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Regional

Associação admite contestar novas regras de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo

Agência Lusa

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A Associação Mar à Vila, nos Açores, admitiu hoje participar em manifestações de contestação ao novo regulamento de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo, nos Açores, devido ao “impacto social e económico” que vai causar.

Desde 01 de julho que o ilhéu de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, tem um novo regulamento de acesso para as visitas efetuadas de barco, estabelecendo um limite diário de 400 pessoas, com um máximo de 200 visitantes em simultâneo, durante a época balnear, entre 01 de junho e 14 de outubro.

Permite ainda, de 15 de outubro a 15 de abril, visitas àquela área protegida, mas obrigatoriamente acompanhadas por um Guia de Parques Naturais, com o limite de 160 pessoas por dia, sendo o máximo de 40 visitantes em simultâneo.

Numa nota de imprensa, a Associação Mar à Vila (MAV), dos utentes das zonas de domínio hídrico de Vila Franca do Campo, sublinhou que, “atendendo ao impacto social e económico que a entrada do Regulamento tem motivado, junto da população e dos mais diversos agentes económicos, são esperadas manifestações públicas durante as próximas semanas, especialmente na data de realização do evento do ‘Red Bull Cliff Diving’, às quais a MAV se associará”.

Um dirigente da associação confirmou à Lusa que está agendada para hoje, a partir das 16:00 locais (mais uma hora em Lisboa), uma reunião com responsáveis do governo açoriano para “discutir e encontrar soluções para o regulamento”.

“Não se entendem os novos condicionalismos de entrada no Ilhéu para os tradicionais Caiaques da Vila, assim como não se percebem as interdições ao mergulho recreativo durante a época balnear”, sustentou o comunicado, que destacou a importância daquela reserva natural do ponto de vista turístico, com impactos no desenvolvimento e economia local, e a forte relação dos Vilafranquenses com o seu ilhéu.

A associação referiu ainda que, no âmbito do regulamento, “são consideradas três formas de acesso ao Ilhéu, nomeadamente a fruição da zona balnear; contemplação dos valores paisagísticos e culturais; estudo e investigação”, considerando que “as duas primeiras formas são complementares e, como tal, de difícil desagregação”.

A MAV disse ainda não entender porque motivo o Clube Naval de Vila Franca pode apenas explorar as viagens turísticas ao ilhéu durante três meses, ficando os restantes reservados para empresas turísticas.

Aquela associação defendeu também “a necessidade imperiosa” de o Governo açoriano criar uma estrutura de apoio à visitação do ilhéu, tipo Centro de Interpretação no ilhéu, uma “formação vulcânica submarino singular, que se formou há cerca de 3.000 anos, manteve presença constante na vivência de Vila Franca do Campo e dos seus habitantes ao longo da sua história secular”.

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Desporto

Travessia Terceira/Faial em Kayak só vai arrancar amanhã

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Foto: porto das pipas PRESS - Travessia Terceira Faial 100 anos

Miguel Sousa Azevedo/porto das pipas PRESS

Depois de consultada a previsão meteorológica para os próximos dias no Grupo Central, ficou acordado que apenas amanhã (dia 20), é que os onze atletas terceirenses vão ligar em Kayak a sua ilha de origem às vizinhas paragens de São Jorge, Pico e Faial, cumprindo a ligação de cinco etapas que comemora os 100 anos do Peter Café Sport, na cidade da Horta.

Eliseu Reis, João Paulo Rocha, Paulo Barcelos, Fernando Soares, João Fragueiro, André Almeida, Tomé Gonçalves e as duplas (em K2) André Avelar/Albano Barcelos e André Neto/Bruno Aguiar serão os destemidos que, até domingo, vão remar entre o Porto das Cinco Ribeiras e o Porto da Horta, arrancado pelas sete da manhã desta sexta feira.

“Vamos repetir a ligação feita no 75º aniversário do Peter Café Sport”, adianta André Avelar, o porta voz da aventura, lembrando que a iniciativa “também pretende fazer ver que é o mar que nos une, ainda mais no Grupo Central, pelo que deve ser sempre respeitado”, refere.

Eliseu Reis, conceituado atleta, com vários títulos regionais e excelentes prestações nacionais, explica que “a maior distância será na primeira etapa, da Terceira ao Topo (40 quilómetros).

No segundo dia serão 21 quilómetros do Topo à Calheta, e depois da Calheta até São Roque mais 27 quilómetros. Já no terceiro dia, teremos São Roque/Madalena, com 28 quilómetros feitos junto à costa do Pico e, depois de parar na Madalena, serão os derradeiros 7 quilómetros do canal até à Horta”, acrescenta Eliseu Reis.

A aventura dos 11 terceirenses conta com o apoio do Peter Café Sport – promotor do evento -, bem como da Associação Regional de Canoagem dos Açores, do Clube Naútico de Angra do Heroísmo, do Angra Iate Clube, do Clube Ar Livre da Ilha Terceira e do Clube Naval da Horta. Associaram-se ao evento as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo, da Horta, da Madalena e de São Roque do Pico, assim como a Junta de Freguesia do Topo. Os atletas ficarão instalados nas Associações Humanitárias de Bombeiros da Calheta e de São Roque do Pico, e contam com o patrocínio da empresa Ironstore e com a divulgação do Rádio Clube de Angra.



 

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Regional

Governo dos Açores realiza sessão de esclarecimento sobre sanidade apícola na ilha de São Jorge

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FOTO: PIXABAY

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direção Regional da Agricultura, realiza a 26 de julho, na ilha de São Jorge, uma sessão pública de esclarecimento sobre sanidade apícola, um elemento fundamental para o desenvolvimento deste setor nos Açores.

Com este encontro, que vai decorre no Serviço de Desenvolvimento Agrário, na Urzelina, pelas 20h00, pretende-se formar e informar, de modo a evitar práticas que possam colocar em risco a saúde das abelhas.

A ilha de São Jorge, à semelhança de outras no arquipélago, tem uma sanidade apícola de excelência, como comprova o facto de não existir nesta ilha a “Varroose”, doença que é considerada a principal ameaça às abelhas melíferas.

Também não são conhecidas outras doenças e pragas causadoras de enormes prejuízos à atividade apícola, como é o caso da “Loque Americana” ou da “Vespa Asiática”.

A Região Autónoma dos Açores está a ultimar um plano de ação, tendo em vista o desenvolvimento sustentável da apicultura no arquipélago.

Este documento orientador e definidor de medidas de médio e longo prazo, a cargo de um grupo de trabalho constituído para o efeito, tem como grandes objetivos estratégicos o fortalecimento das organizações de apicultores, a melhoria das condições de produção e comercialização do mel, bem como dos produtos apícolas, para se estimular o rendimento dos pequenos e médios apicultores.

Pretende-se, ainda, reforçar a visibilidade do Mel dos Açores, classificado como Denominação de Origem Protegida (DOP) desde junho de 1996.

A apicultura desempenha um papel muito importante para o setor agrícola, seja pelo contributo das abelhas enquanto polinizadoras naturais, o que contribui para aumentar a rentabilidade das explorações, mas também na polinização de outras plantas, preservando-as e, consequentemente, dando um contributo para o equilíbrio do ecossistema e a manutenção da biodiversidade.

Atualmente existem nos Açores 364 apicultores, cerca de 6.000 colónias, na sua maioria colmeias, em 710 apiários.

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Regional

Ponta Delgada: Câmara assina protocolo com instituições particulares de solidariedade social

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Foto: Câmara Municipal de Ponta Delgada

A Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida por José Manuel Bolieiro, procedeu ao início da tarde de ontem à assinatura dos protocolos com 24 instituições particulares de solidariedade social do concelho (IPSS).

Um apoio que ascende aos 141.700,00 euros e respeita ao presente ano de 2018. O apoio por subsídio inclui  22 IPSS, num total de 55.000,00 euros. O apoio por Protocolo de Desenvolvimento, por seu turno, abrange 5 instituições, num total de 86.700,00 euros.

Na ocasião, o edil congratulou-se com o papel essencial das IPSS no apoio ao Estado em matéria de intervenção social. “O Estado não pode desistir da sua função solidária, mas também não pode impedir – deve antes apoiar – que os impulsos cívicos surjam nesta área e complementem as responsabilidade do Estado”, defendeu.

O autarca pontadelgadense acrescentou que a forma como os apoios são atribuídos no Município a que preside garante às instituições “previsibilidade, mas também independência, autonomia e pluralidade de financiamento”.

O Presidente, que tem privilegiado as políticas sociais, incentivou, igualmente, a promoção de atividades e de projetos que façam diferença na vida dos indivíduos, das famílias e da comunidade e possam merecer o apoio extraordinário do Município.

Recordou que este ano o regulamento apresenta algumas alterações face ao ano anterior e lembrou a obrigatoriedade de as instituições apresentarem os relatórios de execução.

Foram assinados Protocolos de Desenvolvimento com a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada), Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores (“Projeto de Envelhecimento Ativo”), Centro Paroquial de Bem-Estar Social de São José (“Projeto RecrEar – Requalificar o Recreio”), Instituto Margarida de Chaves e UMAR – Associação para a Igualdade das Mulheres.

Também foram formalizados os apoios por subsídio a 22 IPSS do concelho, sendo que cada uma irá receber um apoio de 2.500,00 euros: ACAPO- Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, Alternativa – Associação Contra as Dependências, Associação Alzheimer Açores, Associação Atlântica de Doentes Machado-Joseph, Associação de Doentes de Dor Crónica dos Açores, Associação de Pais e Amigos das Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores, Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel, Associação de Surdos da Ilha de São Miguel, Associação para o Planeamento Familiar, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, Associação USenior, Casa de Povo de Capelas, Casa do Povo da Fajã de Baixo, Casa do Povo de Santo António, Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, Centro Paroquial de Bem-Estar Social de São José, Centro Social e Paroquial da Fajã de Baixo, Centro Social e Paroquial Nossa Senhora das Neves, Instituto Bom Pastor- Lar Filomena da Encarnação, Novo Dia, Solidaried’arte – Associação de Integração pela Arte e pela Cultura e UMAR – Associação para a igualdade das Mulheres.

Fonte:CMPDL

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