ARR e no RevPAR.

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Nacional

Trabalhadores de hipers e supermercados em greve a 12 de setembro

Agência Lusa

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FOTO: PIXABAY

Os trabalhadores dos hipermercados, supermercados e outros estabelecimentos da grande distribuição vão fazer greve em 12 de setembro, segundo informação da CGTP, com base nas informações do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Na informação publicada hoje, os trabalhadores vão paralisar durante todo o dia de 12 de setembro para reivindicar a “revisão do contrato coletivo de trabalho sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar”.

Na lista de reivindicações está ainda o “aumento dos salários de todos os trabalhadores e o fim da tabela B e a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja/supermercado”.

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Nacional

Menos turistas estrangeiros reduzem dormidas nos hotéis em 2,9% em junho

Agência Lusa

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As dormidas na hotelaria diminuíram 2,9% em junho em termos homólogos, devido sobretudo aos turistas estrangeiros que pernoitaram menos 5,1% nos hotéis portugueses nesse mês, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em junho, os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2,1 milhões de hóspedes (um valor semelhante ao do mesmo mês de 2017) e 5,8 milhões de dormidas, o que representa uma diminuição de 2,9% em termos homólogos.

Segundo o INE, esta quebra foi condicionada pela diminuição de 5,1% dos não residentes (4,2 milhões de dormidas) que pernoitaram na hotelaria portuguesa, enquanto as dormidas dos turistas nacionais aumentaram 3,4% (1,6 milhões).

Em termos semestrais, os hóspedes aumentaram 2,6% e as dormidas 0,5% (com os residentes a crescerem 3,9% e os não residentes a caírem 0,7%).

A estada média, que foi de 2,8 noites, reduziu-se 2,9%, sendo que a quebra também foi superior no caso dos turistas não residentes (3,1%) do que nos residentes (0,2%).

Também a taxa líquida de ocupação-cama (que foi de 59,8%) recuou 2,2 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017.

As dormidas em hotéis (68,8% do total) diminuíram 0,9%, e as restantes tipologias também apresentam quedas homólogas, com destaque para os aldeamentos turísticos (7,6%) e para os apartamentos turísticos (4,8%).

Segundo o INE, o mercado britânico (24,4% do total das dormidas de não residentes) recuou 9,8%, o mercado alemão (12,9% do total) reduziu-se de 10,5% e o francês (9,9% do total) desceu 2,6% em junho.

“O mercado espanhol (7,5% do total) aumentou 1,5% e foi, entre os cinco principais mercados emissores, o único que apresentou crescimento em junho”, sublinha o INE.

As dormidas apresentaram evoluções díspares entre regiões, sendo que, em junho, o Norte e o Alentejo “foram as únicas regiões que registaram acréscimos nas dormidas (3,1% e 2,4%, respetivamente)”.

Os maiores decréscimos nas dormidas verificaram-se no Centro (7,9%) e nos Açores

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