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Regional

Rui Bettencourt defende inclusão das Regiões Ultraperiféricas nas ‘Autoestradas do Mar’

GACS

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Fotos: GaCS/SRAPRE

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas defendeu hoje, na Córsega, a necessidade de as ‘Autoestradas do Mar’ incluírem os Açores e as ilhas das Regiões Ultraperiféricas.

Rui Bettencourt, que falava no painel ‘Transporte e acessibilidade nas ilhas europeias’, no âmbito da Assembleia Geral da Comissão das Ilhas da Conferência das Regiões Periféricas Marítimas da Europa (CRPM), na qual expôs as preocupações do Governo dos Açores em relação à política do próximo quadro financeiro plurianual 2021/2027, reiterou ainda a necessidade de os sobrecustos resultantes dos transportes de pessoas e mercadorias nestas regiões serem contemplados com financiamento comunitário.

“Necessitamos de transportes regulares, com intensidade, que nos possam colocar em pé de igualdade com qualquer cidadão europeu” afirmou Rui Bettencourt, sublinhando que estes permitem, “por um lado, ter mobilidade acrescida e, por outro, também poder exportar e movimentar mercadorias, não só para fora da Região, mas também internamente, dentro da Região”.

Para o titular da pasta das Relações Externas, esta questão dos transportes e da acessibilidade “é uma questão não só comercial e económica, mas também uma questão de cidadania europeia”, além de ser igualmente “uma questão de competitividade da Região e da atratividade do território”, que pode “minimizar a ultraperiferia”.

“Nós temos especificidades como ilhas” afirmou o Secretário Regional, salientando o facto de os Açores terem “uma dupla ultraperiferia”, porque têm uma grande distância ao continente europeu, mas também estão distantes entre si e, por isso, defendeu a necessidade de “uma política de transportes com um financiamento próprio pela Comissão Europeia”.

Na sua intervenção, em que abordou a temática ‘As ilhas das Regiões Ultraperiféricas nas estradas da Europa – o caso dos Açores’, o governante considerou que a acessibilidade potencia o turismo, a economia do mar e as exportações, nomeadamente de produtos lácteos, chá e produtos agrícolas, salientando, por outro lado, que também facilita a mobilidade das pessoas, quer interna, quer externa, sem esquecer o “efeito de escala” atendendo à fragilidade e dimensão destes mercados económicos.

Rui Bettencourt falou ainda do exemplo da Macaronésia, que engloba os Açores, a Madeira, as Canárias e Cabo Verde, um mercado em que se passa de 250 mil consumidores para mais de três milhões e de um milhão de turistas para mais de 20 milhões de turistas, com quem poderiam ter transportes regulares se a questão dos transportes for contemplada na política comunitária.

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Desporto

Travessia Terceira/Faial em Kayak só vai arrancar amanhã

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Foto: porto das pipas PRESS - Travessia Terceira Faial 100 anos

Miguel Sousa Azevedo/porto das pipas PRESS

Depois de consultada a previsão meteorológica para os próximos dias no Grupo Central, ficou acordado que apenas amanhã (dia 20), é que os onze atletas terceirenses vão ligar em Kayak a sua ilha de origem às vizinhas paragens de São Jorge, Pico e Faial, cumprindo a ligação de cinco etapas que comemora os 100 anos do Peter Café Sport, na cidade da Horta.

Eliseu Reis, João Paulo Rocha, Paulo Barcelos, Fernando Soares, João Fragueiro, André Almeida, Tomé Gonçalves e as duplas (em K2) André Avelar/Albano Barcelos e André Neto/Bruno Aguiar serão os destemidos que, até domingo, vão remar entre o Porto das Cinco Ribeiras e o Porto da Horta, arrancado pelas sete da manhã desta sexta feira.

“Vamos repetir a ligação feita no 75º aniversário do Peter Café Sport”, adianta André Avelar, o porta voz da aventura, lembrando que a iniciativa “também pretende fazer ver que é o mar que nos une, ainda mais no Grupo Central, pelo que deve ser sempre respeitado”, refere.

Eliseu Reis, conceituado atleta, com vários títulos regionais e excelentes prestações nacionais, explica que “a maior distância será na primeira etapa, da Terceira ao Topo (40 quilómetros).

No segundo dia serão 21 quilómetros do Topo à Calheta, e depois da Calheta até São Roque mais 27 quilómetros. Já no terceiro dia, teremos São Roque/Madalena, com 28 quilómetros feitos junto à costa do Pico e, depois de parar na Madalena, serão os derradeiros 7 quilómetros do canal até à Horta”, acrescenta Eliseu Reis.

A aventura dos 11 terceirenses conta com o apoio do Peter Café Sport – promotor do evento -, bem como da Associação Regional de Canoagem dos Açores, do Clube Naútico de Angra do Heroísmo, do Angra Iate Clube, do Clube Ar Livre da Ilha Terceira e do Clube Naval da Horta. Associaram-se ao evento as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo, da Horta, da Madalena e de São Roque do Pico, assim como a Junta de Freguesia do Topo. Os atletas ficarão instalados nas Associações Humanitárias de Bombeiros da Calheta e de São Roque do Pico, e contam com o patrocínio da empresa Ironstore e com a divulgação do Rádio Clube de Angra.



 

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Regional

Governo dos Açores realiza sessão de esclarecimento sobre sanidade apícola na ilha de São Jorge

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FOTO: PIXABAY

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional da Agricultura, realiza a 26 de julho, na ilha de São Jorge, uma sessão pública de esclarecimento sobre sanidade apícola, um elemento fundamental para o desenvolvimento deste setor nos Açores.

Com este encontro, que vai decorre no Serviço de Desenvolvimento Agrário, na Urzelina, pelas 20h00, pretende-se formar e informar, de modo a evitar práticas que possam colocar em risco a saúde das abelhas.

A ilha de São Jorge, à semelhança de outras no arquipélago, tem uma sanidade apícola de excelência, como comprova o facto de não existir nesta ilha a “Varroose”, doença que é considerada a principal ameaça às abelhas melíferas.

Também não são conhecidas outras doenças e pragas causadoras de enormes prejuízos à atividade apícola, como é o caso da “Loque Americana” ou da “Vespa Asiática”.

A Região Autónoma dos Açores está a ultimar um plano de ação, tendo em vista o desenvolvimento sustentável da apicultura no arquipélago.

Este documento orientador e definidor de medidas de médio e longo prazo, a cargo de um grupo de trabalho constituído para o efeito, tem como grandes objetivos estratégicos o fortalecimento das organizações de apicultores, a melhoria das condições de produção e comercialização do mel, bem como dos produtos apícolas, para se estimular o rendimento dos pequenos e médios apicultores.

Pretende-se, ainda, reforçar a visibilidade do Mel dos Açores, classificado como Denominação de Origem Protegida (DOP) desde junho de 1996.

A apicultura desempenha um papel muito importante para o setor agrícola, seja pelo contributo das abelhas enquanto polinizadoras naturais, o que contribui para aumentar a rentabilidade das explorações, mas também na polinização de outras plantas, preservando-as e, consequentemente, dando um contributo para o equilíbrio do ecossistema e a manutenção da biodiversidade.

Atualmente existem nos Açores 364 apicultores, cerca de 6.000 colónias, na sua maioria colmeias, em 710 apiários.

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Regional

Ponta Delgada: Câmara assina protocolo com instituições particulares de solidariedade social

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Foto: Câmara Municipal de Ponta Delgada

A Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida por José Manuel Bolieiro, procedeu ao início da tarde de ontem à assinatura dos protocolos com 24 instituições particulares de solidariedade social do concelho (IPSS).

Um apoio que ascende aos 141.700,00 euros e respeita ao presente ano de 2018. O apoio por subsídio inclui  22 IPSS, num total de 55.000,00 euros. O apoio por Protocolo de Desenvolvimento, por seu turno, abrange 5 instituições, num total de 86.700,00 euros.

Na ocasião, o edil congratulou-se com o papel essencial das IPSS no apoio ao Estado em matéria de intervenção social. “O Estado não pode desistir da sua função solidária, mas também não pode impedir – deve antes apoiar – que os impulsos cívicos surjam nesta área e complementem as responsabilidade do Estado”, defendeu.

O autarca pontadelgadense acrescentou que a forma como os apoios são atribuídos no Município a que preside garante às instituições “previsibilidade, mas também independência, autonomia e pluralidade de financiamento”.

O Presidente, que tem privilegiado as políticas sociais, incentivou, igualmente, a promoção de atividades e de projetos que façam diferença na vida dos indivíduos, das famílias e da comunidade e possam merecer o apoio extraordinário do Município.

Recordou que este ano o regulamento apresenta algumas alterações face ao ano anterior e lembrou a obrigatoriedade de as instituições apresentarem os relatórios de execução.

Foram assinados Protocolos de Desenvolvimento com a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada), Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores (“Projeto de Envelhecimento Ativo”), Centro Paroquial de Bem-Estar Social de São José (“Projeto RecrEar – Requalificar o Recreio”), Instituto Margarida de Chaves e UMAR – Associação para a Igualdade das Mulheres.

Também foram formalizados os apoios por subsídio a 22 IPSS do concelho, sendo que cada uma irá receber um apoio de 2.500,00 euros: ACAPO- Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, Alternativa – Associação Contra as Dependências, Associação Alzheimer Açores, Associação Atlântica de Doentes Machado-Joseph, Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores, Associação de Pais e Amigos das Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores, Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel, Associação de Surdos da Ilha de São Miguel, Associação para o Planeamento Familiar, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, Associação USenior, Casa de Povo de Capelas, Casa do Povo da Fajã de Baixo, Casa do Povo de Santo António, Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, Centro Paroquial de Bem-Estar Social de São José, Centro Social e Paroquial da Fajã de Baixo, Centro Social e Paroquial Nossa Senhora das Neves, Instituto Bom Pastor- Lar Filomena da Encarnação, Novo Dia, Solidaried’arte – Associação de Integração pela Arte e pela Cultura e UMAR – Associação para a igualdade das Mulheres.

Fonte:CMPDL

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