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Catalunha: Defesa de Puigdemont vai recorrer até chegar ao Constitucional alemão

Agência Lusa

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AP Photo/Manu Fernandez

A defesa do ex-presidente catalão Carles Puigdemont vai recorrer em todas as instâncias judiciais até chegar ao Tribunal Constitucional alemão para evitar a sua extradição para Espanha, disse para ser julgado por peculato, disse um dos seus advogados.

O advogado, Jaume Alonso-Cuevillas, disse hoje ao canal de televisão TV3 que irá esgotar todas as vias até poder chegar ao Tribunal Constitucional alemão.

O advogado entende que seria de um “ridículo internacional” a possibilidade de se vir a julgar o líder do processo de independência por peculato numa causa em que outros vão ser julgados por rebelião.

O tribunal alemão de Schleswig-Holstein decidiu hoje autorizar a extradição para Espanha de Carles Puigdemont para assim responder perante a justiça deste país por um alegado delito de peculato (desvio de fundos), mas não pelo crime, mais grave, de rebelião, de que também é acusado em Madrid.

“Peculato não houve”, assegurou Alonso-Cuevillas, que sublinhou que a “batalha intensa” que a defesa vai levar ao Tribunal Constitucional alemão será para demonstrar que em Espanha não são dadas garantias para um “julgamento justo” de Puigdemont.

No final da fase de instrução, no Supremo espanhol, há 25 acusados de delitos de rebelião, sedição e/ou peculato, dos quais 13 vão responder pelo alegado crime de rebelião, uma infração passível de 30 anos de prisão.

Entre eles estão Carles Puigdemont, que fugiu à justiça espanhola, e o seu ex-vice-presidente, Oriol Junqueras, detido numa prisão da Catalunha com outros ex-conselheiros (ministros regionais).

Para o advogado de defesa “seria absurdo manter estas gravíssimas acusações aos conselheiros (rebelião) e o ‘presidente’ não ter a mesma “acusação”.

Puigdemont fugiu de Espanha depois de Madrid ter decidido, em 27 de outubro de 2017, intervir na Catalunha na sequência da tentativa, que liderou, de criar uma República independente naquela comunidade autónoma espanhola.

O ex-presidente do executivo catalão fugiu inicialmente para a Bélgica, mas foi detido este ano pela polícia alemã, aguardando em liberdade a resposta da justiça alemã à espanhola, que pediu a sua extradição para responder em tribunal.

O tribunal alemão indicou que não vê que seja inconveniente ou que haja impedimentos à extradição de Puigdemont, sem dar uma data ou um prazo concreto para que a operação se realize.

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Catalunha: Justiça espanhola recusa extradição de Puigdemont apenas por peculato

Agência Lusa

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O Tribunal Supremo espanhol decidiu hoje cancelar o mandado europeu de detenção do ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont, recusando-se a julgar o independentista em fuga apenas pelo alegado delito de peculato e não pelo de rebelião.

O juiz Pablo Llarena responde assim à decisão tomada na semana passada pelo tribunal alemão de Schleswig-Holstein de extraditar para Espanha Carles Puigdemont apenas por um alegado delito de peculato (desvio de fundos), mas não pelo de rebelião, muito mais grave, que era solicitado pela justiça espanhola.

O cancelamento do mandado europeu de detenção significa que Puigdemont vai continuar em liberdade, mas não poderá regressar durante 20 anos a Espanha, onde seria imediatamente detido para responder pelo crime de rebelião, que só prescreve passado este período.

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Ryanair reconhece sindicato representativo dos tripulantes de cabine na Alemanha

Agência Lusa

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FOTO: PIXABAY

A companhia aérea Ryanair anunciou hoje que assinou com a Ver.di um acordo de reconhecimento sindical para os tripulantes de cabine da Ryanair com base na Alemanha.

“A Ryanair assinou o seu terceiro acordo de reconhecimento sindical para os tripulantes de cabine com a Ver.di, [que será] doravante a entidade que representa todos os tripulantes de cabine empregados diretamente pela Ryanair na Alemanha”, disse, em comunicado, a companhia irlandesa.

Segundo a empresa, o acordo surge no seguimento de “extensas negociações” com a Ver.di, cobrindo o mercado alemão.

A Ryanair referiu ainda que está “desejosa” de iniciar os trabalhos com o sindicato, de forma a concluir um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) para os trabalhadores, com base na Alemanha, diretamente empregados pela companhia.

“Este é mais um sinal do progresso que a Ryanair tem vindo a levar a cabo com os sindicatos desde a decisão de dezembro de 2017 de reconhecer sindicatos, sendo que mais de 60% dos nossos tripulantes já estão cobertos por acordos de reconhecimento sindical”, disse, em comunicado, o responsável pelos recursos humanos da Ryanair, Eddie Wilson.

Apesar de não adiantar mais pormenores, o responsável disse que espera vir a anunciar “mais acordos durante as próximas semanas nos países onde os sindicatos têm abordado estas negociações”.

Este acordo segue-se ao reconhecimento sindical da Ryanair com a ANPAC/ANPAV em Itália e ao do Reino Unido com o sindicato UNITE.

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Tailândia: Crianças salvas da gruta inundada deixam hoje hospital

Agência Lusa

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As 12 crianças tailandesas e o treinador de futebol que ficaram bloqueados numa gruta inundada na Tailândia e que estão internados desde a semana passada devem abandonar hoje o hospital e conceder a primeira conferência de imprensa.

“Trata-se de deixar os meios de comunicação social colocarem questões e depois deixá-los regressar à vida normal sem que estejam constantemente a ser alvo da atenção dos media”, disse à France Presse o porta-voz do governo tailandês, Sunsern Kawkumnerd.

O grupo que foi resgatado encontra-se desde a semana passada no hospital de Chiang Rai, norte da Tailândia, depois de terem permanecido duas semanas na gruta inundada.

A conferência de imprensa está marcada para as 18:00 (11:00 em Lisboa) e deve prolongar-se durante uma hora.

Os psiquiatras que acompanham as crianças e o treinador pediram para ter acesso às perguntas dos jornalistas para afastarem aspetos que podem ser traumáticos para os elementos do grupo.

De acordo com os especialistas recordar o sofrimento a que estiveram sujeitos pode ser prejudicial para as crianças.

Por outro lado, o general Prayut Chan-O-Cha, chefe da Junta Militar no poder na Tailândia após o golpe de Estado de 2014 avisou os jornalistas sobre a “tentação de colocarem perguntas sem importância”.

Os familiares das crianças também vão estar presentes.

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