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Mundo

Enfermeira japonesa afirma ter envenenado 20 pacientes

Agência Lusa

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Uma antiga enfermeira de um hospital num subúrbio de Tóquio, detida sob suspeita de ter matado um paciente, disse aos investigadores que envenenou cerca de 20 pessoas, segundo os meios de comunicação japoneses.



Ayumi Kuboki, 31 anos, foi detida neste sábado no âmbito de uma investigação sobre a morte de um homem de 88 anos num hospital perto de Tóquio, afirmou hoje a polícia japonesa, sem disponibilizar mais detalhes sobre a investigação.

Suspeita de ter injetado desinfetante nas bolsas de administração intravenosa de um paciente em 2016, Kuboki admitiu à polícia que fez o mesmo a mais 20 pacientes, segundo reportaram os meios de comunicação japoneses.

De acordo com a comunicação social, a polícia japonesa detetou a presença de desinfetante nos corpos de mais quatro pacientes, com idades compreendidas entre os 70 e 80, que morreram no hospital num curto espaço de tempo.

Um líquido semelhante foi também detetado no equipamento de infusão intravenosa.

Kuboki explicou que pretendia que as mortes dos pacientes não ocorressem durante os seus turnos.

“Explicar aos familiares a morte de um parente durante as minhas horas de serviço era muito difícil”, disse Kuboki aos investigadores, citada pela agência de notícias japonesa Jiji.

Foram registados, nos últimos anos, vários casos de assassínios de pacientes em centros de cuidados de saúde.

Em julho de 2016 Satoshi Uematsu foi responsável pelo maior massacre no Japão em décadas, ao matar 19 doentes e ferir outros 25 com uma faca, depois de ter imobilizado os prestadores de cuidados num centro para pessoas com deficiência mental em Sagamihara, a oeste de Tóquio.

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Mundo

Catalunha: Justiça espanhola recusa extradição de Puigdemont apenas por peculato

Agência Lusa

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O Tribunal Supremo espanhol decidiu hoje cancelar o mandado europeu de detenção do ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont, recusando-se a julgar o independentista em fuga apenas pelo alegado delito de peculato e não pelo de rebelião.

O juiz Pablo Llarena responde assim à decisão tomada na semana passada pelo tribunal alemão de Schleswig-Holstein de extraditar para Espanha Carles Puigdemont apenas por um alegado delito de peculato (desvio de fundos), mas não pelo de rebelião, muito mais grave, que era solicitado pela justiça espanhola.

O cancelamento do mandado europeu de detenção significa que Puigdemont vai continuar em liberdade, mas não poderá regressar durante 20 anos a Espanha, onde seria imediatamente detido para responder pelo crime de rebelião, que só prescreve passado este período.

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Mundo

Ryanair reconhece sindicato representativo dos tripulantes de cabine na Alemanha

Agência Lusa

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FOTO: PIXABAY

A companhia aérea Ryanair anunciou hoje que assinou com a Ver.di um acordo de reconhecimento sindical para os tripulantes de cabine da Ryanair com base na Alemanha.

“A Ryanair assinou o seu terceiro acordo de reconhecimento sindical para os tripulantes de cabine com a Ver.di, [que será] doravante a entidade que representa todos os tripulantes de cabine empregados diretamente pela Ryanair na Alemanha”, disse, em comunicado, a companhia irlandesa.

Segundo a empresa, o acordo surge no seguimento de “extensas negociações” com a Ver.di, cobrindo o mercado alemão.

A Ryanair referiu ainda que está “desejosa” de iniciar os trabalhos com o sindicato, de forma a concluir um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) para os trabalhadores, com base na Alemanha, diretamente empregados pela companhia.

“Este é mais um sinal do progresso que a Ryanair tem vindo a levar a cabo com os sindicatos desde a decisão de dezembro de 2017 de reconhecer sindicatos, sendo que mais de 60% dos nossos tripulantes já estão cobertos por acordos de reconhecimento sindical”, disse, em comunicado, o responsável pelos recursos humanos da Ryanair, Eddie Wilson.

Apesar de não adiantar mais pormenores, o responsável disse que espera vir a anunciar “mais acordos durante as próximas semanas nos países onde os sindicatos têm abordado estas negociações”.

Este acordo segue-se ao reconhecimento sindical da Ryanair com a ANPAC/ANPAV em Itália e ao do Reino Unido com o sindicato UNITE.

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Tailândia: Crianças salvas da gruta inundada deixam hoje hospital

Agência Lusa

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As 12 crianças tailandesas e o treinador de futebol que ficaram bloqueados numa gruta inundada na Tailândia e que estão internados desde a semana passada devem abandonar hoje o hospital e conceder a primeira conferência de imprensa.

“Trata-se de deixar os meios de comunicação social colocarem questões e depois deixá-los regressar à vida normal sem que estejam constantemente a ser alvo da atenção dos media”, disse à France Presse o porta-voz do governo tailandês, Sunsern Kawkumnerd.

O grupo que foi resgatado encontra-se desde a semana passada no hospital de Chiang Rai, norte da Tailândia, depois de terem permanecido duas semanas na gruta inundada.

A conferência de imprensa está marcada para as 18:00 (11:00 em Lisboa) e deve prolongar-se durante uma hora.

Os psiquiatras que acompanham as crianças e o treinador pediram para ter acesso às perguntas dos jornalistas para afastarem aspetos que podem ser traumáticos para os elementos do grupo.

De acordo com os especialistas recordar o sofrimento a que estiveram sujeitos pode ser prejudicial para as crianças.

Por outro lado, o general Prayut Chan-O-Cha, chefe da Junta Militar no poder na Tailândia após o golpe de Estado de 2014 avisou os jornalistas sobre a “tentação de colocarem perguntas sem importância”.

Os familiares das crianças também vão estar presentes.

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