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Natércia Gaspar

POR ISSO DESCULPEM QUALQUER COISA!

Natércia Gaspar

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Olá,
Enfim, chegou o dia do nosso primeiro encontro e como em qualquer primeiro encontro, há sempre um misto de alegria e algum receio de não agradar.

Por isso desculpem qualquer coisa!

Nestes dias, assinalou-se o Dia Internacional do Idoso, que nos recorda, da necessidade de proteger e cuidar os nossos idosos, da necessidade de nos revoltarmos com quem os esquece e maltrata.

A família tem o dever, legal e moral de cuidar dos seus idosos.

É o mínimo que se pode fazer por quem ganhou rugas a cuidar de nós, inclusive na vida adulta!

É certo que a vida nos dias de hoje é mais complexa, temos menos tempo, mas nada, justifica que não se cuide dos nossos idosos.

É preciso gerir o tempo, alternar com outros elementos da família, recorrer às ofertas que existem para ajudar as famílias cuidadoras, como os Centros de Convívio, os Centro de Dia, os Serviços de Apoio ao Domicilio, promoção do descanso do cuidador…. Ademais, quando nos Açores existe uma rede alargada de oferta destes serviços, através das IPSS e das Misericórdias da Região, em parceria com o Governo.

Acreditem que não falo de cor, tenho a sorte de vir de uma família que sempre conseguiu cuidar dos seus idosos em casa. A minha mãe, hoje com 82 anos, sempre trabalhou e mesmo assim cuidou dos meus avós maternos (em alternância com os meus tios). Sozinha, cuidou de duas cunhadas e do meu pai, que faria 95 anos no dia 10 deste mês, e que ela sempre cuidou com grande dedicação.

A propósito de amar, dia 1 foi dia de eleições e, na minha opinião, que vale o que vale, a maior lição que tiramos delas é essa frase que corre por aí…”É preciso amar as pessoas como se não houvessem eleições.”

O que se perdeu pela arrogância e desvalorização das pessoas, o que se perdeu pelas simpatias repentinas e de conveniência dos candidatos, que antes nem olhavam para nós e de repente somos os seus maiores amigos, naturalmente é também condenável o que se ganhou com recurso a expedientes pouco democráticos e de compra de votos…ou melhor “de pessoas”!

Só à luz desta frase consigo entender porque se pagam viagens a imigrantes para irem votar, como, alegadamente, aconteceu nas freguesias do Norte do país, ou como o Isaltino Morais ganha novamente a Câmara de Oeiras, enfim só pode ser por “comprarem” …ups desculpem por “amarem as pessoas como se houvessem eleições”.

Perdoem a ironia, mas revolta-me esta conivência do povo com …quem dá mais, esta ausência de valores éticos e morais!

Definitivamente …”É preciso amar as pessoas como se não houvessem eleições.”

Mas a boa noticia é que:
• vivemos em democracia e a vontade do povo é que impera!
• a grande maioria, das pessoas candidataram-se realmente com espirito de serviço, por amor às suas terras e aos seus conterrâneos, que não deixaram de ser eles próprios, sacrificando as suas vidas pessoais e profissionais e… a todos esses, independentemente da bandeira que representavam, mesmo perdendo acabaram por ganhar, fica aqui o meu apreço, enquanto cidadã!
• a abstenção teve uma ligeira quebra!

A propósito, escolher quem nos governa foi uma das conquistas do 5 de outubro de 1910, dia da Implantação da Republica Portuguesa, claro que com avanços e recuos, com valores desvirtuados, mas sonhou-se com um regime amigo do povo, democrático, com ética e moral…e não devemos deixar de lutar e acreditar!

Para os açorianos a implantação da Republica Portuguesa tem um significado maior, com dois filhos da terra a assumirem protagonismo na vida política portuguesa, como o micaelense Teófilo de Braga que presidiu ao Governo Provisório da República Portuguesa de 5 de outubro de 1910 a 24 de Agosto de 1911, data em que foi eleito o primeiro Presidente da República Português, o faialense, Manuel José de Arriaga.

Finalmente,a sugestão de um livro,“Portismo à maneira Curta” escrito ao longo dos primeiros cinco anos de vida do seu filho,por um amigo, Francisco Simões, de seu nome, da Ilha Terceira, cujo o único defeito que tem é ser portista e lamentavelmente passou o genes ao seu filho Pedro.

Editado pela Coolbooks, é um livro de humor para os Portistas e não portistas, e está disponível desde o dia 4 de outubro (em formato papel e digital).Um livro a não perder!

Uma excelente semana e não se esqueça, quero ser também a sua voz! Façam-me chegar as vossas reflexões, histórias, sugestões, enfim o que quiserem!

Espero por si na próxima Quinta-Feira!

Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR NOS AÇORES SERIA JUSTO A ELEIÇÃO DE 4 DEPUTADOS PELO PS AÇORES

 

Dia 6 de Outubro temos um “encontro imediato de quarto grau” com o nosso futuro, com o futuro de Portugal, com o futuro dos Açores.

Nas ultimas semanas temos falado da necessidade de ir votar, para não permitir que poucos decidam pela maioria. Sim é isso que acontecerá se não formos votar.

Votar nas legislativas torna-se ainda mais imperioso porque elegemos diretamente aqueles que vão, supostamente, criar condições propícias para a promoção do nosso bem-estar, para a promoção do desenvolvimento, coesão e sustentabilidade do país.

Em causa está um melhor serviço de saúde, de educação, do sistema da segurança social e da solidariedade, a criação de mais emprego, a luta contra as alterações climáticas, o desenvolvimento dos Açores, o nosso futuro.
Por isso, dia 6 de outubro, temos que ir fazer a nossa escolha, votando!

A democracia assenta no ideal de que todos temos o direito de decidir como viver em sociedade e respeitar a nossa dignidade como seres humanos.

No entanto para a democracia se efetivar, tem que ser vivida com humildade, no sentido em que, vivendo em sociedade, temos muito a aprender com os nossos concidadãos. Por outro lado, a Democracia tem que se viver com razoabilidade ou seja respeitar o que cada um pensa, sobre o que é uma sociedade que vive com qualidade.
É neste pressuposto que me permito expressar o meu sentido de voto e os resultados desejados.

Se a nível nacional preferia uma maioria relativa do PS que obrigasse a fazer acordos para a governação, nos Açores, gostaria muito de ter uma maioria absoluta, que permitisse ao PS Açores eleger 4 deputados.

Desejo quase impossível de concretizar, mas seria da mais elementar justiça, por variados motivos, dos quais destaco três.

O principal chama-se Isabel Rodrigues, que encabeça uma lista de gente de muita qualidade técnica e humana e alguns já deram provas na Assembleia da Republica, de que os Açores estão em primeiro lugar.

Isabel Rodrigues é uma mulher de causas, como a sua vida pública, nos últimos anos, tem demonstrado, com caracter, combativa e que seguramente, se vai debater até à exaustão se preciso for, pelos Açores.

O segundo chama-se Alexandre Gaudêncio que marcou a sua liderança do PSD Açores com uma incoerência assustadora e pouco democrática, quando vem a terreiro exigir a demissão dos gestores da SPRHI em nome da transparência e do rigor, por terem sido constituídos arguidos.

Mas quando ele próprio é constituído arguido, recusa a demissão como Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande e coloca o PSD Açores numa situação de fragilidade, mas que no fundo merece o Presidente que tem, pois embarca com ele nesta vergonhosa incoerência, que os Açorianos não entendem e repudiam.

O Terceiro chama-se Rui Rio que depois de recusar incluir na lista de candidatos elegíveis Mota Amaral, uma referência politica incontornável quer para o país, quer para os Açores afirmou que os Açores não valem mais do que 12 mil votos, acrescentando que “Não é uma fortuna”.

Ou seja, por cá e por lá o PSD demonstra que não têm qualquer respeito pelos Açores e pelos Açorianos pelo que se exige uma resposta e essa pode ser dada dia 6 de outubro votando numa alternativa credível e com provas dadas.

Fique bem!
Fique com a 105 fm!
Natércia Reis Gaspar

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Natércia Gaspar

A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR A MINHA GERAÇÃO UM DIA QUER IR VOTAR E NÃO VAI PODER

 

Já falámos dos milhares de pessoas que não vão votar por um não sei porquê qualquer.

Mas o assustador é que dos milhares de cidadãos que não votam, um número elevado, são jovens da minha geração e das seguintes.

Não tenhamos dúvidas, que nós o futuro, não votando, não participando, estamos a hipotecar sobremaneira, o futuro de uma sociedade que se quer para todos, livre, democrática, sustentável e garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos.

Nós não sentimos o peso da ditadura na pele, nas nossas vidas.

A maioria de nós aliás, sabe sobre ela o que lhes contaram ou aprenderam no livro da escola.

Mas não é por isso que deixa de ser um período negro da história do país que limitava a liberdade e o acesso a direitos. Por isso não consigo conceber como somos tão indiferentes, cada vez que somos chamados a participar na construção e no desenvolvimento do nosso país em liberdade, através de voto e fazendo a nossa escolha sobre o modelo de sociedade que queremos.

Podemos argumentar mil e uma desculpa, mas nenhuma me convence e pelo contrario revolta-me estar diante a força de um povo que não quer saber.

Mais, não votando revelamos, o nosso comodismo, mas também a nossa ignorância o que contraria o que tanto gostamos que nos classifiquem, como as gerações mais e melhor formadas e informadas, a mais viajadas e desperta para os problemas do mundo.

Lamento a dureza, mas se fazemos manifestações pelas alterações climáticas, greves por condições melhores de trabalho, vigílias pela paz noutros países o que nos impede de lutarmos pela causa que é o nosso país? O que nos impede de nos mobilizarmos e irmos votar em massa no dia 6 de outubro? Nada meus amigos, nada!

Não venham com a historia que os políticos são sempre os mesmos se nós não participamos, seja em partidos, movimento ou outra forma qualquer.

Não digam que são todos iguais, são todos corruptos e só se querem encher se nós, pessoas com valores e princípios e com sentido de serviço e democrático não participamos ativamente na politica.

Temos a consciência que ao assistirmos impávidos estamos a se cúmplices daquilo que criticamos? Que cada vez que não votamos, alguém decide por nós?

Dia 6 de Outubro e nos dias de outras eleições que se seguirão, temos que honrar quem lutou pelo direito ao voto e que agora abdicamos dele sem vergonha, sob pena de um dia a nossa geração querer ir votar e não poder.
Vota!

Fique bem, fique com a 105 Fm

Natércia Gaspar

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Natércia Gaspar

ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

Natércia Gaspar

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NATÉRCIA REIS GASPAR ABSTENÇÃO E O ASSOBIO PARA O LADO

 

Nas últimas eleições europeias, mais uma vez, de muitas, a abstenção foi elevada.

E claro vieram comentadores, partidos, Governo, pela enésima vez, gritar com as mãos na cabeça, que seria preciso com urgência atuar no sentido de reduzir a abstenção.

Eis que estamos à beira de mais um processo eleitoral, desta feita para eleger o Governo de Portugal e ou sou eu que ando muito distraída, ou mais uma vez comentadores, partidos e Governo estão a passar ao lado do fenómeno da abstenção?

Pois é, lamentavelmente não ando distraída.

Constatamos de facto a sistemática desvalorização da necessidade de mobilizar milhares de cidadãos que não foram e voltarão a não ir votar!

Mas na noite de 6 de outubro, dia das eleições, todos os partidos sem exceção, se proclamarão vitoriosos, sim no nosso país consegue-se a proeza de todos “serem vencedores”.

Mas como é que alguém se pode sentir vitorioso com os elevados índices de abstenção a que temos assistido, por exemplo, nas últimas eleições para as europeias a abstenção situou-se nos 70%.

Mas também constatamos a sistemática indiferença e renuncia, dos cidadãos, e este direito, consagrado na constituição, que que durante seculos foi negado à grande maioria dos nossos antepassados, que é o Direito de ir votar!

Os números da abstenção revelam há muito tempo, uma sociedade desiludida e descrente com os políticos e as formas de fazer política. A política que se faz e o a forma de estar dos políticos, não entusiasma, não mobiliza, não dá segurança aos cidadãos.

Sim ouviu bem, nós cidadãos também temos responsabilidade neste processo. Estamos completamente desligados daquilo que nos diz a todos, sem exceção, respeito, o presente do nosso país, mas sobretudo pelo futuro que se queria risonho para as novas gerações.

Não nos revemos nos políticos? Pois fique sabendo que não participando, não votando, estamos a ser coniventes com tudo aquilo e aqueles que criticamos.

De que lado quer ficar?

Fique bem, fique com a 105 fm
Natércia Reis Gaspar

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