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Mundo

Tailândia: Crianças salvas da gruta inundada deixam hoje hospital

Agência Lusa

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As 12 crianças tailandesas e o treinador de futebol que ficaram bloqueados numa gruta inundada na Tailândia e que estão internados desde a semana passada devem abandonar hoje o hospital e conceder a primeira conferência de imprensa.

“Trata-se de deixar os meios de comunicação social colocarem questões e depois deixá-los regressar à vida normal sem que estejam constantemente a ser alvo da atenção dos media”, disse à France Presse o porta-voz do governo tailandês, Sunsern Kawkumnerd.

O grupo que foi resgatado encontra-se desde a semana passada no hospital de Chiang Rai, norte da Tailândia, depois de terem permanecido duas semanas na gruta inundada.

A conferência de imprensa está marcada para as 18:00 (11:00 em Lisboa) e deve prolongar-se durante uma hora.

Os psiquiatras que acompanham as crianças e o treinador pediram para ter acesso às perguntas dos jornalistas para afastarem aspetos que podem ser traumáticos para os elementos do grupo.

De acordo com os especialistas recordar o sofrimento a que estiveram sujeitos pode ser prejudicial para as crianças.

Por outro lado, o general Prayut Chan-O-Cha, chefe da Junta Militar no poder na Tailândia após o golpe de Estado de 2014 avisou os jornalistas sobre a “tentação de colocarem perguntas sem importância”.

Os familiares das crianças também vão estar presentes.

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SOS Racismo exige explicação e retirada de Marine Le Pen de lista de oradores na WebSummit

Agência Lusa

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A associação SOS Racismo exigiu hoje que as entidades envolvidas na organização da WebSummit assumam uma posição pública sobre o convite feito à líder do partido francês Frente Nacional, Marine Le Pen, e que esta seja desconvidada.

Em comunicado, a SOS Racismo sublinha que “o racismo não é uma opinião” e que, por isso, condena que a líder da extrema-direita francesa tenha sido convidada para estar presente como oradora na WebSummit, que vai decorrer em novembro, em Lisboa.

A associação “exige a retirada do convite à líder da extrema-direita francesa e que todas as entidades envolvidas na organização da WebSummit tomem publicamente posição”, apontando que “não se trata de escolher entre liberdade de expressão e censura, mas sim entre a democracia e o ódio racial”.

O comunicado da SOS Racismo surge depois de o nome de Marine Le Pen ter voltado a aparecer como oradora no evento, após ter sido inicialmente retirado do site oficial, sem qualquer explicação por parte das entidades organizadoras, e, alegadamente, “após uma intensa denúncia pública nas redes sociais”.

“Pensou-se que esta retirada do seu nome da lista de oradores significasse também a retirada do convite. Estivemos à espera da reação das entidades públicas e privadas envolvidas na organização, patrocínio e apoio ao evento. (…) Infelizmente, não só não apareceu nenhuma explicação oficial, sobre o convite inicial e aparente recuo posterior, como surpreendente e inaceitavelmente, o nome de Marine Le Pen volta a constar no portal do evento”, denuncia a SOS Racismo.

A associação considera que o “silêncio” das entidades envolvidas é insustentável e sublinha que o partido que Marine Le Pen representa mantém a defesa de “um Estado securitário, fechado, nacionalista e racista”.

“Não podemos dar palco a esta narrativa, nem contribuir para o branqueamento da sua imagem, quanto mais num encontro que se quer globalizado e aberto como este”, defendeu, lembrando que o Estado português contribui anualmente com cerca de 1,3 milhões de euros para a organização da WebSummit.

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Turquia investiga centenas de contas nas redes sociais por criticarem economia

Agência Lusa

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O Governo da Turquia ordenou uma investigação a 346 contas em redes sociais por publicarem mensagens que dão uma perceção negativa da economia, em crise devido a uma acentuada desvalorização da moeda nacional, a lira.

“Foi aberta uma investigação judicial a 346 contas em redes sociais que partilharam mensagens para provocar o aumento da taxa de câmbio do dólar”, anunciou o Ministério do Interior turco num comunicado.

Segundo o texto, as mensagens em causa “provocaram aumentos das taxas de câmbio” a partir de 7 de agosto.

A lira perdeu 25% do seu valor desde o início do mês, e 40% desde o início do ano, devido, segundo analistas, a um conflito diplomático com os Estados Unidos.

O conflito envolve o apoio norte-americano aos curdos da Síria, a detenção na Turquia do pastor norte-americano Andrew Brunson, acusado de “terrorismo” e “espionagem”, e a recusa norte-americana de extraditar o opositor turco Fethullah Gülen, acusado pela Turquia do golpe de Estado falhado de julho de 2016.

As Procuradorias de Istambul e Ancara anunciaram, por seu lado, a abertura de investigações a “pessoas envolvidas em atos de ameaças à segurança económica do país”.

“Foi iniciada uma investigação de acordo com a lei penal, a lei bancária e as regulações da comissão de mercados de capitais”, anunciou a Procuradoria de Istambul num comunicado publicado no diário Hürriyet.

A investigação abrange “pessoas que realizam ações que ameaçam a segurança económica do país através de meios de comunicação social e de redes sociais”.

A direção-geral de polícia (EGM) anunciou também que o departamento de luta antiterrorista investiga possíveis ações criadoras de uma “perceção negativa da economia”.

O ministro das Finanças turco, Berat Albayrak, negou no domingo qualquer intenção de converter em liras os depósitos em moeda estrangeira e anunciou “ações legais contra quem difunde rumores”.

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Mais de 260 feridos em queda de plafaforma em festival de música em Vigo

Agência Lusa

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Mais de 260 pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave, no domingo à noite, devido à queda de uma plataforma de madeira num festival de música em Vigo, segundo a agência espanhola Efe.

Em declarações à Rádio Galega, o conselheiro da Saúde, Jesús Vázquez Almuína, avançou que o acidente fez 266 feridos, mas que nenhum corre risco de vida.

O perfeito da cidade de Vigo, Abel Caballeiro, adiantou que vão ser investigadas as causas do incidente, que ocorreu pouco antes da meia-noite (23:00 em Lisboa), quando dezenas de pessoas, muitas delas menores de idade, assistiam ao concerto do ‘rapper’ Rels B.

Várias equipas de emergência médica, equipas da polícia nacional e local, e bombeiros deslocaram-se para o local.

Segundo fontes municipais, as ruas junto do local do acidente foram rastreadas para verificar se não havia ninguém preso ou ferido.

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