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Assinantes digitais do New York Times vão superar 4 milhões em breve – presidente

Agência Lusa

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Foto: Carlos Eduardo

O jornal The New York Times vai superar em breve o limiar dos quatro milhões de assinantes, afirmou hoje o seu presidente executivo, mas os investidores estão preocupados com a diminuição da velocidade do seu crescimento.

No segundo trimestre, o grupo acrescentou 109 mil assinantes líquidos às suas edições exclusivamente digitais.

No final de junho, o diário de referência nova-iorquino contava 2,89 milhões de assinantes digitais e 3,8 milhões no total, incluindo os que só recebem a edição impressa.

Desde o fim de 2016, depois da campanha eleitoral presidencial, um período próspero para a publicação, o New York Times ganhou cerca de um milhão de assinantes.

“Vamos passar em breve o limiar de três milhões de assinantes digitais e quatro milhões no total”, indicou Mark Thompson, durante uma conferência telefónica para apresentação de resultados.

Mas os investidores retiveram sobretudo a diminuição do ritmo de crescimento dos assinantes digitais, depois de uma subida de 139 mil no primeiro trimestre e 157 mil nos três últimos meses de 2017.

Esta diminuição penalizou o título, que estava a perder 5,86% às 19.20 de Lisboa, quando a praça nova-iorquina recuava 0,13%.

Thompson reconheceu que o ganho era “inferior ao que se viu nos últimos trimestres, mas sensivelmente superior à média dos segundos trimestres”.

Indicou ainda que esta diminuição era devido, em parte, à redução do investimento em marketing na rede social Facebook, devido ao contencioso, que está em vias de resolução, com esta empresa.

As receitas das assinaturas representaram no segundo trimestre 62,8% do volume de negócios, acima da metade (50,5%) que registavam há cinco anos.

“Continuamos a pensar que existe uma via significativa para fazer crescer sensivelmente esta base”, declarou Thompson.

Esta progressão compensou, em parte, a descida das receitas publicitárias.

O volume de negócios relativo às assinaturas subiu 4,2% em relação às de um ano, ao passo que as receitas de publicidade desceram 9,9%.

Esta descida das receitas de publicidade atinge mesmo os 42% quando se compara com os valores de 2013.

Mesmo as receitas da publicidade em linha, habitual motor de crescimento, recuaram 7,5% em relação ao mesmo período de 2017.

No total, o volume de negócios subiu 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, para os 414 milhões de dólares (356 milhões de euros).

O resultado líquido foi de 23 milhões de dólares, uma subida de 51%, variação atribuída a um efeito de base, uma vez que em 2017 tinha havido uma série de custos provocados por um plano de saída de trabalhadores.

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ONU avisa que 6,3 milhões de afegãos precisam de ajuda humanitária

Agência Lusa

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A agência da Organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) avisou na sexta-feira que pelo menos 6,3 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e proteção no Afeganistão.

Em documento onde faz o levantamento das necessidades para 2019, a OCHA realçou que este número é praticamente o dobro do ano passado, o que resulta do conflito, das deslocações forçadas e da perda de meios de subsistência.

Daquele total, a OCHA especificou que 3,7 milhões estão em necessidade “severa”.

Para justificar a acentuada deterioração, argumentou que “uma caótica e imprevisível situação de segurança, combinada com uma severa seca, quase duplicou o número de pessoas necessitadas em relação ao mesmo período do ano anterior, deslocando mais de 550 mil novos civis e empurrando 3,3 milhões para níveis de emergência em insegurança alimentar”.

O Afeganistão sofreu este ano uma forte seca resultante de uma redução das precipitações em 70%, o que resultou em 1,4 milhões de afetados e 223.100 deslocados num país onde já por si metade da população vive abaixo do limiar da pobreza.

A isto junta-se a crueza do conflito que abala o país desde há 17 anos, com dezenas de atentados ocorridos em vários pontos do país só este ano.

As autoridades deixaram de revelar as baixas sofridas nas suas fileiras, mas segundo o inspetor-geral para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR, na sigla em inglês), do Congresso dos Estados Unidos da América, entre maio e outubro registou-se um recorde de baixas em comparação com anos anteriores.

A pressão dos insurgentes no campo de batalha provocou a redução da área controlada pelo governo de Cabul, que desceu para 55% em 2018, o número mais baixo desde que o SIGAR o começou a contabilizar em 2015.

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Grupo que luta pela independência da Catalunha corta autoestrada em Tarragona

Agência Lusa

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Os autodenominados Comités de Defesa da República (CDR), grupos de cidadãos que defendem a independência da Catalunha, cortaram hoje de manhã a autoestrada AP-7 na zona de Ampolla, em Tarragona.

De acordo com o Serviço de Trânsito Catalão, a estrada está cortada nos dois sentidos e os desvios estão a ser feitos pela estrada nacional N-340.

Os CDR de Cambrils (Tarragona) já publicaram fotos no Twitter da ação de protesto com a seguinte mensagem: “As pessoas governam, o Governo obedece”.

Os CDR surgiram em 2017 com o objetivo inicial de facilitar o referendo de independência da Catalunha, que se realizou em outubro de 2017 e que foi considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol.

O processo de independência foi, assim, interrompido em 27 de outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma.

As eleições regionais, que se realizaram em 21 de dezembro do ano passado, voltaram a ser ganhas pelos partidos separatistas.

Depois da decisão judicial, os CDR adotaram um novo objetivo: lutar pelo cumprimento do resultado, favorável à secessão, e pela proclamação da República catalã, sendo apoiados por diversas organizações de esquerda separatista, principalmente pela Candidatura de Unidade Popular (extrema-esquerda antissistema).

Com a detenção de vários dirigentes separatistas catalães, os CDR foram reativados e têm cortado o trânsito em várias estradas e vias rápidas da Catalunha.

Este grupo separatista radical reclama há muito tempo um referendo regional sobre a independência da Catalunha, em moldes semelhantes aos que foram realizados no Quebeque (Canadá) ou na Escócia (Reino Unido).

No entanto, a Constituição de Espanha apenas permite uma consulta eleitoral que ponha em causa a unidade do país se esta for realizada a nível nacional.

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Morreu William Goldman, argumentista de filmes como “Os Homens do Presidente”

Agência Lusa

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O escritor e argumentista norte-americano William Goldman, que escreveu para vários filmes de grande sucesso como “Os Homens do Presidente” ou “O Homem da Maratona”, morreu na sexta-feira com 87 anos, anunciou a sua família.

Natural de Highland Park, no estado de Illinois, William Goldman começou como romancista e publicou seu primeiro romance aos 26 anos, “O Templo de Ouro”, bem recebido pelos críticos. Contudo, foi como argumentista que alcançou sucesso mundial, escrevendo uma impressionante série de produções de Hollywood.

“Dois Homens e Um Destino” (1969), protagonizado por Paul Newman e Robert Redford, foi o filme com o qual ganhou o primeiro Óscar para Melhor Argumento, seguindo-se “Os Homens do Presidente” (1976), que lhe assegurou uma segunda estatueta. “O Homem da Maratona” (1976), “Uma Ponte Longe Demais” (1977), “A Princesa Prometida” (1987) e “Misery – O Capítulo Final” (1990) foram outros filmes que marcaram a carreira de Goldman.

Numa entrevista à cadeia norte-americana PBS em 2000 explicou que temeu durante toda a sua vida irritar o espetador e que usou sistematicamente uma série de “truques” para o entreter.

“O que eu tenho é o que eu tinha quando comecei: um sentido de diálogo e de história”, afirmou, modestamente, admitindo que não tinha capacidade para a encenação.

Goldman assegurou que não tinha uma receita para escrever o argumento para um filme, mas que “gostaria que houvesse uma”, brincou na entrevista.

William Goldman escolheu residir em Nova Iorque, longe da indústria cinematográfica de Hollywood, que sempre abominou.

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