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Cultura / Eventos

Açoriana Sara Cruz lança segundo disco através da Internet

Agência Lusa

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A artista açoriana Sara Cruz acaba de lançar o segundo EP, no qual apresenta “a segunda leva” de gravações em estúdio sendo que, para já, só um dos temas, “Above Our Heads”, está disponível na Internet.

“Nunca coloquei as músicas na internet, agora é que vou começar a mostrá-las a toda a gente e estou ansiosa para saber qual é o ‘feedback’. Espero que a reação seja boa”, disse a cantora à agência Lusa.

Sara Cruz explica que “Above Our Heads” é o único tema a estar disponível atualmente na Internet sendo que as restantes quatro músicas e vídeos vão estar disponíveis nos próximos meses.

“Todos os temas estarão disponíveis ‘online’ em vários sites”, assegurou.

Sara Cruz confessa ainda que gostava de poder ter um disco físico, embora admita ser um sonho difícil de concretizar para quem está no início da carreira.

“Para quem está a começar e sem apoios de editoras, produtoras e tudo o mais acaba por ser um investimento bastante grande lançar discos físicos e estou à espera de ter oportunidade para isso mas acho que virá, acho que chegará, não sei quando, mas eu tinha imenso gosto que isso acontecesse”, confessou.

A artista açoriana revela que a “inspiração” para as suas músicas vem por vezes de “histórias de outras pessoas”, mas acima de tudo de “sentimentos genuínos”.

“Costumo dizer que os meus temas são baseados em sentimentos genuínos, mas que não são páginas do meu diário, eu costumo pegar num sentimento, numa observação, numa reflexão e exploro a partir daí e crio porque a minha vida não é assim tão interessante para escrever um disco só com histórias específicas”, diz.

Sara Cruz já partilhou palco com Maria Gadu e sonha um dia partilhá-lo com tantos outros artistas: da lista “infindável” destaca John Mayer, de quem a cantora é fã.

Cultura / Eventos

Sérgio Ávila destaca dimensão internacional do festival Folk Azores

GACS

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O Vice-Presidente do Governo destacou hoje, em Angra do Heroísmo, a dimensão internacional alcançada pelo festival Folk Azores que, desde o seu início, já trouxe aos Açores e, em especial, à ilha Terceira milhares de participantes de várias partes do mundo, bem como o intercâmbio cultural que proporciona.

“Este festival de folclore é para nós, não apenas um dos principais eventos que se realizam na Região, mas um dos principais eventos que se realizam no país”, afirmou Sérgio Ávila na cerimónia de boas-vindas do 34.º Folk Azores – Festival Internacional de Folclore dos Açores, iniciativa que conta com o apoio do Governo dos Açores.

“Da nossa parte, tudo faremos para que a vossa decisão de vir a este festival e a esta ilha corresponda totalmente às vossas expetativas”, frisou o governante, fazendo votos para que a “experiência destes dias”, de partilha de culturas, seja para todos “verdadeiramente inesquecível”.

A edição deste ano, que conta com a participação de 12 grupos de 11 nacionalidades, decorre até domingo, numa organização do Comité Organizador de Festivais Internacionais da Ilha Terceira (COFIT), estando previstas atuações em toda a ilha.

Além de um grupo folclórico da região do Ribatejo e outro da ilha Terceira, estão presentes participantes de Espanha, Estónia, Itália, Lituânia, República Checa, Roménia, Sérvia, Panamá, Índia e, pela primeira vez, da China.

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Cultura / Eventos

Canárias e Finlândia investem no Festival Cordas na ilha do Pico, Açores

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Maija Kauhanen estreia em Portugal no Festival Cordas com o instrumento finlandês, o kantele

A terceira edição do Festival Cordas, músicas do mundo, recebe apoio internacional. Investimento das Canárias e da Finlândia programam duas noites de música no Auditório da Madalena.

A abertura do festival dá as boas vindas ao regresso de Beselch Rodriguez e Marco del Castillo, que participaram na primeira edição do festival. Desta vez, os músicos das Canárias vêm acompanhados por Germán López que vem reforçar a presença do Timple, o instrumento típico originário do arquipélago espanhol. Maija Kauhanen estreia em Portugal apresentando um típico e antigo instrumento de cordas do folclore finlandês, o Kantele, para o concerto de sábado à noite. Maija foi um dos sucessos musicais do Womex 2017, a maior feira de músicas do mundo.

O encerramento desta terceira edição é dedicado aos músicos dos Açores, que desde já estão todos convidados para o convívio, domingo à tarde, na MiratecArts Galeria Costa. O concerto final será no Auditório da Madalena e abraça as Violas dos Açores, um programa da Associação de Juventude Violas da Terra, liderado pelo mestre Rafael Carvalho. A viola de arame dos Açores, Viola da Terra, continua a ser o destaque e razão da criação deste festival que já ocupa lugar nas listas de festivais de músicas do mundo.

Com eventos marcados em localidades como o “Santuário dos Dragoeiros”, no Museu do Vinho, e ainda apresentações no “centro da terra” na Gruta das Torres, o Festival Cordas recebeu nomeações para Melhor Pequeno Festival, Melhor Programação e ainda Melhor Promoção Turística nos Prémios Ibéricos 2018, depois de ter conseguido ficar na lista dos TOP10 Melhores Novos Festivais na edição anterior.

O Festival Cordas é um projeto da associação MiratecArts e acontece de 12 a 16 de setembro, na ilha do Pico, Açores, com vários parceiros e apoio da Direção Regional do Turismo. Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo do Governo dos Açores, diz que “não se trata apenas de receber o mundo, mas de fazer dos Açores o centro do mundo, neste caso particular, a partir da ilha montanha e através da Miratecarts.” Para o programa que inclui 14 eventos musicais, eventos paralelos que visitam as escolas locais e ainda artista em residência, visite www.festivalcordas.com

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Cultura / Eventos

Primeira mostra do projeto “Geometria Sónica” inaugurada sábado na Ribeira Grande

Agência Lusa

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O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, inaugura no sábado o primeiro ciclo expositivo do projeto “Geometria Sónica”, apresentando trabalhos resultantes de residências artísticas nos Açores e com recurso ao arquivo da RTP.

Com a curadoria de Nuno Faria e Nicolau Tudela, o primeiro de três ciclos arranca no sábado e integra trabalhos das duplas de artistas Manon Harrois/Sara Bichão e Laetitia Morais/Francisco Janes.

À agência Lusa, Nuno Faria sublinhou que boa parte das obras a apresentar resulta muito “da obra do acaso, do acaso dos encontros feitos em residência” na Ribeira Grande, na ilha açoriana de São Miguel.

Vários trabalhos funcionam como uma “metamorfose” do arquivo da RTP, “um dos grandes arquivos sonoros e visuais do século XX de Portugal”, prosseguiu Nuno Faria, ladeado pelo diretor de arte do canal público e também curador do projeto, Nicolau Tudela.

“Há uma camada sempre presente, a do arquivo da RTP. Alguns desses materiais são incorporados de forma explícita e outros menos”, sublinha Nuno Faria.

O projeto “Geometria Sónica” arrancou em maio com uma exposição e a partir daí arrancaram as residências artísticas que têm no primeiro ciclo expositivo a inaugurar no sábado a sua primeira apresentação pública.

Cada dupla de artistas é convidada a permanecer cerca de 15 dias nos Açores, para desenvolver os seus projetos que passam pela investigação, criação e produção de novas obras.

No final, haverá um “trabalho coletivo, seguramente”, que marcará os três ciclos expositivos e a passagem de todos os artistas pelos Açores, não estando ainda fechado o formato desse trabalho, admitiu Nicolau Tudela.

O projeto “Geometria Sónica” integra as comemorações do terceiro ano de vida do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

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