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Nacional

Governo reúne-se na 5.ª-feira com lesados do Banif e CMVM

Agência Lusa

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Representantes do Governo, da Associação de Lesados do Banif e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) reúnem-se esta quinta-feira, em Lisboa, um encontro marcado por iniciativa do gabiente do primeiro-ministro.

“O encontro acontece depois de a ALBOA [Associação de Lesados do Banif] ter criticado publicamente a CMVM por, através de declarações da sua presidente, Gabriela Figueiredo Dias, ter dito não ter encontrado sinais de ‘mis-selling’ [venda fraudulenta] na comercialização de produtos financeiros do Banif (quando este já se encontrava maioritariamente intervencionado pelo Estado)”, disse, em comunicado, a associação.

A ALBOA acusou ainda a CMVM de, na altura, não ter dado resposta a um pedido de reunião “na qual se procuraria estudar possíveis soluções para minorar as perdas dos seus associados”.

“Na sequência, a ALBOA veio […] anunciar que iria solicitar a constituição de um Fundo de Recuperação de Crédito à revelia da CMVM, processo esse entretanto já iniciado”, indicou.

De acordo com a associação, a reunião, que vai decorrer na sede da CMVM, contará com a presença da assessora do primeiro-ministro, Mariana Melo Egídio, e de uma delegação da direção da associação, desconhecendo-se a representação da CMVM.

“Além dos esclarecimentos entendíveis de serem prestados e analisados, a ALBOA terá, finalmente, oportunidade de fazer a entrega à CMVM dos documentos por esta solicitados, indicadores de mis-selling”, concluiu.

Em 27 de junho, a presidente da CMVM disse, no parlamento, que houve vendas agressivas no Banif, mas que não foi encontrada evidência de venda irregular generalizada de produtos financeiros pelo banco.

“As conclusões possíveis, dada a distância temporal e a impossibilidade de localização de dados e documentos potencialmente relevantes, confirmam a existência de casos de vendas agressivas, em particular em algumas emissões de dívida, mas não permitem a identificação de evidências de prática generalizada de comercialização irregular de produtos financeiros”, disse, na altura, Gabriela Dias na comissão de Orçamento e Finanças.

Em 25 de junho último, o Banco de Portugal anunciou que pediu o início da liquidação judicial do Banco Internacional do Funchal (Banif), na sequência da revogação pelo Banco Central Europeu (BCE) da autorização para o exercício da atividade de instituição de crédito.

Desde a resolução do Banif (em final de 2015), que os lesados do banco – representados na ALBOA– pedem uma solução que os compense das perdas sofridas, à semelhança da encontrada para os lesados do papel comercial vendido pelo BES.

Para estes clientes era importante a prova de que houve vendas fraudulentas (‘mis-selling’) no Banif, sobretudo quando era já maioritariamente detido pelo Estado, uma vez que isso poderia facilitar a criação de um mecanismo de compensação.

Em maio, o primeiro-ministro disse, na Madeira, que se a CMVM declarar que houve práticas incorretas no caso do Banif o Governo vai tratar a situação dos lesados.

“Se houver apreciação no mesmo sentido relativamente aos lesados do BES, trataremos as pessoas com o mesmo princípio de igualdade, que deve ser respeitado”, declarou então António Costa em conferência de imprensa, após a reunião com o presidente do Governo Regional da Madeira.

Em dezembro de 2014, o Banif foi alvo de uma medida de resolução, por decisão do Governo e do Banco de Portugal, tendo desde então milhares de clientes afirmado-se lesados pelo banco.

A ALBOA tem dito várias vezes que entre os lesados do Banif estão muitos clientes de poucas habilitações que, persuadidos pelos comerciais do banco, transferiram poupanças de depósitos para obrigações e dá mesmo como exemplo “situações vividas nos Açores, onde testemunhas referem que os comerciais bancários se deslocaram com frequência até aos campos de pastorícia de gado” para venderem as obrigações.

Dos clientes do Banif afetados pela situação e resolução do banco há 3.500 obrigacionistas, em grande parte oriundos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, mas também das comunidades portuguesas na África do Sul, Venezuela e Estados Unidos, que perderam 263 milhões de euros.

Além destes, há ainda a considerar 4.000 obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

Após a resolução do Banif, parte da sua atividade foi adquirida pelo Santander Totta por 150 milhões de euros, tendo sido ainda criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não adquiriu.

Nacional

Hotelaria aumenta 9% em junho o preço médio por quarto

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A hotelaria portuguesa registou em junho um aumento de 9% do preço médio por quarto ocupado, para 101 euros, mas um recuo de 0,7 pontos percentuais da taxa de ocupação quarto, para 81%, divulgou hoje a associação setorial.

Segundo o indicador mensal ‘Tourism Monitors’ da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em junho, Lisboa foi o destino que registou uma melhor performance no preço médio por quarto ocupado (ARR), que se fixou nos 124 euros, seguido do Algarve e Estoril/Sintra (108 euros).

No mês em análise, o preço médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 9%, para os 82 euros, destacando-se, em termos relativos, o crescimento de 24% da Costa Azul, seguida do Alentejo e das Beiras, com 18%.

Por destinos turísticos, Lisboa (91%), Madeira (89%) e Grande Porto (85%) registaram as taxas de ocupação quarto mais elevadas, tendo as categorias quatro e três estrelas voltado a registar, pelo segundo mês consecutivo, uma quebra de 1,1 e de 2,6 pontos percentuais.

No entanto, a categoria três estrelas foi a que registou um maior crescimento no ARR e RevPAR, de 17% e 13%, respetivamente.

“Tivemos um junho atípico, bastante chuvoso e frio, o que pode justificar a quebra da taxa de ocupação na maioria dos destinos. Dos 14 destinos analisados pelo ‘Hotel Monitor’, apenas as Beiras, Costa Azul, Alentejo e Lisboa apresentaram variações positivas no mês de junho”, refere a presidente executiva da AHP, citada num comunicado.

Apesar deste decréscimo, Cristina Siza Vieira destaca que o setor fechou o mês “muito bons indicadores”, tendo-se mantido “a rota ascendente no ARR e no RevPAR.

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Trabalhadores de hipers e supermercados em greve a 12 de setembro

Agência Lusa

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FOTO: PIXABAY

Os trabalhadores dos hipermercados, supermercados e outros estabelecimentos da grande distribuição vão fazer greve em 12 de setembro, segundo informação da CGTP, com base nas informações do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Na informação publicada hoje, os trabalhadores vão paralisar durante todo o dia de 12 de setembro para reivindicar a “revisão do contrato coletivo de trabalho sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar”.

Na lista de reivindicações está ainda o “aumento dos salários de todos os trabalhadores e o fim da tabela B e a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja/supermercado”.

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Nacional

Menos turistas estrangeiros reduzem dormidas nos hotéis em 2,9% em junho

Agência Lusa

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As dormidas na hotelaria diminuíram 2,9% em junho em termos homólogos, devido sobretudo aos turistas estrangeiros que pernoitaram menos 5,1% nos hotéis portugueses nesse mês, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em junho, os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2,1 milhões de hóspedes (um valor semelhante ao do mesmo mês de 2017) e 5,8 milhões de dormidas, o que representa uma diminuição de 2,9% em termos homólogos.

Segundo o INE, esta quebra foi condicionada pela diminuição de 5,1% dos não residentes (4,2 milhões de dormidas) que pernoitaram na hotelaria portuguesa, enquanto as dormidas dos turistas nacionais aumentaram 3,4% (1,6 milhões).

Em termos semestrais, os hóspedes aumentaram 2,6% e as dormidas 0,5% (com os residentes a crescerem 3,9% e os não residentes a caírem 0,7%).

A estada média, que foi de 2,8 noites, reduziu-se 2,9%, sendo que a quebra também foi superior no caso dos turistas não residentes (3,1%) do que nos residentes (0,2%).

Também a taxa líquida de ocupação-cama (que foi de 59,8%) recuou 2,2 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017.

As dormidas em hotéis (68,8% do total) diminuíram 0,9%, e as restantes tipologias também apresentam quedas homólogas, com destaque para os aldeamentos turísticos (7,6%) e para os apartamentos turísticos (4,8%).

Segundo o INE, o mercado britânico (24,4% do total das dormidas de não residentes) recuou 9,8%, o mercado alemão (12,9% do total) reduziu-se de 10,5% e o francês (9,9% do total) desceu 2,6% em junho.

“O mercado espanhol (7,5% do total) aumentou 1,5% e foi, entre os cinco principais mercados emissores, o único que apresentou crescimento em junho”, sublinha o INE.

As dormidas apresentaram evoluções díspares entre regiões, sendo que, em junho, o Norte e o Alentejo “foram as únicas regiões que registaram acréscimos nas dormidas (3,1% e 2,4%, respetivamente)”.

Os maiores decréscimos nas dormidas verificaram-se no Centro (7,9%) e nos Açores

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