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Nacional

INEM e Fundação EDP entregam 37 compressores cardíacos externos

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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Fundação EDP vão entregar esta segunda-feira, dia 16 de julho, 33 compressores cardíacos externos a Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) e, paralelamente, dotar quatro Helicópteros de Emergência Médica com o mesmo equipamento.

A cerimónia de entrega de compressores cardíacos externos é presidida pela Secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, e decorre no Museu da Eletricidade, em Lisboa, pelas 16 horas.

O investimento realizado pelo INEM foi de 374.092,20 €, financiado em 75% pela Fundação EDP, na sequência de um projeto apresentado pelo Instituto ao «Programa EDP Solidária – Saúde 2017», sendo selecionado como um dos vencedores, pela sua relevância médica e social.

Os compressores cardíacos externos permitem aplicar de forma automática, contínua e segura, compressões torácicas a doentes em paragem cardiorrespiratória, no local da ocorrência e durante o transporte até às unidades hospitalares. A sua utilização possibilita a realização de compressões torácicas mais eficazes, evitando a fadiga, inconsistências e pausas normalmente associadas às compressões torácicas quando realizadas manualmente, ao mesmo tempo que liberta os profissionais de saúde para a realização de intervenções diferenciadas necessárias nestes doentes.

Com a entrega destes compressores, o INEM capacita a 100% a sua rede de meios de Suporte Avançado de Vida com este tipo de equipamento.

Para saber mais, consulte: Instituto Nacional de Emergência Médica > Notícias

Fonte: SNS

Nacional

Web Summit: Governo português afasta qualquer intervenção no caso Marine Le Pen

Agência Lusa

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O Governo português esclareceu hoje que não tem intervenção na “seleção de oradores” do Web Summit, a propósito de críticas sobre o convite à participação da dirigente política de direita Marine Le Pen no evento deste ano.

“O Governo português, estando, pelo seu impacto, empenhado no acolhimento deste evento privado, não tem, como em outros eventos, intervenção na seleção de oradores”, informou o Ministério da Economia em comunicado.

Na mesma nota, o ministério dirigido por Manuel Caldeira Cabral refere que a Web Summit é um evento tecnológico e de inovação, com milhares de oradores, que atrai anualmente a Portugal dezenas de milhares de empreendedores e investidores.

“Trata-se de um fórum alargado de discussão de tendências de mercado, cujo alinhamento – oradores e programa – é da exclusiva responsabilidade da organização”, justifica aquele ministério.

Na véspera, o presidente executivo da Web Summit respondeu às críticas sobre o convite à participação de Marine Le Pen no evento deste ano, dizendo que, se os anfitriões em Portugal pedirem, cancelará imediatamente o convite.

Numa longa mensagem publicada no site Medium, Paddy Cosgrave explica que é defensor da liberdade de expressão, para justificar a razão do convite à política de extrema-direita francesa, mas também se mostra disponível para aceitar as críticas e até retirar o convite, compreendendo as diferenças históricas entre o seu país, a Irlanda, e Portugal.

“Se os nossos anfitriões em Portugal, o Governo português, nos pedirem para cancelar o convite a Marine Le Pen, iremos, evidentemente, respeitar esse pedido e fazê-lo imediatamente”, afirma o cofundador da Web Summit, que este ano se vai realizar pela terceira vez em Portugal, no mês de novembro.

Para Cosgrave, os pontos de vista de Marine Le Pen “são errados”, mas o facto de que “mais de 30% dos eleitores franceses a escolheram na mais recente eleição presidencial da França não legitima”, afirma, “as suas opiniões”.

Acrescenta que também a ascensão ao poder de políticos igualmente de direita em Itália, na Áustria, na Hungria e em outros lugares “não legitima os seus pontos de vista repreensíveis”.

O criador do evento de tecnologias e empreendedorismo, que se vai realizar pela terceira vez em Lisboa, tenta explicar com profundidade as razões do convite a Marine Le Pen e, ao mesmo tempo, deixa uma margem ampla para esse mesmo convite ser retirado.

“Enquanto eu era estudante em Trinity, se alguma vez a universidade pedisse a um estudante que admitisse cancelar um convite a um terrorista, anarquista ou fascista para falar num evento, tenho certeza de que teríamos feito isso imediatamente. Teríamos protestado, por uma questão de princípio, mas teríamos respeitado os pedidos da nossa anfitriã, a universidade”, disse.

Paddy defende que a sua posição quanto aos limites do debate e discussão e sobre os méritos da proibição e silenciamento de dissidentes e militantes “são, em grande parte, moldados pela história única da Irlanda. E a Irlanda até há pouco tempo estava a lidar com um conflito terrorista incrivelmente violento e desumano”.

Já a história recente de Portugal “é um pouco diferente”, diz Cosgrave afirmando-se consciente e “sensível a esse fato”.

“Em última análise, o interesse dos nossos anfitriões, Portugal, e o interesse do povo de Portugal, deve ser colocado muito acima dos da Web Summit”, clarifica.

Antes, o Bloco de Esquerda (BE) tinha exigido que o Governo e a Câmara de Lisboa tomassem uma posição sobre o convite da Web Summit à líder da extrema-direita francesa, considerando inaceitável serem utilizados dinheiros públicos para passar mensagens de xenofobia e racismo.

“Neste momento, tem de haver uma tomada de posição e tem de ficar esclarecido qual é que é a posição do Governo e da Câmara de Lisboa sobre este convite”, disse a bloquista Isabel Pires.

Na segunda-feira, a associação SOS Racismo exigiu que as entidades envolvidas na organização da Web Summit assumam uma posição pública sobre o convite feito à líder do partido francês Frente Nacional, Marine Le Pen, e que esta seja desconvidada.

Em comunicado, a SOS Racismo sublinhou que “o racismo não é uma opinião” e que, por isso, condena que a líder da extrema-direita francesa tenha sido convidada para estar presente como oradora na Web Summit.

No site do evento, o nome de Marine Le Pen está entre os oradores convidados da edição deste ano, surgindo um pequeno texto identificando o cargo, formação e os últimos resultados eleitorais da líder do partido francês.

O nome de Marine Le Pen voltou assim a aparecer como oradora no evento, após ter sido inicialmente retirado do site oficial, ainda sem qualquer explicação por parte da organização.

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Nacional

Mais de um quinto do emprego criado no último ano é a prazo ou muito precário

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(c) Selver Učanbarlić - Pixabay

Entre junho de 2017 e junho de 2018, a economia portuguesa criou 133 mil empregos mas, nem por isso a precariedade dá sinais de abrandar. Destes 133 mil novos postos de emprego, quase 29 mil foram de caráter temporário.

Estes dados, do Instituto Nacional de Estatística, são avançados esta terça-feira pelo Dinheiro Vivo e revelam que, apesar da diminuição da taxa de desemprego, a precariedade não parece recuar.

De acordo com o INE, no final do segundo trimestre de 2018 havia 755 mil pessoas com contratos a prazo e mais 142 mil com outro tipo de vínculos ainda mais precários, num total de 898 mil casos.

Os números oficiais do Instituo apontam que a economia conseguiu criar 133 mil empregos por conta de outrem entre o segundo trimestre de 2017 e igual período deste ano, dos quais 28,5 mil eram vínculos com termo e “outras situações”. Ou seja, um quinto do emprego criado ainda pode ser considerado mais precários, revela o jornal.

As chamada “outras situações” configuram “contratos de prestação de serviço (recibos verdes); trabalhos sazonais sem contrato escrito; trabalhos pontuais ou ocasionais”.

Pior que Portugal só Polónia e Espanha

Dados do Eurostat revelam que o Portugal tem a segunda maior taxa de incidência de “trabalho temporário” na União Europeia, o conceito que agrega os tais vínculos com termo e as outras situações.

Este fenómeno, que é um espelho da precariedade, é quase o dobro em Portugal quando se compara com a média europeia.

“A proporção de emprego temporário varia entre os Estados-membros, com os níveis mais elevados a serem observados na Polónia e Espanha (ambos com 26%), Portugal (22%) e Croácia (20%)”. Os níveis mais baixos foram registados na Roménia (1%), Lituânia (2%) e Estónia e Letónia (ambos com 3%).

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Novo mosquito invasor encontrado nas Astúrias não foi detetado em Portugal

Agência Lusa

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Portugal não detetou a presença do mosquito da espécie invasora de origem asiática ‘Aedes japonicus’, encontrada recentemente em Espanha, disse hoje a coordenadora da Rede de Vigilância de Vetores, referindo estar sempre atenta a novas espécies.

O ‘Aedes japonicus’ “ainda não foi detetado em Portugal”, avançou Maria João Alves à agência Lusa, depois de, a 01 de agosto, responsáveis do programa Mosquito Alert, em Espanha, terem identificado, pela primeira vez, aquele mosquito, nas Astúrias.

“Depois da primeira identificação em França em 2000, tem sido identificado apenas no Europa central e agora no norte de Espanha”, referiu a investigadora do Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

A entidade recebeu “a informação da deteção de ‘Aedes japonicus’ nas Astúrias” já que, explicou, os países europeus com vigilância de vetores (seres que transmitem doenças), grupo que inclui os mosquitos, estão reunidos em várias redes e comunicam entre si e com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

No âmbito da atividade de vigilância da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), em 2017, foram feitas capturas em 216 concelhos de Portugal e vigiados cinco aeroportos, um aeródromo e 12 portos, de acordo com o preconizado no Regulamento Sanitário Internacional.

Maria João Alves apontou que as mudanças do clima “são sem dúvida importantes para os vetores, mas o fator mais associado às novas introduções são o movimento de pessoas e bens e as atividades comerciais associadas”.

Assim, “a vigilância é feita em contínuo numa distribuição geográfica ampla” e, quando é detetada uma nova espécie, “devem ser realizados estudos das condições ambientais (clima é uma delas) para a instalação desse vetor no local e implementadas medidas de mitigação”, especificou.

Sublinhando que no REVIVE é dada atenção a qualquer nova espécie identificada, Maria João Alves afirmou que o ‘Aedes japonicus’ nunca foi detetado em Portugal, mas duas outras espécies invasoras foram encontradas, o ‘Aedes aegypti’ na Madeira, desde pelo menos 2005, a que se juntaram alguns espécimes de ‘Aedes albopictus’, identificados pela primeira vez no norte, em setembro do ano passado.

O mosquito agora detetado nas Astúrias, apontou a investigadora, “é uma espécie com origem asiática adaptada a climas moderados, mas por, exemplo, não sobrevive em criadouros naturais (charcos, pneus, buracos nas árvores) em que a temperatura suba aos 30ºC” (graus centígrados).

“Aparentemente tem pouca capacidade de transmissão de agentes infecciosos (provado apenas em experiências laboratoriais que pode transmitir alguns vírus)”, acrescentou.

Quanto às duas espécies já encontradas em Portugal, “são invasivas e com capacidade vetorial”, ou seja, “podem transmitir vírus como dengue, ‘zika’ e ‘chikungunya'”, mas para que haja transmissão é necessária a conjugação de vários fatores como uma grande densidade dos mosquitos, a presença dos vírus, por exemplo, na forma de casos humanos de importação, a presença de pessoas suscetíveis à infeção e a existência de fatores ambientais favoráveis, salientou a coordenadora da REVIVE.

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