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Nacional

BE diz que recuperar todo o tempo de serviço dos professores é linha vermelha para Orçamento

Agência Lusa

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Foto: Paulete Matos

O Bloco de Esquerda (BE) não se compromete com posições definitivas na votação do próximo Orçamento do Estado caso não haja acordo com os professores, mas avisa que recuperar todo o tempo de serviço congelado é a linha vermelha.

“Não aceitaremos nenhuma recuperação do tempo de serviço que não seja aquela que os professores exigem legitimamente, que é a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias, a recuperação integral do tempo de serviço. Essa é a linha vermelha dos professores, a dos sindicatos e a nossa também”, disse a deputada bloquista Joana Mortágua, com assento na comissão parlamentar de Educação e Ciência.

A deputada falava junto às instalações do Ministério da Educação (ME), na Avenida Infante Santo, em Lisboa, onde hoje foram retomadas as negociações dos sindicatos com o Governo para a recuperação do tempo de serviço congelado, e onde perto de um milhar de professores se manifestam para pressionar o resultado da reunião.

Joana Mortágua diz ter marcado presença em “solidariedade com os professores, que se sentem vítimas de uma injustiça”, ao não verem garantida na íntegra a recuperação do tempo de serviço congelado, apesar de um compromisso assinado com o governo em novembro passado.

A deputada reconhece o impacto orçamental da contagem dos mais de nove anos congelados, lembrou que os professores e os sindicatos também o fazem ao manifestarem disponibilidade para um faseamento da recuperação, mas sublinhou que “para além do impacto orçamental há um direito à carreira” e que “o Governo desrespeitou esse direito à carreira” ao assumir “um compromisso negocial que não cumpriu”.

Questionada sobre se a falta de acordo nestas negociações compromete o acordo que o BE possa vir a dar ao próximo Orçamento do Estado, Joana Mortágua não se comprometeu com posições definitivas.

“Nós para já queremos depositar todas as esperanças numa postura de abertura do Governo. Claro que não desistimos nunca daquilo que achamos que está certo na defesa dos direitos dos trabalhadores”, disse, acrescentando que “são legítimas expectativas” as que os professores alimentam.

Sobre a possibilidade de a contagem integral do tempo ser convertida em tempo para a aposentação antecipada dos professores, Joana Mortágua admite que essa “poderia ser uma solução”, ainda que o Governo já tenha dito que não está em cima da mesa.

“Nós teremos nesta matéria a abertura que os sindicatos tiverem. Achamos que é uma matéria que é em primeiro lugar uma matéria de negociação sindical. Compreendemos que o acesso à reforma antecipada é uma reivindicação muito justa dos professores que estão cansados”, disse.

A deputada entende ainda que evitar as consequências da greve às avaliações em curso no arranque do próximo ano letivo está “exclusivamente na mão do Governo”, insistindo que foi o executivo que “decidiu abandonar as negociações” e “bater com a porta”, cabendo-lhe agora reabrir negociações, “abandonar a posição de intransigência” e “reconhecer que se comprometeu com a recuperação integral do tempo de serviço”.

Trazidos em autocarros de vários pontos do país, centenas de professores aguardam ainda, ruidosos, munidos de bandeiras, apitos e megafones, o resultado da primeira reunião de reatar de negociações, depois de estas terem sido dadas por terminadas pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O tom definitivo dessas declarações do ministro foi revertido no parlamento, no dia seguinte, pelo primeiro-ministro António Costa, no parlamento, que voltou a estender a mão aos sindicatos pedindo que regressassem à mesa de negociações.

O regresso aconteceu hoje, mais de um mês depois desse apelo, para uma reunião com grande peso político.

Estão reunidos os representantes das dez estruturas sindicais unidas em plataforma, que têm do outro lado da mesa toda a equipa do ME – o ministro Brandão Rodrigues, o secretário de Estado da Educação, João Costa, e a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, a quem tem cabido a representação política deste ministério nas negociações – e dois secretários de Estado das Finanças – a secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Fátima Fonseca (que tem acompanhado as negociações do lado das Finanças) e João Leão, secretário de Estado do Orçamento.

À porta do ME, Nelson Lima, professor de inglês do 2.º ciclo há 26 anos, participava no protesto ruidoso da mesma forma que tem participado em todas as manifestações e greves desde o início deste diferendo, mas com um maior sentimento de urgência.

“Chegou uma altura em que é preciso pressionar mais o ME, que continua a empurrar os problemas para a frente. Penso que esta é uma das derradeiras oportunidades”, disse.

Nacional

Morreu o general Loureiro dos Santos

Agência Lusa

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O general José Loureiro dos Santos, antigo ministro da Defesa Nacional e ex-Chefe do Estado-Maior do Exército, morreu hoje em Lisboa, aos 82 anos, vítima de doença, disse à agência Lusa fonte da família.

Nascido em Vilela do Douro, concelho de Sabrosa, no distrito de Vila Real, em 02 de setembro de 1936, José Alberto Loureiro dos Santos foi ministro da Defesa Nacional entre 1978 e 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, chefiados por Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintasilgo, ambos executivos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes.

Militar do ramo de artilharia, Loureiro dos Santos foi vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em 1977, e Chefe do Estado-Maior do Exército.

Foi membro do Conselho da Revolução e Ministro da Defesa Nacional de novembro de 1978 a janeiro de 1980 nos IV e V Governos Constitucionais, respetivamente dirigidos por Carlos Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintasilgo.

Cumpriu duas comissões no Ultramar, em Angola (1962/1965) e Cabo Verde (1972/1974), foi secretário do Conselho da Revolução no ‘verão quente’ de 1975 e, como major, participou no planeamento e execução das operações que contiveram o golpe de 25 de novembro de 1975. Passou à reserva em 1993.

Com larga experiência académica, o ex-ministro e chefe militar lecionou no Instituto de Estudos Superiores Militares, do qual fez parte do conselho científico, e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), no qual foi membro do Conselho de Honra.

Era também membro da Academia das Ciências de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, como personalidade externa.

Loureiro dos Santos foi também escritor, com vasta obra, e conferencista e deu ainda inúmeras conferências, tendo colaborado em vários órgãos de comunicação social sobre temas de geoestratégia e de geopolítica.

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Nacional

Obra Completa de Vitorino Nemésio abre com poesia e vai ser apresentado em Lisboa

Agência Lusa

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O primeiro volume da edição da Obra Completa de Vitorino Nemésio (1901-1978), é dedicado à Poesia, publicado numa parceria da Imprensa Nacional com a Companhia das Ilhas, e será apresentado em Lisboa, na próxima semana.

O primeiro dos quatro livros de poesia do autor, que morreu há 40 anos, antecipa a revelação de inéditos e é apresentado no próximo dia 22, às 18:30, na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, por Luiz Fagundes Duarte, responsável pela edição da obra, doutorado em Línguas e Literaturas Modernas e Linguística, pela Universidade Nova de Lisboa.

Numa nota editorial, Fagundes Duarte afirma que os três primeiros volumes de poesia de Vitorino Nemésio incluem os poemas publicados em vida pelo autor e, o quarto, “reúne a poesia inédita à data da morte de Nemésio, ou publicada postumamente”.

O volume que abre a série dedicada integralmente a Nemésio reúne a poesia editada desde 1916 a 1940, e vai ser apresentado na BNP.

Fagundes Duarte afirma que o autor nascido na Praia da Vitória, na ilha açoriana da Terceira, que se tornou conhecido pelo programa televisivo “Se bem me lembro” (1970-1975), começou a escrever poesia aos 15 anos com “Canto matinal” e terminou aos 76, com “Caderno de Caligraphia”, no qual “trabalhava quando faleceu”.

Vitorino Nemésio, entre outras atividades e colaborações dispersas em várias revistas literárias e jornais, foi professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, como poeta, “por ele passam muitas das ideias estéticas que enformaram a poesia portuguesa do século XX, no seio da qual soube manter uma voz e uma postura muito próprias”.

O catedrático da Universidade Nova de Lisboa, refere que Nemésio soube combinar, “de um modo seguro, mas subtil, a erudição do académico com a genuinidade da inspiração de matriz popular açoriana”.

“Nele – prossegue Fagundes Duarte – encontramos desde ecos românticos (na poesia de juventude), bebidos sobretudo em Antero [de Quental] até à incursão, na maturidade, pelas linguagens e conceitos da filosofia e da ciência”, com realce para a biologia molecular, novas tecnologias e viagens espaciais, nos últimos livros, “aos quais conferiu uma até então imprevisível dimensão poética”.

Quanto a este primeiro volume, agora editado, divide-se em duas partes, de 1916 a 1930, e de 1935 a 1940, explicando Fagundes Duarte que, na primeira parte, se encontram “as miudezas da juventude, os que pareceram em edição autónoma, e aos quais o autor conferiu o estatuto de ‘livro’ – um conjunto de poemas com uma determinada unidade interna”.

Nesta primeira parte estão coligidos os títulos “Canto matinal” (1916), “A Fala das quatro flores” (1920), “Nave Etérea” (1922) e “Sonetos para libertar um Estado de Espírito Inferior” (1930), e ainda poemas avulso que publicou em jornais e revistas, apresentados sob ordem cronológica, e também “Versos Qu’o Pai Que Foi p’ò Trabalho Fez à Sua Filha”, que ficou inédito até 1979.

Na segunda parte deste volume, encontram-se “La Voyelle Promise” (1935), “O Bicho Harmonioso” (1938) e “Eu, Comovido a Oeste” (1940), tendo ainda sido incluído o texto de Nemésio “Prefácio: Da Poesia”, que, segundo Fagundes Duarte, é “a melhor reflexão que alguma vez terá sido feita sobre a poesia de Vitorino Nemésio”.

Além dos quatro volumes de poesia, o plano das “Obras Completas de Vitorino Nemésio” prevê editar três volumes de Teatro e Ficção, um deles do seu mais celebrado romance “Mau Tempo no Canal”, seis volumes com o seu Diário e Crónicas, que inclui os textos de “Se bem me lembro” e quatro volumes de Ensaio, entre os quais “Relações Francesas do Romantismo Português”, originalmente editado em 1936, e a biografia de Isabel de Aragão, mulher do rei D. Dinis.

Vitorino Nemésio nasceu a 19 de dezembro de 1901, em Praia da Vitória, Açores, morreu há 40 anos, em 20 de fevereiro de 1978, em Lisboa.

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85 detidos este fim de semana, quase metade por conduzirem com álcool

Agência Lusa

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve este fim de semana 85 pessoas em flagrante, 45 das quais por condução sob o efeito do álcool, revelou a corporação.

Em comunicado, a GNR adianta que, na sequência das operações que levou a cabo no sábado e domingo, foram ainda detidas 12 pessoas por conduzirem sem carta, 12 por tráfico de droga e duas por posse de arma proibida.

Nas operações foram apreendidas 858 doses de haxixe, 30 de cocaína, 12 doses de folhas de cannabis, uma arma de fogo e 16 armas brancas.

Na área do trânsito, a GNR detetou 1.285 infrações, das quais 529 por excesso de velocidade, 86 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, 78 por falta de inspeção periódica obrigatória, 48 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou cadeirinha para crianças e 45 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização.

Foram ainda detetadas 42 infrações por falta de seguro de responsabilidade civil, 39 relacionadas com tacógrafos e 27 por uso indevido do telemóvel durante a condução.

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