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Natércia Gaspar

SE PORTUGAL NÃO EXISTISSE TERIA QUE SER INVENTADO… MAS COMO PORTUGAL EXISTE TEM QUE SER REINVENTADO!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR SE PORTUGAL NÃO EXISTISSE TERIA QUE SER INVENTADO…MAS COMO PORTUGAL EXISTE TEM QUE SER REINVENTADO!

 

A mensagem de Ano Novo, do Presidente da República para o país fica marcada pela palavra “reinvenção”que no dicionário de língua portuguesa significa “Ação ou efeito de reinventar” portanto “Tornar a inventar, recriar uma solução para um problema antigo mas que exige uma nova abordagem”.

E é isso!

Se Portugal não existisse teria que ser inventado, afinal dois terços do mundo foram descobertos pelos portugueses,tendo mesmo parte deste lhe pertencido por direito de tratado internacional, ademais nos idos tempos de 1494 Portugal e Espanha são as potências mundiais, quando após a transposição do Cabo do Bojador mais terras foram dadas a conhecer a estas potencias. Assim, e pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, a divisão do mundo entre os portugueses e os espanhóis foi uma realidade. Portugal ainda existe, por isto tem de ser reinventado recuperando a coragem, a ousadia e a capacidade de inovar que outrora manifestou, quase sem recursos, dando novos mundos ao mundo e que ainda hoje nos enche de orgulho!

O Senhor dos afetos não inventou, nem tão pouco reinventou nada de novo, mas teve o mérito de colocar na ordem do dia reflexão sobre o que reinventar, como e quem!

Apesar de a mensagem ser sobretudo dirigida para os governantes do governo central ou local, também exorta as organizações sociais, os portugueses em geral e a cada um de nós em particular!

Sim, temos que nos reinventar para fazer de Portugal um país com futuro e um futuro melhor!

Temos de honrar a coragem e ousadia dos nossos antepassados para, e cito o Presidente da República, “com verdade, humildade, imaginação e consistência” prepararmos o futuro dos nossos descendentes, um futuro que tem que começar aqui e agora”.

Devemos por começar a abandonar o nosso queixume persistente que nos caracteriza ou como dizia Boaventura de Sousa Santos a “autoflagelação compulsiva” e ao invés das expressões tão frequentes, tipo “É o país que temos”, “somos uma vergonha”, reafirmar feitos, partilhar ideias e agir de forma construtiva!

Devemos igualar as nossas criticas constantes a tudo e a todos com ações empreendedoras!

Devemos converter o nosso tão conhecido “desenrasca tipicamente português” em ações inovadoras e transformadoras, fundadas em alicerces sólidos!

Devemos transformar o nacional porreirismo em assertividade, o amiguismo em imparcialidade e em rigor!

Em suma devemos reinventar o nosso exercício de cidadania e abandonar a posição cómoda de falar nos erros dos outros porque, quer queiramos quer não, só erra quem faz, quem se envolve, quem participa!

O futuro não pode ser reinventado sem nos reinventarmos!

Feliz 2018!

Fique bem, fique com a 105 FM!

3 Janeiro de 2018
Natércia Gaspar

Natércia Gaspar

SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

 

Hoje tenho a benção de vos falar a partir da Ilha de Santiago, em Cabo Verde, uma antiga colónia portuguesa cuja independência consegue a 5 de julho de 1975.

Um processo que por cá não deixou os traumas que deixou noutras ex colónias.

É uma benção porque viver de perto o dia a dia deste povo é uma lição de vida, de simplicidade, de genuinidade de alegria!

Para esta gente é preciso muito pouco para serem felizes.

Pouco planeiam as suas vidas, vivem à base do acontece e se acontece acolhem com alegria.

As suas vidas deslizam, com maior ou menor dificuldade, como os seus corpos que em cada movimento parece que respondem a uma nota musical.

Sim, os seus corpos têm musicalidade tal como o mar, a natureza, a cultura, enfim as suas vidas!

Não é tudo fácil! Diria não é nada fácil! Em Santiago a terra é árida e inospita, não há muita água. Não chove há 2 anos por cá. Já imaginaram estarmos 2 anos sem chuva nos Açores.

Por cá, praticamente tudo é importado, o que encarece o custo de vida num país cujo salário minimo é de 150,00€.

Faz-nos pensar como conseguem viver, pois o custo de vida é praticamente igual ao nosso. Mas o facto é que conseguem com muito trabalho. É frequente ver nas ruas as mulheres a venderem fruta, peixe, milho, biscoitos etc para comporem o orçamento familiar.

Mas, o sorriso, o brilho dos olhos, a boa disposição o afeto não desaparecem e contagiam!

Está efetivamente a ser uma experiência fantástica, mas também me interpela. Põe-me em confronto com o pior que temos na nossa suposta civilização. Sim, porque ser civilizado não é de certeza viver para o trabalho, com stress para ganhar o dinheiro para conseguir dinheiro e ceder ao apelo constante ao consumismo e não estar presente na vida dos filhos, da familia.

Ser civilizado não é seguramente morar uma vida inteira no mesmo sitio sem dizer bom dia ou perguntar como vão?

Ou criar uma redoma à nossa volta para nos proteger, não deixamos as nossa crianças brincar na terra, sujarem-se e cada vez mais a nossa imunidade está fragilizada expondo-nos a outras tantas doenças.

Sim vou partir daqui a questionar de que vale tudo o que temos, alegadamente num país desenvolvido, mas, no que toca às almas humanas, perdemos algures no tempo os afectos e o cuidado pelos outros…

Fique bem, fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

 

Recuar para não cair a pique, foi o que fizeram PSD e CDS na questão da aprovação da recuperação integral do tempo de serviço congelado, da carreira dos professores, como resposta à ameaça da demissão por parte do governo, caso a medida fosse aprovada.

Um episódio de crise política que parece um trecho da Conversa da Treta do saudoso António Feio e José Pedro Gomes.

Em síntese foi assim…

Era uma vez, uma classe profissional que, não contente com a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias do congelamento da sua carreira, continua a exigir a recuperação de 9 anos, 4 meses e 2 dias, sempre com o apoio da oposição do Governo, apesar do apoio dos restantes partidos da Geringonça BE e PCP.

Esta história remonta ao início desta legislatura, ganhando força maior na negociação do Orçamento de Estado de 2019, que ainda assim inscreveu no OE a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias.

Ora, no debate quinzenal da semana passada, estavam os doutos deputados da Nação a votar o Decreto-Lei para dar força de Lei aos descongelamentos previstos e eis que na votação na Especialidade, PSD, CDS, PCP e BE chegaram a acordo para a devolução integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Eis que surge aqui o primeiro motivo para gargalhar.

BE e PCP estão fora da equação pois sempre defenderam a recuperação total do tempo de serviço dos congelamentos aos professores. Todavia, o PSD e o CDS foram aqueles que congelaram tudo, retiraram tudo, aumentaram tudo, empobreceram tudo e agora aprovam uma medida que nunca executariam caso fossem governo, medida esta que custará ao estado 635 milhões de euros ano. Ou seja os dois maiores partidos da oposição colocavam em causa, e com consciência plena, a sustentabilidade financeira do país.

E a gargalhada continua.

Ambos os partidos da troika dizem que Mário Centeno, quando chamou “de irresponsáveis” às propostas da Direita e da Esquerda por serem “o maior aumento de despesa desta legislatura” estão a inventar um Papão.

A realidade está longe de ser um papão, a cedência a este anseio dos professores coloca mesmo em risco o equilíbrio das finanças e quer PSD quer o CDS estão cansados de o saber, mas, como sempre, como não estão no Governo vai de dar um mimo aos professores em época de eleições europeias, podia ser que o rebuçado durasse até às regionais.

Pelo lado do PS, entre um misto de responsabilidade política e uma tirada melodramática, ou não fosse Costa um homem cheio de habilidade política, vem a terreiro ameaçar de demissão do Governo o que obrigaria à convocação de eleições antecipadas.

E agora sim, as consequências são de rir e rolar no chão a segurar a barriga.

O que fazem o PSD, CDS?

Ambos vêm rapidamente dizer que se não ficarem asseguradas as condições de sustentabilidade das finanças não aprovam a recuperação da totalidade do tempo de serviço.

Assunção Cristas e Rui Rio, quem vos disse que os portugueses têm um O de otários na testa enganou-vos. Vão por mim!

Moral da história…

Não tivéssemos todos a pagar esta brincadeira de miúdos… até tinha mesmo piada.

Fique bem, fique com a 105 FM.

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

 

Este dia tem origem na primeira manifestação de meio milhão de trabalhadores e numa greve geral nos Estados Unidos em 1886, sendo que 3 anos depois em 1891, é convocada em França uma manifestação anual homenageando aquela a luta sindical nos EUA.

Em Portugal, este dia é assinalado desde 1890, ano em que a celebração do dia do trabalhador a 1 de maio, passa a ser internacional.

Se nos primeiros anos esta data servia para confraternização, com a evolução qualitativa do sindicalismo português ao longo da 1º Republica, em que se tornou mais reivindicativo, o 1.º de Maio tornou-se uma de luta das massas operárias que reivindicavam o que apenas em 1919 conquistaram, a limitação de um dia de trabalho em 8 horas, foi consagrada na lei.

Nem no Estado Novo, apesar da repressão e da restrição da liberdade as manifestações não pararam, a mais simbólica foi em 1962 em que quase todo o país parou. Mas o 1º de Maio com mais impacto no país, foi naturalmente o celebrado 8 dias depois do 25 de Abril de 1974, no qual os portugueses saíram às ruas para

Claro que o 1.º de maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974, reza a história de que demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril.

O dia 1º de Maio é feriado, esteve em discussão a sua anulação, aquando da decisão do Governo da Passos Coelho decretar a anulação de 4 feriados, para a alegadamente aumentar a produtividade, mas não se concretizou.

Passos Coelho aliás vai ficar na história como aquele que provocou o maior atentado aos direitos dos trabalhadores e a um retrocesso social sem precedentes.

Não se anulou o feriado do 1º de maio, nem aumentou a produtividade das empresas, como já era expetável.

Dizem as más línguas que esta medida avançou para calar a Sra. Merkel da Alemanha, porque por essa altura disse a barbaridade de que os portugueses trabalhavam pouco. O que faz sentido pois é consensual que em vez de anular feriados, o melhor seria colá-los aos fins de semana. Para evitar o absentismo para fazer pontes. Isto sim está provado em toda a Europa, que a produtividade pode aumentar.

Mas na verdade o que aumenta efetivamente e sem margem de duvidas a produtividade é o valor dos salários que se praticam na Europa, que estão a anos luz dos praticados em Portugal.

Aliás, as empresas estrangeiras que operam em Portugal e pagam salários acima da média, têm maior produtividade.
Mas a triste realidade é que no dia que mais uma vez assinalamos o 1º de maio, assistimos, cada vez mais à deterioração dos direitos e proteção social dos trabalhadores e pior ainda o aumento do desemprego e consequentemente o empobrecimento das suas famílias, ou seja mais um dia do Trabalhador em que se justifica cada vez mais lutar e reivindicar.

Disse o Papa Francisco, que o trabalho dá dignidade às pessoas e “A sociedade não é justa se não oferece a todos um trabalho ou explora os trabalhadores”

Mas infelizmente a vida não é justa !

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Natércia Reis Gaspar

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