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Natércia Gaspar

POIS É ASSIM QUE ME SINTO ESTA SEMANA! FELIZ PELAS PEQUENAS GRANDES COISAS!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR POIS É ASSIM QUE ME SINTO ESTA SEMANA! FELIZ PELAS PEQUENAS GRANDES COISAS!

A vida, a nossa vida tem momentos que apesar de aparentemente insignificantes tornam-se contextos de pura felicidade.

Conhecem uma canção do Miguel Gameiro, que se chama “Pequenas Coisas”?

“Não sei das coisas do Mundo
dos interesses das nações
da defesa ou da estratégia
das grandes conspirações
Mas sei que são as coisas mais pequenas
aquelas que te fazem mais feliz
pequenas grandes coisas que são tanto
para ti”

É precisamente sobre as pequenas grandes coisas, que por vezes não damos qualquer importância e que se as vivermos à séria nos fazem tão felizes de tão gratificantes que são, que quero partilhar convosco!

Pois é assim que me sinto esta semana! Feliz pelas pequenas grandes coisas!

Alienei-me dos males do mundo, dos atos de violência gratuita que mais uma vez se fizeram sentir. Por cá o UrbanBeach,do outro lado do Atlântico o tiroteio no Texas.

Ignorei os grandes eventos que como ponto alto tiveram o debate entre os robots “Einstein” e “Sophia” no Web Submmit. Ou o esgrimir de argumentos entre o Rui Rio e o Santana, entre o Duarte Freitas, o Boleeiro e o Gaudêncio, e, até mesmo, entre o Governo e a oposição ou entre o Governo e o resto da Geringonça!

Foquei-me nas coisas simples e belas da vida!

A vida, a nossa vida, tem momentos que apesar de aparentemente insignificantes tornam-se contextos de pura felicidade aos quais nem sempre damos o devido valor de tão “cegos” que andamos para o que é a verdadeiramente importante!

Nestes dias fui a Coimbra, ou como costumo dizer, a casa, pois é lá que está a minha mãe,a família e os amigos de sempre!

Como poucos foram os dias dediquei-os maioritariamente à família!

Para além de outras atividades quotidianas com a minha mãe, e por estar tão longe são sempre muito gratificantes, como é habitual, num dos dias fomos às aldeias dos meus pais, ali para os lados de Pombal, fazer o périplo do costume para visitar os tios, ir ver alguns dos nossos pedaços de terra e, como não poderia deixar de ser, visitar a última morada do meu pai.

Recordo que quando era miúda não gostava nada de ir para a Aldeia, a única coisa boa era brincar com os primos, mas há medida que fomos crescendo eles também foram partindo ou para estudar, ou para trabalhar e cada vez era um martírio ir “à terra” que, ainda por cima, não era a minha.

Sim também estas Aldeias que hoje orgulhosamente digo o nome, Casal do Mouco da minha mãe e Almoster do meu pai, como tantas outras viram os seus maiores ativos, as suas gentes, partir em busca de melhores condições de vida para as suas famílias,na fuga para as grandes cidades ou para o Estrangeiro, como consequência do desinvestimento no interior do país cujos sucessivos governos foram responsáveis!

Para trás ficavam alguns resistentes ainda com força para o trabalho, os mais velhos, as casas paternas e maternas que acabaram por se degradar, as pequenas propriedades conquistadas com muito esforço ao longo de gerações que passaram a herança de geração em geração, porque afinal “nada se vendia, se algum dia houvesse uma necessidade sempre havia um pedaço de terra ou uns pinheiros para vender”,e agora abandonadas e sem ninguém para as cuidar, daí transformarem-se em matagais densos, tornando-se em áreas altamente inflamáveis e que ao longo dos anos foram consumidas pelos fogos, e algumas mais que uma vez.

Desta feita tocou-nos e feriu-me bem lá fundo, olhar para uma extensão de terra, e ver tudo negro…é uma dor de alma! Afinal aquela terra também era um pedaço de mim!

Agora em adulta, cada vez que vou ao Coimbra, faço sempre questão de fazer este circuito, é uma espécie de ritual, recordo a alegria dos meus pais em todas aquelas vezes que nos levavama ver as terras, cuja localização ou estremas nunca fixávamos, mas para eles era por demais importante que algum dia amássemos aqueles pedaços como os seus antepassados e eles próprios amavam. E por muito que refilasse e questionasse o porquê de ir ver terras que não me diziam nada, se nem se quer fixava nomes ou localização, a verdade é que o facto de os fazer felizes…fazia-nos felizes!
Voltar a percorrer aquelas terras, é um regressar às origens, é um sentir mais perto o tempo e o espaço em que um dia os meus pais foram crianças e sonharam apesar de ambos terem começado a trabalhar, muito cedo, é um alimentar e cuidar dos vínculos com a família, é um sentir fazer parte…e isso faz-me feliz!

Claro que também é um regressar à minha própria infância que apesar de tudo deixou boas recordações e porventura algumas marcas na pessoa que sou hoje, nos hobbies que, entretanto, tenho. A agricultura, por exemplo se há 5 anos me dissessem que eu iria cuidar de uma horta diria que estariam malucos, mas na verdade cuido e dá-me um prazer, semear, cuidar, ver crescer… e isso faz-me feliz!

E foi na senda de reencontrar sensações e memórias de infância que fui apanhar azeitona com os meus tios e a minha mãe, esta com 82 anos, os meus tios na casa dos 70 anos e levei lições, não só de técnica, (sim porque já não é nada como antigamente) mas de força, pujança, persistência, de como cuidar e amar aquilo que a natureza tão generosamente nos dá! Neste caso a Azeitona! E como fui tão feliz naquela tarde…naquele dia!

No dia seguinte não sentia os braços, mas senti-me abençoada!

Fui feliz por coisas que para vós serão tão pequenas…mas se estiverem atentos a felicidade está nas pequenas coisas!
Olhem…estar convosco é uma felicidade!

Fiquem bem, fiquem com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

 

Natércia Gaspar

SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR SIMPLICIDADE, GENUINIDADE E ALEGRIA

 

Hoje tenho a benção de vos falar a partir da Ilha de Santiago, em Cabo Verde, uma antiga colónia portuguesa cuja independência consegue a 5 de julho de 1975.

Um processo que por cá não deixou os traumas que deixou noutras ex colónias.

É uma benção porque viver de perto o dia a dia deste povo é uma lição de vida, de simplicidade, de genuinidade de alegria!

Para esta gente é preciso muito pouco para serem felizes.

Pouco planeiam as suas vidas, vivem à base do acontece e se acontece acolhem com alegria.

As suas vidas deslizam, com maior ou menor dificuldade, como os seus corpos que em cada movimento parece que respondem a uma nota musical.

Sim, os seus corpos têm musicalidade tal como o mar, a natureza, a cultura, enfim as suas vidas!

Não é tudo fácil! Diria não é nada fácil! Em Santiago a terra é árida e inospita, não há muita água. Não chove há 2 anos por cá. Já imaginaram estarmos 2 anos sem chuva nos Açores.

Por cá, praticamente tudo é importado, o que encarece o custo de vida num país cujo salário minimo é de 150,00€.

Faz-nos pensar como conseguem viver, pois o custo de vida é praticamente igual ao nosso. Mas o facto é que conseguem com muito trabalho. É frequente ver nas ruas as mulheres a venderem fruta, peixe, milho, biscoitos etc para comporem o orçamento familiar.

Mas, o sorriso, o brilho dos olhos, a boa disposição o afeto não desaparecem e contagiam!

Está efetivamente a ser uma experiência fantástica, mas também me interpela. Põe-me em confronto com o pior que temos na nossa suposta civilização. Sim, porque ser civilizado não é de certeza viver para o trabalho, com stress para ganhar o dinheiro para conseguir dinheiro e ceder ao apelo constante ao consumismo e não estar presente na vida dos filhos, da familia.

Ser civilizado não é seguramente morar uma vida inteira no mesmo sitio sem dizer bom dia ou perguntar como vão?

Ou criar uma redoma à nossa volta para nos proteger, não deixamos as nossa crianças brincar na terra, sujarem-se e cada vez mais a nossa imunidade está fragilizada expondo-nos a outras tantas doenças.

Sim vou partir daqui a questionar de que vale tudo o que temos, alegadamente num país desenvolvido, mas, no que toca às almas humanas, perdemos algures no tempo os afectos e o cuidado pelos outros…

Fique bem, fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A HISTÓRIA DE UMA CRISE POLITICA QUE PARECEU UM TRECHO DA CONVERSA DA TRETA

 

Recuar para não cair a pique, foi o que fizeram PSD e CDS na questão da aprovação da recuperação integral do tempo de serviço congelado, da carreira dos professores, como resposta à ameaça da demissão por parte do governo, caso a medida fosse aprovada.

Um episódio de crise política que parece um trecho da Conversa da Treta do saudoso António Feio e José Pedro Gomes.

Em síntese foi assim…

Era uma vez, uma classe profissional que, não contente com a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias do congelamento da sua carreira, continua a exigir a recuperação de 9 anos, 4 meses e 2 dias, sempre com o apoio da oposição do Governo, apesar do apoio dos restantes partidos da Geringonça BE e PCP.

Esta história remonta ao início desta legislatura, ganhando força maior na negociação do Orçamento de Estado de 2019, que ainda assim inscreveu no OE a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias.

Ora, no debate quinzenal da semana passada, estavam os doutos deputados da Nação a votar o Decreto-Lei para dar força de Lei aos descongelamentos previstos e eis que na votação na Especialidade, PSD, CDS, PCP e BE chegaram a acordo para a devolução integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Eis que surge aqui o primeiro motivo para gargalhar.

BE e PCP estão fora da equação pois sempre defenderam a recuperação total do tempo de serviço dos congelamentos aos professores. Todavia, o PSD e o CDS foram aqueles que congelaram tudo, retiraram tudo, aumentaram tudo, empobreceram tudo e agora aprovam uma medida que nunca executariam caso fossem governo, medida esta que custará ao estado 635 milhões de euros ano. Ou seja os dois maiores partidos da oposição colocavam em causa, e com consciência plena, a sustentabilidade financeira do país.

E a gargalhada continua.

Ambos os partidos da troika dizem que Mário Centeno, quando chamou “de irresponsáveis” às propostas da Direita e da Esquerda por serem “o maior aumento de despesa desta legislatura” estão a inventar um Papão.

A realidade está longe de ser um papão, a cedência a este anseio dos professores coloca mesmo em risco o equilíbrio das finanças e quer PSD quer o CDS estão cansados de o saber, mas, como sempre, como não estão no Governo vai de dar um mimo aos professores em época de eleições europeias, podia ser que o rebuçado durasse até às regionais.

Pelo lado do PS, entre um misto de responsabilidade política e uma tirada melodramática, ou não fosse Costa um homem cheio de habilidade política, vem a terreiro ameaçar de demissão do Governo o que obrigaria à convocação de eleições antecipadas.

E agora sim, as consequências são de rir e rolar no chão a segurar a barriga.

O que fazem o PSD, CDS?

Ambos vêm rapidamente dizer que se não ficarem asseguradas as condições de sustentabilidade das finanças não aprovam a recuperação da totalidade do tempo de serviço.

Assunção Cristas e Rui Rio, quem vos disse que os portugueses têm um O de otários na testa enganou-vos. Vão por mim!

Moral da história…

Não tivéssemos todos a pagar esta brincadeira de miúdos… até tinha mesmo piada.

Fique bem, fique com a 105 FM.

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR HOJE É O DIA DO TRABALHADOR!

 

Este dia tem origem na primeira manifestação de meio milhão de trabalhadores e numa greve geral nos Estados Unidos em 1886, sendo que 3 anos depois em 1891, é convocada em França uma manifestação anual homenageando aquela a luta sindical nos EUA.

Em Portugal, este dia é assinalado desde 1890, ano em que a celebração do dia do trabalhador a 1 de maio, passa a ser internacional.

Se nos primeiros anos esta data servia para confraternização, com a evolução qualitativa do sindicalismo português ao longo da 1º Republica, em que se tornou mais reivindicativo, o 1.º de Maio tornou-se uma de luta das massas operárias que reivindicavam o que apenas em 1919 conquistaram, a limitação de um dia de trabalho em 8 horas, foi consagrada na lei.

Nem no Estado Novo, apesar da repressão e da restrição da liberdade as manifestações não pararam, a mais simbólica foi em 1962 em que quase todo o país parou. Mas o 1º de Maio com mais impacto no país, foi naturalmente o celebrado 8 dias depois do 25 de Abril de 1974, no qual os portugueses saíram às ruas para

Claro que o 1.º de maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974, reza a história de que demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril.

O dia 1º de Maio é feriado, esteve em discussão a sua anulação, aquando da decisão do Governo da Passos Coelho decretar a anulação de 4 feriados, para a alegadamente aumentar a produtividade, mas não se concretizou.

Passos Coelho aliás vai ficar na história como aquele que provocou o maior atentado aos direitos dos trabalhadores e a um retrocesso social sem precedentes.

Não se anulou o feriado do 1º de maio, nem aumentou a produtividade das empresas, como já era expetável.

Dizem as más línguas que esta medida avançou para calar a Sra. Merkel da Alemanha, porque por essa altura disse a barbaridade de que os portugueses trabalhavam pouco. O que faz sentido pois é consensual que em vez de anular feriados, o melhor seria colá-los aos fins de semana. Para evitar o absentismo para fazer pontes. Isto sim está provado em toda a Europa, que a produtividade pode aumentar.

Mas na verdade o que aumenta efetivamente e sem margem de duvidas a produtividade é o valor dos salários que se praticam na Europa, que estão a anos luz dos praticados em Portugal.

Aliás, as empresas estrangeiras que operam em Portugal e pagam salários acima da média, têm maior produtividade.
Mas a triste realidade é que no dia que mais uma vez assinalamos o 1º de maio, assistimos, cada vez mais à deterioração dos direitos e proteção social dos trabalhadores e pior ainda o aumento do desemprego e consequentemente o empobrecimento das suas famílias, ou seja mais um dia do Trabalhador em que se justifica cada vez mais lutar e reivindicar.

Disse o Papa Francisco, que o trabalho dá dignidade às pessoas e “A sociedade não é justa se não oferece a todos um trabalho ou explora os trabalhadores”

Mas infelizmente a vida não é justa !

Fique bem, fique com a 105 FM

Natércia Reis Gaspar

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