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Regional

PSD/Açores insiste em estudo “rigoroso” sobre operacionalidade dos portos

Agência Lusa

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Os deputados do PSD à Assembleia Legislativa dos Açores voltaram a defender hoje a necessidade de ser realizado um “estudo técnico rigoroso” sobre a operacionalidade dos portos de passageiros no arquipélago.

O anúncio, feito em conferência de imprensa, na vila da Madalena, ilha do Pico, surge na sequência da divulgação do relatório que a empresa pública Atlânticoline elaborou a propósito do encalhe do navio “Mestre Simão” e que faz referência a alguns problemas naquele porto, entre os quais a sua “dimensão exígua”.

“O PSD/Açores, antes desse relatório ser conhecido, propôs um estudo sobre a operacionalidade dos portos, cuja necessidade nos parece agora reforçada”, explicou Marco Costa, deputado social-democrata eleito pelo Pico, que lançou também um repto ao PS, que está em maioria no parlamento açoriano, para que contribua para uma “discussão rigorosa” do problema.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial, Pico e São Jorge entregaram, no dia 3 de maio, na Assembleia Legislativa dos Açores, um projeto de resolução, onde recomendavam ao Governo que promovesse a realização de um estudo sobre a operacionalidade dos portos de passageiros naquelas ilhas.

Para Marco Costa, é necessário apurar se as dificuldades na operação portuária, no transporte de passageiros e viaturas, e que foram agora admitidas em relatório, também existem em outros portos dos Açores.

“Esse estudo deve definir as condições limites em termos meteorológicos e de agitação marítima para cada cais/porto e navio”, refere o projeto de resolução social-democrata, que propõe ainda a realização de uma avaliação dos meios existentes ou a implementar, para fornecer informação fiável aos mestres dos navios para os apoiar nas suas decisões.

Os deputados do PSD/Açores lamentam, porém, que o PS não revele pressa em aprofundar o conhecimento técnico sobre essas questões e lembram que ainda não foi ouvida nenhuma personalidade sobre esta iniciativa, além de ter sido recusada a audição de “personalidades conhecedoras do mar e do canal”.

“Esta atitude do PS e dos seus deputados demonstra a forma irresponsável como o Governo Regional e o PS têm decidido muitas das obras marítimas na Região, especialmente no Triângulo, sem dar ouvidos aos verdadeiros conhecedores dos nossos mares”, acusou Marco Costa.

O navio “Mestre Simão” encalhou a 6 de janeiro, no porto da Madalena, empurrado pela ondulação que se fazia sentir e que deixou a embarcação ingovernável, mas as 70 pessoas que seguiam a bordo foram socorridas de imediato, sem registo de ferimentos.

Os trabalhos de remoção do navio, iniciados em maio, foram, entretanto, concluídos no final da passada semana, conforme confirmou à Lusa, o capitão do Porto da Horta, Rafael da Silva.

Desporto

Varzim contrata médio Minhoca que jogava no Santa Clara

Agência Lusa

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O médio português Minhoca, que jogava no Santa Clara, da I Liga, vai reforçar o Varzim, anunciou hoje o clube da II Liga portuguesa de futebol.

O jogador, de 31 anos, natural dos Açores, esteve nas últimas duas temporadas no emblema de S. Miguel, tendo em 2018/19 participado em apenas sete partidas, sem golos.

O médio conta também no seu currículo com passagens anteriores pelo Santa Clara, ma também pelo Paços de Ferreira, União Micaelense e Marítimo.

Os poveiros garantiram, ainda, a contratação do defesa central brasileiro Lucas Lima, de 24 anos, que jogava no campeonato luxemburguês, ao serviço do Titus Petangé, depois ter feito formação no Goiás, do Brasil, e ter experiências no futebol espanhol e italiano.

Com estas duas contratações o Varzim assegurou já 11 reforços para a nova época, depois de Luís Pedro (ex-Penafiel), Tiago Cerveira (ex-União de Leiria), Felipe Augusto (ex-Sporting de Espinho), Glen Matondo (ex-Bobigny, França), Serginho (ex-Santa Clara), Levi Lumeka (ex-Crystal Palace, Inglaterra), Alan Henrique (ex-Sriwijaya, Indonésia) e Willan Dias (ex-Arouca).

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Regional

Modelo de construção para prisões de Ponta Delgada e Montijo é hoje apresentado

Agência Lusa

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As prisões de Ponta Delgada e Montijo serão as primeiras a serem construídas segundo um modelo “mais humanizado e sustentável” concebido para os novos estabelecimentos prisionais e que hoje é apresentado no âmbito dos Encontros de Inovação na Justiça.

Segundo o Ministério da Justiça, o estudo de conceção para uma Prisão do Século XXI, desenvolvido pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa resultou num “novo modelo mais humanizado, mais sustentável e de acordo com as normas de referência internacional” a aplicar aos novos estabelecimentos prisionais (EP).

Os dois projetos para a construção dos EP do Montijo e de Ponta Delgada, nos Açores, vão ser lançados em breve.

O EP de Ponta Delgada, com um investimento entre 45 e os 50 milhões de euros, terá uma área bruta de 22.600 metros quadrados e 41 mil metros quadrados de espaços exteriores, entre os quais cinco campos de jogos, para uma população a rondar os 500 reclusos.

O EP do Montijo, cujo investimento rondará os 65 e os 70 milhões de euros, terá capacidade para cerca de 800 reclusos, uma área bruta de construção de 30.500 metros quadrados e 64 mil metros quadrados de espaços exteriores, nomeadamente oito campos para a prática de desporto.

O novo conceito será apresentado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

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Regional

NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte

Agência Lusa

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A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos, disse à Lusa o ex-diretor do departamento científico da agência espacial norte-americana.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá “em breve”, levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte “há mil milhões de anos”.

“Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas”, disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são “um laboratório especial” só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com “água e lava a interagirem de forma dinâmica”.

“Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial”, disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando ‘drones’, em preparação para a próxima fase da exploração.

“Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso ‘helicóptero marciano’, que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020”, que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que “algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior” e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

“Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe”, acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter “um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico” em torno da ilha.

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